Bolos de Natal: 5 opções para você oferecer em sua padaria

Reunir a família ao redor de uma mesa farta, incluindo os tradicionais biscoitos e bolos de Natal, é um momento mágico, que se perpetua ao longo dos séculos em todo o mundo. Afinal, compartilhar o “pão” é uma excelente maneira de celebrar o verdadeiro sentido dessa festa.

Aproveite a ocasião para marcar presença nos festejos de seus clientes e amigos na forma de um panetone ou doce específico para a data, preparado com dedicação e carinho.

Pensando em o ajudar a oferecer os produtos ideais, preparamos estas 5 opções de biscoitos e bolos para a Ceia de Natal. Seus clientes (e o seu negócio) agradecem.

Mão na massa!

1. Panetone

É impossível pensar em Natal e não se lembrar do Panetone — feito com farinha, ovos, manteiga, fermento, açúcar e frutas cristalizadas.

Existem diversas versões sobre sua origem. No entanto, a narrativa mais famosa diz que, em meados do século 15, Toni, um ajudante de cozinha que trabalhava para Ludovico El Moro, foi obrigado a ceder o bolo que havia guardado para sua própria ceia, pois o padeiro queimou o que havia preparado para a família Sforza.

O padeiro Ludovico criou o panetone ao acrescentar frutas cristalizadas e outros ingredientes à massa. O nome seria em homenagem ao ajudante de cozinha: “o pão do Toni”

Uma boa alternativa é oferecer a seus consumidores um panetone de fermentação natural, muito apreciado pela clientela preocupada com o resgate às origens e produtos artesanais.

2. Stollen

O Cristhstollen ou “Pão de Cristo” como também é conhecido, é um pão típico do Natal germânico. Sua receita leva ingredientes similares aos do Panetone, acrescido de amêndoas no interior da massa e açúcar de confeiteiro em cima. Assemelha-se a um rocambole mais baixo e comprido e tem um sabor mais suave e doce.

Originou-se em Dresden, com a intenção de representar o menino Jesus enrolado em fraldas. Hoje, é muito comum em toda a Alemanha, podendo ser encontrado com frutas embebidas em rum ou recheado com marzipã.

O primeiro Stollen foi preparado na corte real saxônica e levava farinha, ovos, óleo, açúcar e levedura. No século 14, o Stollen era feito nos mosteiros para ser servido nas celebrações festivas.

O pão costumava ficar duro, pois era proibido usar manteiga na época da quaresma. Somente no final do século 15 a massa ficou mais suave e macia, com a permissão do uso da manteiga dada pelo Papa Inocêncio VIII.

3. Bolo do Rei

O Bolo do Rei é feito em homenagem aos três reis magos e seu formato lembra uma coroa. Em sua versão original, a massa é torcida em forma de anel, como uma rosca.

Diz a lenda que seriam os três reis magos (Gaspar, Belchior e Baltazar) que teriam dado início a essa tradição.

As cores e aromas do bolo simbolizam os presentes dados pelos três reis magos ao menino Jesus, em comemoração ao seu nascimento.

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A casca amarelada representa o ouro, enquanto as frutas cristalizadas fazem alusão à mirra. O aroma do bolo ao ser assado, por sua vez, seria o incenso.

Antigamente, era tradição colocar uma fava e um brinde dentro do bolo. Isso acontecia por causa da história: dizem que, no dia do nascimento do menino Jesus, os três reis magos entraram numa disputa para ver quem seria o primeiro a entregar o presente.

Um artesão que passava pelo local teve uma ideia: fazer um bolo e colocar uma fava no meio da massa. Depois de assado, dividiu o bolo em três pedaços e entregou aos reis magos. Aquele que ficasse com a parte que continha a fava seria o primeiro a oferecer o presente.

4.  Gingerbread

Os famosos biscoitinhos de gengibre têm espaço garantido em muitas comemorações. A possibilidade de os produzir em diversos formatos e o sucesso entre as opções para presentear tornam essa guloseima a cara do Natal.

Já pensou em oferecer na sua padaria a famosa gingerbreads house — tradicional casinha de biscoito decorada? A iguaria é feita de pão de gengibre, que mais parece um biscoito, e contém especiarias como canela, cravo, noz-moscada e cardamomo, além de gengibre, claro! É adoçada com açúcar mascavo, melado de cana, mel ou calda de bordo. A ousadia certamente surpreenderá seus clientes.

Foram os religiosos que tiveram inicialmente a ideia de fazer biscoitos com gengibre, para celebrar as festas do inverno, e eles se basearam em tradições da Europa Pré-Católica.

A Rainha Elizabeth I, da Inglaterra, resolveu fazer para uma de suas festas de natal homenzinhos de biscoito de gengibre com a cara dos convidados. Desde então essa tradição continua a ser realizada na Europa e na América do Norte.

No entanto, os biscoitos de gengibre nasceram na Rússia por volta do século 9, quando eram chamados de “pryaniki”. Tratava-se de uma mistura de farinha, mel (quase metade de todos os outros ingredientes) e suco de frutas, com textura muita parecida de um bolo ou de um pão. Por volta dos séculos 12 e 13 foram adicionadas canela, nozes, gengibre e frutas secas (especiarias vindas da Índia e Oriente Médio).

Entre os séculos 17 e 19, a receita se espalhou e cada região tinha a sua maneira de assar os pryanikis. A tradição e os segredos da culinária eram passados de geração em geração.

5. Mil-folhas

O doce francês é composto originalmente de três camadas de massa folhada intercaladas com creme e cobertas com açúcar de confeiteiro. O resultado é uma sobremesa ao mesmo tempo crocante e cremosa.

O mil-folhas (mille-feuilles, em francês) tem origem incerta, mas a versão mais aceita é que se trata de um prato do século 17 e que pode ser descendente da Baklava — doce de massa folhada originário do Oriente Médio e da Grécia.

Foi aperfeiçoado e eternizado pelas mãos do francês Marie-Antoine Carême, considerado primeiro grande chef e que lançou as bases para as gerações seguintes de cozinheiros.

Carême tornou-se aprendiz em uma padaria e, aos poucos, passou a inventar doces, como a bomba de chocolate e o bolo mil-folhas.  Apesar de a massa folhada já ser conhecida entre gregos e árabes, o bolo mil-folhas de Carême foi inventado por ele após dobrar 729 camadas de massa e outras 729 de manteiga que, umas sobre as outras, têm o visual de mil-folhas.

Servir bolos de Natal já é uma tradição entre o povo brasileiro. Aproveite a proximidade das datas comemorativas  e use sua criatividade para garantir o mix de produtos ideal e gerar mais receita ao oferecer aos clientes da sua padaria produtos que agradem os mais diversos paladares.

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Lucivaldo bispo dos santos

Muito bom

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