Cardápio digital: saiba como apostar nessa transformação

Prática • March 17, 2020
Uma mulher está sentada à mesa com uma xícara de café e um tablet.

O cardápio digital permite apresentar produtos, preços, ingredientes e outras informações do menu em dispositivos eletrônicos.


Dependendo do sistema adotado pelo estabelecimento, o cliente também pode selecionar itens, personalizar o pedido, enviá-lo para a cozinha e realizar o pagamento.


O acesso pode ocorrer pelo celular do consumidor, por meio de QR Code, em tablets disponibilizados nas mesas ou em terminais de autoatendimento. Há ainda sistemas conectados ao PDV, à comanda, à cozinha, ao estoque e aos canais de delivery.


Por isso, a digitalização do menu não se limita à substituição do cardápio impresso.


Ela pode fazer parte do fluxo de atendimento e fornecer dados importantes para a gestão do restaurante.


O que é cardápio digital?


Cardápio digital é uma versão eletrônica do menu de um restaurante, bar, cafeteria, lanchonete ou outro estabelecimento de alimentação.


Em sua forma mais simples, apresenta os itens disponíveis, descrições, preços e imagens.


Sistemas com recursos adicionais podem permitir que o próprio consumidor faça o pedido, escolha adicionais, informe observações e acompanhe o valor da compra.


Quando conectado a outros sistemas do estabelecimento, o pedido também pode seguir diretamente para o PDV ou para a cozinha.


Essa integração reduz etapas entre a escolha do cliente e o início da produção.


Como funciona o cardápio digital?


O funcionamento depende do sistema escolhido.


Em um restaurante com QR Code, por exemplo, o cliente aponta a câmera do celular para o código disponível na mesa e acessa o menu pelo navegador.


Em outros estabelecimentos, tablets ou terminais de autoatendimento podem cumprir essa função.


A partir daí, existem diferentes níveis de digitalização.


O sistema pode servir apenas para consulta ou permitir que o consumidor:


  • visualize produtos, preços e descrições;
  • consulte ingredientes e informações relevantes;
  • selecione adicionais ou retire componentes;
  • envie o pedido;
  • acompanhe o valor da compra;
  • escolha a forma de pagamento;
  • pague pelo próprio sistema, quando essa função estiver disponível.


Portanto, cardápio digital e pedido digital não são necessariamente a mesma coisa.


Um menu eletrônico pode ser apenas informativo, enquanto soluções integradas também participam do atendimento e da gestão dos pedidos.


Quais são os tipos de cardápio digital?


As opções variam conforme o modelo de atendimento, o tamanho da operação e o nível de automação desejado.


Cardápio por QR Code


O estabelecimento disponibiliza um QR Code na mesa, balcão, embalagem ou outro ponto de contato.


Ao escaneá-lo com o celular, o consumidor acessa o menu.


Esse formato evita a necessidade de disponibilizar um dispositivo para cada mesa e facilita alterações de produtos e preços no sistema.


Cardápio com pedido pelo celular


Além de consultar o menu, o cliente seleciona os itens no próprio smartphone e envia o pedido.


Dependendo da configuração, a solicitação pode ser direcionada ao sistema utilizado pelo salão ou pela cozinha.


Tablet na mesa


O estabelecimento disponibiliza um dispositivo para consulta e, quando o sistema oferece essa função, realização dos pedidos.


Esse formato dispensa o uso do celular pessoal do consumidor, mas exige investimento, carregamento, higienização e manutenção dos dispositivos.


Terminal de autoatendimento


O cliente consulta o menu e registra a compra em um equipamento instalado no estabelecimento.


É uma possibilidade para operações de balcão e locais com grande fluxo, principalmente quando há integração entre pedido e pagamento.


Cardápio digital para delivery


O menu também pode fazer parte dos canais de venda para consumo fora do estabelecimento.


Nesse caso, informações como disponibilidade, adicionais, preços, horários e opções de retirada ou entrega precisam permanecer atualizadas.


Quais são as vantagens do cardápio digital?


Uma das principais vantagens é a possibilidade de atualizar informações sem reimprimir todo o menu.


 Alterações de preço, descrição, disponibilidade ou composição podem ser feitas no sistema utilizado pelo estabelecimento.


Outros benefícios dependem dos recursos disponíveis e da integração com a operação.


Agilidade no atendimento


Quando o cliente pode consultar o menu e registrar o pedido diretamente, algumas etapas manuais são eliminadas.


Isso pode ser especialmente útil nos horários de maior movimento, quando a equipe precisa atender várias mesas ou pedidos simultaneamente.


A tecnologia, porém, precisa estar alinhada ao modelo de serviço.


O atendimento humano continua importante em operações nas quais explicações, recomendações e contato com a equipe fazem parte da proposta do restaurante.


Veja também como organizar o atendimento ao cliente no foodservice.


Atualização de preços e produtos


Em um menu impresso, mudanças podem exigir uma nova impressão.


Na versão eletrônica, a atualização tende a ser mais rápida.


Isso permite retirar itens indisponíveis, incluir produtos, modificar descrições e ajustar preços conforme a necessidade do negócio.


A facilidade de alteração não elimina a importância do planejamento.


Custos, margem, popularidade e rentabilidade precisam ser considerados na composição do menu.


Saiba como funciona a engenharia de cardápio.


Personalização dos pedidos


O sistema pode oferecer campos para escolha de acompanhamentos, adicionais, tamanhos, pontos de cocção ou retirada de determinados ingredientes.


Quando essas informações chegam de maneira organizada à produção, diminuem a dependência de anotações e da comunicação verbal entre atendimento e cozinha.


Apresentação das informações


O ambiente digital permite organizar descrições, imagens, ingredientes, tamanhos, adicionais e outras informações sem depender do espaço físico de uma página impressa.


A organização visual precisa ser simples.


Excesso de categorias, fotos, textos ou opções pode dificultar a escolha em vez de facilitá-la.


Dados sobre vendas


Quando integrado ao sistema de gestão, o cardápio pode contribuir para a coleta de informações sobre itens vendidos, horários de maior demanda, adicionais escolhidos e comportamento dos pedidos.


Esses dados auxiliam a análise do mix de produtos e ajudam a identificar itens com maior ou menor saída.


Cardápio digital pode aumentar o ticket médio?


O cardápio eletrônico cria possibilidades para apresentar complementos, acompanhamentos, bebidas, sobremesas e adicionais relacionados ao produto selecionado.


Entretanto, a simples adoção da tecnologia não garante aumento do ticket médio.


O resultado depende da composição do menu, dos preços, da relevância das sugestões e do perfil dos clientes.


A análise precisa considerar também a margem e a popularidade de cada item.


O ticket médio é um indicador que representa o valor médio gasto pelos clientes em cada compra ou pedido e pode ser acompanhado para avaliar mudanças no comportamento de consumo.


Como integrar o cardápio digital à operação?


A eficiência não depende apenas da velocidade com que o consumidor registra a solicitação.


Se o pedido chega rapidamente, mas encontra gargalos na produção, o tempo de espera continuará elevado.


Por isso, é importante analisar todo o fluxo:

  1. consulta ao menu;
  2. registro do pedido;
  3. envio das informações;
  4. organização da produção;
  5. preparo ou finalização;
  6. entrega ao cliente;
  7. pagamento.


Quanto menor a dependência de redigitação e transferência manual de informações, menor tende a ser a quantidade de etapas entre o pedido e a produção.


A organização também precisa considerar capacidade produtiva, layout, equipamentos e equipe.


Veja como a otimização de processos em cozinhas profissionais ajuda a identificar gargalos e organizar o fluxo de trabalho.


Do pedido digital à cozinha


Digitalizar o atendimento sem avaliar a capacidade da cozinha pode simplesmente transferir o gargalo do salão para a produção.


Imagine que vários clientes façam pedidos simultaneamente pelo celular.


As solicitações chegam rapidamente, mas os alimentos ainda precisam ser preparados, finalizados e entregues dentro do tempo esperado.


Por isso, o cardápio precisa considerar não apenas o que o estabelecimento deseja vender, mas também aquilo que a cozinha consegue produzir com regularidade durante os períodos de maior demanda.


Em restaurantes, os fornos combinados concentram diferentes processos de cocção, como assar, cozinhar, grelhar, gratinar e preparar alimentos no vapor.


Já em operações que trabalham com alimentos previamente preparados e precisam finalizá-los conforme os pedidos chegam, os Speed Ovens utilizam tecnologias de aquecimento voltadas à finalização rápida de produtos resfriados ou congelados.


Assim, atendimento digital, organização da produção e capacidade dos equipamentos precisam ser dimensionados de acordo com o volume e o perfil dos pedidos.


O que avaliar antes de adotar um cardápio digital?


A escolha não deve considerar somente a aparência da interface. O sistema precisa funcionar de acordo com o fluxo real do estabelecimento.


Antes da implantação, avalie:


  • facilidade de uso para o cliente;
  • rapidez para atualizar preços e produtos;
  • possibilidade de retirar temporariamente itens indisponíveis;
  • integração com PDV, comanda e cozinha;
  • recursos para adicionais e personalizações;
  • formas de pagamento aceitas;
  • estabilidade da conexão;
  • suporte técnico;
  • facilidade de gestão;
  • acessibilidade;
  • proteção dos dados coletados;
  • custos de implantação e manutenção;
  • funcionamento do atendimento em caso de indisponibilidade do sistema ou da internet.


Também é importante testar o processo antes de disponibilizá-lo ao público.


Um fluxo digital com excesso de telas, etapas ou informações pode aumentar o tempo necessário para realizar o pedido.


Cardápio digital substitui o cardápio impresso?


Não necessariamente.


A decisão depende do público, do tipo de estabelecimento e do modelo de atendimento.


Alguns negócios podem operar exclusivamente com menus eletrônicos.


Outros podem manter versões impressas como alternativa para clientes que não desejam utilizar o celular ou encontram dificuldades de acesso.


O importante é evitar que a tecnologia se transforme em uma barreira para o atendimento.


Como implementar um cardápio digital?


 implantação começa pela organização das informações que serão apresentadas ao cliente.


Produtos, categorias, preços, descrições, adicionais e disponibilidade precisam estar corretos antes da digitalização.


Em seguida:


  1. defina quais funções serão necessárias;
  2. organize produtos e categorias;
  3. revise preços e descrições;
  4. selecione imagens realmente úteis;
  5. configure adicionais e personalizações;
  6. determine como os pedidos chegarão à operação;
  7. teste o fluxo entre atendimento e cozinha;
  8. treine a equipe;
  9. acompanhe erros, dúvidas e tempo de atendimento;
  10. ajuste o sistema com base no uso real.


A implantação deve considerar o fluxo completo do pedido, e não somente a tela visualizada pelo consumidor.


Perguntas frequentes sobre cardápio digital


O que é um cardápio digital?


É uma versão eletrônica do menu de um estabelecimento de alimentação.


Pode apresentar produtos, preços, descrições e imagens e, dependendo do sistema, permitir pedidos e pagamentos.


Cardápio digital e QR Code são a mesma coisa?


Não. O QR Code é uma das formas de acesso ao cardápio.


Também é possível disponibilizá-lo em tablets, terminais de autoatendimento e outros dispositivos.


Precisa baixar um aplicativo?


Não necessariamente.


Existem sistemas acessados diretamente pelo navegador do celular após a leitura de um QR Code. Outros podem utilizar aplicativos próprios.


O cliente pode fazer o pedido pelo cardápio digital?


Depende dos recursos disponíveis.


Alguns funcionam apenas para consulta, enquanto outros permitem selecionar produtos, personalizar itens e enviar o pedido.


É possível alterar preços no cardápio digital?


Sim, desde que o sistema utilizado ofereça gerenciamento das informações.


Essa possibilidade facilita atualizações sem a necessidade de imprimir novos menus.


O cardápio digital substitui o garçom?


Não obrigatoriamente.


Ele pode assumir etapas como consulta e registro do pedido, enquanto a equipe continua responsável pela recepção, orientação, serviço e relacionamento com o cliente.


O cardápio digital funciona sem internet?


Depende da tecnologia utilizada. Sistemas hospedados na internet normalmente precisam de conexão para acesso ou envio dos pedidos.


Por isso, é importante verificar as condições de funcionamento e ter um procedimento para eventuais indisponibilidades.


Tecnologia precisa acompanhar toda a operação


O cardápio digital pode reduzir etapas do atendimento, facilitar atualizações e organizar informações importantes para o consumidor. Seus resultados, porém, dependem da integração com o restante da operação.


Pedido, produção e entrega fazem parte do mesmo fluxo.


Quando o atendimento se torna mais rápido, a cozinha também precisa estar preparada para receber e produzir as solicitações no ritmo esperado.


Antes de digitalizar o menu, analise o percurso completo do pedido, identifique possíveis gargalos e verifique se sistema, equipe e capacidade produtiva estão dimensionados para trabalhar de forma coordenada.


Conheça também os benefícios e desafios do autoatendimento.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.