Equipamentos nacionais: veja 8 motivos para escolhê-los

Prática • May 27, 2020
Duas mulheres estão olhando para um tablet em um restaurante.

Escolher equipamentos profissionais envolve avaliar muito além do preço de compra.


Capacidade produtiva, instalação, consumo de energia, disponibilidade de peças, assistência técnica, garantia e tempo de atendimento também interferem no custo e na continuidade da operação.


Nesse contexto, equipamentos fabricados no Brasil podem apresentar vantagens para restaurantes, padarias, confeitarias, cozinhas profissionais, supermercados e outros negócios de alimentação, principalmente quando o fabricante mantém produção local, estoque de componentes, suporte técnico e uma rede de atendimento no país.


A origem do equipamento, porém, não deve ser o único critério.


A decisão precisa considerar as características da operação e a estrutura oferecida pelo fornecedor.


Veja oito pontos que merecem atenção ao comparar equipamentos profissionais nacionais e importados.


O que avaliar antes de escolher um equipamento?


O equipamento deve ser dimensionado de acordo com o volume produzido, os períodos de maior demanda, o cardápio, o espaço disponível e a infraestrutura do estabelecimento.


Também é necessário verificar requisitos elétricos, hidráulicos e de exaustão, quando aplicáveis, além das condições de instalação e manutenção.


Comprar um modelo com capacidade inferior à necessária pode criar gargalos.


Por outro lado, escolher uma solução muito acima da demanda pode elevar o investimento e ocupar uma área que poderia ser utilizada em outras etapas da produção.


Por isso, antes de comparar a origem dos equipamentos, identifique as necessidades da operação. Veja também os cuidados para escolher equipamentos para cozinha profissional.


1. Custo de aquisição e logística


O preço de compra é um dos componentes do investimento, mas não deve ser analisado isoladamente.


No caso de produtos importados, câmbio, transporte internacional, tributos e processos de importação podem interferir no valor e no prazo de entrega.


Em equipamentos fabricados no Brasil, parte dessas variáveis deixa de fazer parte da aquisição.


A comparação deve considerar o valor necessário para colocar o equipamento em funcionamento, incluindo transporte, instalação e possíveis adaptações na infraestrutura.


2. Disponibilidade de peças e componentes


A facilidade de encontrar componentes de reposição interfere diretamente no tempo necessário para realizar uma manutenção.


Quando o fabricante produz ou mantém estoque de peças no Brasil, a reposição pode ocorrer em prazos menores, dependendo do componente e da região atendida.


Em modelos importados, é importante verificar previamente se há estoque nacional de peças, quais componentes dependem de importação e quais são os prazos previstos para reposição.


Essa avaliação evita descobrir somente após uma falha que determinada peça possui prazo elevado de fornecimento.


3. Assistência técnica no Brasil


A existência de uma rede autorizada próxima ao estabelecimento é um critério relevante para equipamentos utilizados continuamente.


Não basta verificar se a marca oferece assistência técnica.


É necessário saber onde estão os profissionais autorizados, quais regiões são atendidas, como funciona o acionamento e se há disponibilidade de componentes para os modelos comercializados.


Quanto menor o tempo entre a solicitação, o diagnóstico e o reparo, menor tende a ser o período de indisponibilidade.


Esse fator ganha importância em operações que dependem de equipamentos específicos para manter a produção ou o atendimento.


4. Adequação à infraestrutura da operação


Tensão elétrica, potência instalada, abastecimento de água, gás, drenagem, ventilação, exaustão e espaço físico podem determinar quais modelos são compatíveis com o estabelecimento.


Por isso, as especificações técnicas devem ser verificadas antes da compra.


Equipamentos desenvolvidos para outros mercados podem exigir adaptações, mas isso não significa que todo produto importado seja incompatível com uma operação brasileira.


O ponto central é confirmar se o modelo atende às condições locais e aos requisitos aplicáveis.


O mesmo cuidado vale para equipamentos nacionais.


Em padarias, por exemplo, capacidade produtiva, sequência das etapas e área disponível precisam ser consideradas em conjunto.


O artigo sobre como organizar os equipamentos e montar o layout de padaria mostra como a localização de cada equipamento interfere no fluxo de produção.


5. Custo total ao longo da vida útil


O equipamento de menor preço inicial nem sempre apresenta o menor custo ao longo dos anos.


Além da aquisição, devem ser considerados consumo de energia, instalação, manutenção preventiva, peças, deslocamento técnico e eventuais períodos sem produção.


Esse conjunto de despesas compõe o custo total de propriedade e permite comparar alternativas de forma mais ampla.


Um equipamento que apresenta valor inicial superior pode ter menor impacto financeiro ao longo da vida útil caso ofereça consumo compatível com a produção, manutenção acessível e disponibilidade elevada.


O raciocínio também ajuda a identificar quando uma máquina antiga deixou de atender às necessidades da empresa.


Conheça os 6 sinais para renovar os equipamentos da sua cozinha.


6. Tempo de parada e continuidade da produção


Uma falha não gera apenas despesas de manutenção.


Dependendo da função do equipamento, também pode reduzir a capacidade produtiva, alterar o cardápio ou interromper uma etapa da operação.


Por isso, disponibilidade de peças e assistência devem ser avaliadas também pelo impacto que exercem sobre o tempo de parada.


Antes da aquisição, vale perguntar ao fornecedor como funciona o atendimento técnico, onde estão os profissionais autorizados e como ocorre o fornecimento dos principais componentes.


Em equipamentos essenciais para a produção, essas informações podem ter peso semelhante ao preço de compra.


7. Suporte, documentação e treinamento


Manuais, fichas técnicas e orientações de instalação em português facilitam a comunicação entre operadores, responsáveis pela manutenção e assistência autorizada.


O suporte do fabricante também pode ser relevante durante a instalação, configuração e treinamento da equipe.


Esse acompanhamento ajuda os colaboradores a utilizarem os recursos disponíveis de acordo com a finalidade de cada modelo e reduz erros decorrentes do uso inadequado.


Ao comparar fornecedores, portanto, verifique o que está incluído antes, durante e depois da instalação, e não apenas as características apresentadas no catálogo.


8. Estrutura e continuidade do fabricante


A vida útil de um equipamento profissional pode se estender por vários anos.


Por isso, a permanência do fabricante no mercado e sua capacidade de oferecer suporte ao longo desse período merecem atenção.


Tempo de atuação, estrutura produtiva, rede autorizada, disponibilidade de componentes, garantia e canais de atendimento ajudam a avaliar o fornecedor.

Esse critério vale tanto para empresas brasileiras quanto estrangeiras.


O ponto relevante não é apenas onde a marca se originou, mas qual estrutura ela mantém para atender os equipamentos instalados no Brasil durante sua vida útil.


Equipamento nacional ou importado: qual escolher?


Não existe uma resposta baseada apenas no país de fabricação.


A escolha deve considerar capacidade, aplicação, infraestrutura necessária, eficiência energética, suporte, peças, manutenção, garantia e custo ao longo da vida útil.


Equipamentos nacionais podem oferecer vantagens logísticas e de atendimento quando o fabricante dispõe de produção, estoque de componentes e rede técnica no país.


Equipamentos importados também podem atender adequadamente quando possuem estrutura local compatível com as necessidades da operação.


A comparação deve ser feita entre modelos e fornecedores capazes de atender à demanda real do estabelecimento.


Como a Prática atende o mercado brasileiro


A Prática fabrica equipamentos profissionais no Brasil e atende diferentes segmentos do setor de alimentação, incluindo gastronomia e panificação.


Ao avaliar uma solução da empresa, o cliente pode considerar não apenas as especificações do modelo, mas também dimensionamento, requisitos de instalação, suporte e assistência técnica.


O objetivo é selecionar um equipamento compatível com a produção, o espaço disponível e as características de cada operação.


Antes de investir, compare capacidade, infraestrutura, consumo, manutenção, disponibilidade de peças e atendimento ao longo da vida útil.


Esses critérios oferecem uma base mais consistente para decidir qual equipamento atende melhor ao negócio.


Depois da aquisição, o cuidado com os equipamentos também interfere nos custos e na continuidade da produção. Saiba como a manutenção preventiva ajuda a evitar falhas na cozinha profissional.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.