Marmitas: por que investir nessa ideia?

Prática • October 30, 2023
marmita

As marmitas atendem consumidores que procuram refeições prontas para o almoço, jantar ou outros momentos do dia, seja no trabalho, nos estudos, em casa ou durante deslocamentos.


Para quem atua no foodservice, esse modelo permite trabalhar com diferentes cardápios, volumes de produção, faixas de preço e formas de entrega.


O negócio pode incluir marmitas quentes preparadas para consumo imediato, refeições refrigeradas, produtos congelados, cardápios caseiros, opções com controle de porções e fornecimento para empresas.


Por trás dessa variedade existe um ponto em comum: produzir marmitas para vender exige organização do cardápio, cálculo de quantidades, controle dos processos, equipamentos adequados, cuidados sanitários, embalagem e planejamento da demanda.


A Prática acompanha operações de alimentação de diferentes portes e perfis, incluindo clientes que produzem refeições em volume.


Essa convivência com cozinhas profissionais mostra que aumentar a produção nem sempre significa aumentar a área física ou simplesmente instalar fogões, chapas e fritadeiras maiores. Muitas vezes, o ganho está na forma como os processos são distribuídos e automatizados.


Por que investir na produção de marmitas?


A marmita reúne características interessantes para diferentes modelos de negócio.


Ela pode ser vendida individualmente, por assinatura, em combos semanais, para empresas, por delivery, retirada no balcão ou em operações que atendem grupos específicos de consumidores.


Também permite trabalhar com pratos conhecidos do consumidor brasileiro e variar o cardápio ao longo da semana.


Entre os formatos possíveis estão:


  • marmitas quentes para consumo imediato;
  • refeições refrigeradas;
  • marmitas congeladas;
  • cardápios caseiros;
  • refeições com porções controladas;
  • fornecimento corporativo;
  • produção para eventos ou grupos;
  • delivery próprio ou realizado por plataformas.


A viabilidade depende de fatores como volume de pedidos, custo dos ingredientes, mão de obra, embalagem, logística, capacidade produtiva, preço de venda e desperdício.


Por isso, antes de ampliar a produção, é importante conhecer quanto cada receita rende, quantas porções podem ser preparadas por período e quais etapas ocupam maior tempo da equipe.


O prato feito continua sendo uma referência


O conhecido PF reúne elementos presentes diariamente na alimentação brasileira.


Arroz, feijão, uma proteína e acompanhamentos formam uma base que pode receber diversas combinações.


Entre as opções comuns em operações de marmitas estão:


  • arroz e feijão com carnes bovinas, suínas ou aves;
  • filé à parmegiana com arroz e acompanhamentos;
  • massas com diferentes molhos;
  • estrogonofe com arroz e batata;
  • feijoada e acompanhamentos;
  • tutu de feijão;
  • carnes assadas com legumes ou outras guarnições;
  • preparações com farofa, vinagrete, saladas, maionese e salpicão.


A escolha deve considerar não apenas a preferência do público, mas também custo, rendimento, transporte, conservação e comportamento do alimento dentro da embalagem.


Preparações que chegam bem ao consumidor e mantêm textura, temperatura, aroma e aparência tendem a funcionar melhor no delivery.


Como montar um cardápio de marmitas?


Um cardápio eficiente precisa considerar a capacidade real da cozinha.


Oferecer dezenas de combinações pode parecer interessante comercialmente, mas aumenta o número de ingredientes, etapas de preparo, estoques e possibilidades de perda.


Uma composição organizada permite utilizar uma mesma base em diferentes refeições.


Um frango assado, por exemplo, pode integrar uma combinação com arroz e legumes.


Determinados vegetais podem atender diferentes pratos.


Molhos e acompanhamentos também podem ser planejados de forma integrada.


A ficha técnica ajuda a definir:


  • quantidade de ingredientes;
  • peso por porção;
  • rendimento da receita;
  • custo dos insumos;
  • modo de preparo;
  • tempo de produção;
  • apresentação final.


Essas informações permitem conhecer melhor o custo de cada marmita e reproduzir o produto com menor variação entre um dia e outro.


Como organizar a produção de marmitas?


O fluxo pode variar conforme o negócio, mas geralmente inclui:


  1. recebimento e armazenamento dos ingredientes;
  2. pré-preparo;
  3. cocção;
  4. porcionamento;
  5. embalagem;
  6. conservação, quando necessária;
  7. separação dos pedidos;
  8. expedição ou retirada.


Quanto maior o volume, maior a importância de evitar cruzamentos entre etapas e deslocamentos desnecessários da equipe.


Também é importante analisar quais preparações disputam os mesmos equipamentos no mesmo horário.


Se arroz, carnes, molhos e acompanhamentos dependem simultaneamente de um número limitado de bocas de fogão, por exemplo, a capacidade da cozinha passa a ser determinada por esse gargalo.


Limitações de uma cozinha baseada apenas em fogões


Muitas operações começam utilizando fogões industriais de 2, 4, 6 ou mais bocas.


Conforme o cardápio cresce, outros equipamentos podem ser acrescentados, como:


  • fritadeiras para fritura por imersão;
  • chapas e char-broilers para grelhados;
  • fornos para assar e gratinar;
  • panelas e caldeirões para preparações em maior quantidade.


Esse modelo pode funcionar bem em determinadas produções.


O problema aparece quando o crescimento do volume passa a exigir vários processos simultâneos dentro de uma área limitada.


Entre os desafios encontrados pela Prática em cozinhas profissionais estão:


  • falta de espaço;
  • excesso de equipamentos;
  • necessidade constante de acompanhamento;
  • dificuldade de repetir resultados;
  • concentração das atividades nos horários de pico;
  • perdas durante o preparo;
  • variação no produto entregue;
  • dificuldade de ampliar a capacidade sem reformar a cozinha.


Uma saída frequente é comprar fogões com mais bocas, chapas maiores ou novas fritadeiras.


Outra é ampliar a área de produção.


Porém, reformas, instalações e expansão física exigem investimento, planejamento e, em alguns casos, interrupções na operação.


Por isso, também é importante avaliar equipamentos capazes de executar diferentes processos dentro da mesma estrutura.


Forno combinado na produção de marmitas


Os fornos combinados Prática trabalham com ar quente, vapor e a combinação dessas duas formas de cocção.


Conforme o produto e a configuração utilizada, podem assar, cozinhar, grelhar, gratinar, cozinhar no vapor, realizar preparações com menor dependência de fritura por imersão, regenerar alimentos e executar outras etapas do cardápio.


A centralização permite retirar parte dos preparos de panelas, chapas e outros equipamentos.


Outro recurso importante é a programação de receitas.


Parâmetros de tempo, temperatura, umidade e outras funções podem ser associados ao produto, reduzindo a necessidade de ajustes feitos manualmente durante cada ciclo.


Para uma operação de marmitas, isso ajuda principalmente quando uma mesma receita precisa apresentar características semelhantes em diferentes lotes.


Quer conhecer outras aplicações? Veja também o que pode ser feito em um forno combinado.


Cocção noturna para preparos demorados


Algumas carnes, peças grandes e receitas de longa duração podem ocupar equipamentos durante várias horas.


Em modelos de forno que oferecem essa função, a cocção pode ser programada para ocorrer durante períodos de menor atividade da cozinha, inclusive durante a noite.


Assim, parte da produção pode estar pronta ou avançada quando a equipe iniciar o próximo expediente.


Para negócios que concentram muitos pedidos perto do almoço, deslocar preparações demoradas para outro período ajuda a liberar capacidade nos horários de maior demanda.


Cocção simultânea


Também é possível preparar diferentes alimentos no forno combinado durante o mesmo período, desde que sejam respeitadas as funções e faixas de temperatura compatíveis com cada processo e equipamento.


Em uma operação de marmitas, podem existir combinações envolvendo proteínas, legumes, ingredientes utilizados em acompanhamentos e outras preparações.


Nos equipamentos que oferecem gerenciamento de cocção múltipla, o operador consegue organizar diferentes tempos dentro de uma mesma carga.


Isso permite aproveitar melhor a capacidade da câmara e diminuir a dependência de diversos equipamentos funcionando separadamente.


Arroz em forno combinado


O arroz também pode ser produzido em recipientes gastronorm dentro do forno combinado.


Nesse processo, quantidade de arroz, água, tempo e temperatura podem ser definidos previamente pela operação.


Em vez de depender exclusivamente de panelas distribuídas sobre o fogão, a cozinha consegue preparar lotes utilizando os parâmetros estabelecidos pela própria equipe.


Para operações que produzem muitas marmitas diariamente, esse controle ajuda a manter o padrão de uma preparação que aparece em grande parte dos pedidos.


Carnes e grelhados


Carnes destinadas às marmitas podem ser preparadas utilizando acessórios e funções compatíveis com o forno.


Temperatura, tempo e, conforme o modelo, sonda de núcleo ajudam a controlar a cocção do alimento.


A sonda mede a temperatura interna do produto e pode ser especialmente útil em peças maiores e preparações em que o ponto interno precisa ser acompanhado.


A Prática utiliza esse recurso em aplicações profissionais nas quais repetibilidade e controle são necessários durante diferentes ciclos de produção.


Preparações crocantes sem fritura por imersão


Determinados alimentos podem receber acabamento crocante por circulação de ar quente dentro do forno, sem depender do mesmo processo de imersão utilizado em uma fritadeira.


A aplicação varia conforme o produto e o resultado desejado.


Para a cozinha, isso pode diminuir a necessidade de óleo em preparações compatíveis e retirar algumas etapas da fritadeira convencional.


A escolha entre forno combinado e fritura por imersão deve considerar a receita, o acabamento esperado e o padrão definido pelo negócio.


Produção antecipada de marmitas


Nem toda produção precisa acontecer imediatamente antes do horário de entrega.


Uma cozinha pode organizar parte dos alimentos com antecedência, desde que utilize processos corretos de cocção, resfriamento, armazenamento e posterior regeneração.


Essa lógica é especialmente útil para operações com picos concentrados.


Em vez de executar todo o cardápio simultaneamente pouco antes do almoço, determinados itens podem ser preparados em períodos com menor carga de trabalho e armazenados sob condições controladas.


O sistema Cook and Chill utiliza justamente a combinação entre cocção, resfriamento rápido, armazenamento e regeneração.


Ultracongeladores e abatedores de temperatura


Os ultracongeladores e abatedores de temperatura Prática realizam resfriamento ou congelamento rápido, conforme o equipamento e o processo escolhido.


Os equipamentos trabalham com temperaturas de operação que podem chegar a cerca de -35 °C. Essa temperatura da câmara não significa que o alimento será armazenado permanentemente nessa condição.


Depois de atingir a temperatura necessária ao processo, o produto deve seguir para conservação refrigerada ou congelada adequada.


O resfriamento rápido reduz o período em que o alimento permanece em faixas de temperatura favoráveis à multiplicação de microrganismos e também ajuda a preservar características como estrutura, textura e umidade.


Para compreender melhor as aplicações e diferenças entre esses equipamentos, consulte as principais dúvidas sobre ultracongeladores.


Resfriamento e segurança dos alimentos


O controle de temperatura é especialmente importante quando a marmita não será consumida imediatamente.


A RDC nº 216 da Anvisa estabelece que o alimento preparado submetido ao resfriamento deve passar de 60 °C para 10 °C em até duas horas.


Depois disso, deve ser conservado sob refrigeração em temperatura inferior a 5 °C ou congelado em temperatura igual ou inferior a -18 °C.


O mesmo regulamento estabelece que alimentos mantidos quentes devem permanecer acima de 60 °C por, no máximo, seis horas.


Além das regras nacionais, o estabelecimento deve observar as exigências da Vigilância Sanitária responsável por sua região e as características de cada produto.


Marmita quente, refrigerada ou congelada?


A forma de conservação interfere em toda a organização da produção.


Marmita quente


É destinada ao consumo próximo ao horário de preparo e precisa seguir controles adequados de tempo e temperatura durante conservação, transporte e entrega.


Marmita refrigerada


Passa por resfriamento controlado e permanece refrigerada até a utilização.


Nesse formato, temperatura, validade, embalagem e condições de transporte precisam fazer parte do planejamento.


Marmita congelada


É congelada e mantida sob temperatura adequada até o consumo ou etapa posterior de preparo.


Esse modelo permite separar a produção do momento da venda, mas exige controle correto do congelamento, conservação, descongelamento e regeneração.


Embalagem também faz parte do produto


A embalagem precisa ser escolhida de acordo com o alimento, a temperatura, o transporte e a forma de consumo.


Uma refeição com molho abundante tem necessidades diferentes de uma preparação seca.


O mesmo vale para produtos quentes, refrigerados ou congelados.


Também devem ser considerados:


  • vedação;
  • resistência;
  • empilhamento;
  • porcionamento;
  • identificação;
  • transporte;
  • compatibilidade com a temperatura;
  • forma de regeneração pelo consumidor, quando aplicável.


Como reduzir perdas na produção de marmitas?


A redução de perdas não depende de uma única ação.


Ela começa antes da cocção, com planejamento de compras, armazenamento adequado e definição das quantidades necessárias.


Durante a produção, fichas técnicas, porcionamento e programação ajudam a reduzir variações.


Depois, conservação e aproveitamento da produção de acordo com a demanda evitam que refeições prontas permaneçam sem saída até precisarem ser descartadas.


Entre as medidas que podem ser combinadas estão:


  • acompanhar o número de pedidos por dia e horário;
  • registrar itens que retornam ou sobram;
  • definir peso e quantidade por porção;
  • trabalhar com fichas técnicas;
  • produzir em lotes adequados à demanda;
  • organizar corretamente os estoques;
  • utilizar produção antecipada quando fizer sentido;
  • resfriar ou congelar alimentos com equipamentos adequados;
  • regenerar os produtos conforme a necessidade de venda.


A atuação da Prática junto a operações de alimentação mostra que a combinação entre processo, treinamento e equipamentos pode gerar resultados expressivos.


Um exemplo é o caso da Rede Graal, no qual a unidade Graal Estrela implantou o sistema Cook and Chill com apoio técnico da Prática.


A operação relatou redução de cerca de 90% no descarte de alimentos em um mês, juntamente com mudanças no planejamento da produção, capacitação da equipe e uso de fornos combinados e ultracongeladores.


O resultado não veio apenas da instalação dos equipamentos. Houve reorganização do processo produtivo e da forma de atender à demanda.


Como dimensionar equipamentos para produzir marmitas?


Não existe uma configuração única para todo negócio.


O dimensionamento deve partir de informações como:


  • número de marmitas produzidas por dia;
  • concentração dos pedidos por horário;
  • quantidade de refeições por lote;
  • composição do cardápio;
  • espaço disponível;
  • número de funcionários;
  • produção quente, refrigerada ou congelada;
  • necessidade de armazenamento;
  • possibilidade de produzir antecipadamente.


Uma cozinha que vende poucas dezenas de refeições possui necessidades diferentes de uma central que atende centenas ou milhares de porções.


Da mesma forma, uma operação que trabalha apenas com produtos quentes possui um fluxo diferente daquela que produz refeições congeladas para vários dias.


Antes de escolher os equipamentos, é importante mapear o percurso do alimento dentro da cozinha e identificar onde estão os limites atuais de capacidade.


Quando forno combinado e ultracongelador trabalham juntos?


Os dois equipamentos podem atuar em etapas diferentes do fluxo.


O forno combinado realiza a cocção e também pode ser utilizado na regeneração.


O ultracongelador ou abatedor atua na redução rápida da temperatura quando o processo exige resfriamento ou congelamento.


Essa combinação permite organizar sistemas de produção antecipada, nos quais parte do cardápio é preparada antes do período de maior movimento e finalizada de acordo com os pedidos.


Em operações de marmitas, isso pode ajudar a distribuir melhor a carga de trabalho e reduzir a necessidade de preparar todo o volume no mesmo intervalo de tempo.


Perguntas frequentes sobre produção de marmitas


Vale a pena produzir marmitas para vender?


A viabilidade depende da demanda, custos, preço de venda, capacidade produtiva, cardápio, equipe, embalagem e logística.


Antes de ampliar o negócio, é importante conhecer o custo por porção e quantas refeições a cozinha consegue produzir mantendo o padrão definido.


O que é necessário para começar uma produção de marmitas?


Além da estrutura regularizada conforme as exigências sanitárias locais, é necessário definir cardápio, fornecedores, fichas técnicas, porções, embalagens, equipamentos, fluxo de produção, conservação e forma de entrega.


Como produzir muitas marmitas em pouco tempo?


O aumento de capacidade depende da organização dos processos.


Produção em lotes, receitas programadas, equipamentos dimensionados ao volume, preparação antecipada e distribuição das tarefas ao longo do dia podem reduzir a concentração de atividades perto do horário de entrega.


Qual é a diferença entre marmita quente e congelada?


A marmita quente é produzida para consumo próximo ao preparo e precisa manter condições adequadas durante conservação e transporte.


A congelada passa por congelamento e conservação sob temperatura controlada para consumo posterior.


Como conservar marmitas com segurança?


O método depende do produto.


Refeições quentes, refrigeradas e congeladas exigem controles diferentes de tempo e temperatura.


O estabelecimento deve seguir a legislação sanitária aplicável, manter registros quando necessários e observar as características específicas de cada preparação.


Quais equipamentos podem ser usados para produzir marmitas?


Fogões, chapas, fritadeiras, fornos, fornos combinados, equipamentos de refrigeração e ultracongeladores podem fazer parte da operação.


A escolha depende do cardápio, quantidade produzida, espaço disponível e modelo de produção.


Produção organizada permite crescer com controle


Vender marmitas envolve muito além de cozinhar e colocar a refeição em uma embalagem.


Cardápio, porcionamento, equipamentos, conservação, transporte e previsão de demanda interferem diretamente no funcionamento do negócio.


À medida que o número de pedidos cresce, também aumenta a necessidade de controlar melhor cada etapa.


A tecnologia pode assumir parte dos processos repetitivos, ampliar a capacidade dentro do espaço disponível e permitir que a equipe distribua a produção ao longo do dia.


A escolha deve partir sempre da realidade da cozinha, do cardápio e do volume necessário.


Veja também outros pontos sobre embalagens utilizadas no setor de alimentos.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.