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Pão sem fermento: qual sua origem e como preparar?

O pão sem fermento é um alimento presente em vários países espalhadas pelo mundo. A sua origem data de milênios antes de Cristo e vários processos foram sendo aprimorados ao longo de toda a sua história.

Além de ter dado origem às versões fermentadas que utilizamos hoje, ele cumpre um papel importante em religiões e culturas mais antigas. Atualmente, ele é utilizado em lanches e refeições e até mesmo para o preparo de algumas receitas mais elaboradas.

Se você tem curiosidade sobre como ele surgiu e se desenvolveu com o passar do tempo e quais as diferenças entre ele e os pães fermentados, não deixe de ler este artigo. Vamos falar sobre isso e, ainda, sobre como preparar um desses em seu estabelecimento. Confira!

A história do pão

O pão é um dos alimentos mais antigos de que se tem notícia. Apesar de ainda existirem controvérsias em alguns pontos da história, a maior parte da comunidade científica aborda a trajetória que vamos contar a seguir.

Origem e propagação do pão

As primeiras evidências do preparo de pães datam de 14.000 a.C. Nesse tempo, o trigo amassado era misturado ao carvalho e passados várias vezes por água quente para minimizar o amargor. Depois desse processo a massa era levada para secar ao sol. O resultado eram pães achatados, secos, duros e amargos.

A fermentação surgiu milhares de anos depois, por volta de 3.000 a.C, quando os egípcios inventaram  forno de barro. As pessoas descobriram que se juntassem uma parte da massa do dia anterior à uma massa nova ela crescia e ficava mais macia.

Assim, o pão fermentado passou a ser o mais consumido na região do Egito e, em torno de 250 a.C ele chega à Europa e passa a ser o principal alimento da Roma Antiga. Foi lá, inclusive, que surgiram as primeiras padarias comunitárias.

Volta do pão sem fermento na Idade Média

Com a queda do Império Romano, as padarias foram desfeitas e a produção voltou a ser caseira e sem fermentação. O pão fermentado passou a ser produzido apenas em castelos e conventos, tornando-se um alimento apenas para os mais ricos. E assim foi ao longo de toda a Idade Média.

Na medida em que os processos de moagem foram se desenvolvendo, os processos de fabricação e a qualidade dos pães foram melhorando. A princípio, ela era feita de forma manual, em seguida passou para equipamentos de tração animal, depois para moinhos movidos a vento, a água até que vieram as revoluções industriais. Na primeira surgiram os moinhos a vapor e na segunda o uso de cilindros.

Passado todo esse tempo e acontecimentos, os pães fermentados voltam a se popularizar. O pão francês que conhecemos hoje só chegou ao Brasil no século XIX. Até então, o farináceo básico era feito à base de mandioca, na forma de farinha ou de goma, que conhecemos melhor como tapioca.

Principais diferenças entres os pães com e sem fermento

A fermentação da farinha durante o processo de produção de uma massa com certeza proporciona diferenças, principalmente de textura. Um pão sem levedura não cresce tanto quanto aquele preparado com qualquer tipo de fermento. Sendo assim a massa tem menos leveza e maciez.

Contudo, o pão sem fermento não é assim tão duro. No momento em que ele está sendo aquecido, na parte final do preparo, ele acumula uma certa quantidade de ar, criando algumas bolhas. Porém, normalmente, ele é produzido em finas fatias que facilitam o manejo e o consumo.

Preparo de um pão sem fermento

Existem diversas receitas de pão sem fermento. Cada uma delas reflete aspectos da cultura e, muitas vezes, da religião à qual está relacionada. O pão ázimo, por exemplo, é feito da mistura da farinha de trigo com óleo, água e sal. Quando está relacionado ao Pessach, leva apenas farinha e a água.

A partir dessa massa básica, pode-se criar diversas variações. Muitas pessoas gostam de acrescentar temperos e especiarias para agregar um sabor diferenciado. Além disso, os acompanhamentos proporcionam uma experiência mais completa e permite mais variedade de combinações.

Você pode oferecê-lo em seu estabelecimento na forma de petiscos, juntamente com patês e molhos. Pode também preparar lanches rápidos, como os sanduíches de origem árabe, que usam o chamado pão folha. Por fim, outra alternativa é criar pratos mais elaborados, para refeições mais completas, como tortas e preparos que vão ao forno.

Enfim, conhecer a origem do pão sem fermento ajuda a entender melhor a sua história além de ajudar a ter mais empatia pelos adeptos desse produto. Como vimos, ele é bastante simples de fazer, requer poucos ingredientes e é muito versátil. É uma ótima pedida para quem está buscando ampliar o cardápio, oferecendo opções saudáveis e baratas aos clientes. 

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