Salgados na padaria: saiba por que oferecer em seu negócio

Prática • March 18, 2020
Uma mulher está atendendo um cliente em uma padaria.

Os salgados fazem parte do mix de muitas padarias e atendem diferentes momentos de consumo ao longo do dia.


Coxinhas, empadas, esfirras, quibes, folhados, enroladinhos e outras opções podem complementar a oferta de pães, confeitaria, bebidas e lanches.


Para trabalhar com essa categoria, não basta definir receitas.


É preciso considerar o perfil dos clientes, os horários de maior movimento, a capacidade produtiva, o armazenamento e a forma como cada item chegará ao consumidor.


A escolha dos equipamentos também interfere no fluxo. Amassadeiras, câmaras de fermentação, fornos, ultracongeladores e Speed Ovens cumprem funções distintas, desde o preparo da massa até a finalização no momento do pedido.


Por que oferecer salgados na padaria?


Os salgados permitem atender diferentes ocasiões de consumo, como café da manhã, lanche, intervalo do trabalho ou uma refeição rápida.


Para a padaria, eles também ajudam a diversificar o cardápio utilizando ingredientes que podem fazer parte de outras preparações, como queijos, frios, carnes e vegetais.


No entanto, ampliar o mix exige planejamento.


Produzir quantidades acima da demanda pode resultar em sobras, enquanto volumes insuficientes podem deixar a vitrine sem determinados itens nos períodos de maior movimento.


Por isso, o histórico de vendas por produto e horário ajuda a definir quais itens oferecer e em quais quantidades.


Quais salgados oferecer na padaria?


A seleção depende do perfil do estabelecimento, público, espaço disponível, capacidade produtiva e forma de atendimento.


Uma possibilidade é combinar itens assados e fritos, criando opções com massas, recheios, tamanhos e faixas de preço diferentes.


Salgados assados


Esfirras, empadas, enroladinhos, croissants salgados, folhados e alguns tipos de pães recheados estão entre as possibilidades.


As características da massa determinam o processo necessário. Dependendo da receita, podem existir etapas de amassamento, laminação, modelagem, fermentação e forneamento.


Temperatura, tempo e distribuição de calor também precisam ser ajustados ao produto para obter desenvolvimento adequado da massa, coloração e textura.


Salgados fritos


Coxinhas, quibes, risoles e bolinhas de queijo são exemplos encontrados em muitos estabelecimentos.


A produção pode envolver equipamentos para preparo da massa, modelagem, dosagem do recheio e empanamento, especialmente quando há volumes maiores.


Além da formulação, gramatura e formato, é necessário estabelecer parâmetros para congelamento, armazenamento e fritura de acordo com as características de cada receita.


Para entender os cuidados envolvidos antes dessa etapa, veja também como congelar salgados assados e fritos.


Como definir o mix de salgados?


Um cardápio extenso nem sempre é a melhor escolha.


Cada novo produto adiciona ingredientes, estoque, processos e controles à operação.


O histórico de vendas ajuda a identificar quais itens apresentam maior saída, em quais horários ocorre maior procura e quanto deve ser preparado.


Alguns pontos podem orientar essa definição:


  • perfil dos clientes;
  • vendas por produto e período;
  • espaço para armazenamento;
  • capacidade dos equipamentos;
  • tempo de preparo e atendimento;
  • ingredientes compartilhados entre receitas;
  • custo e rendimento por unidade;
  • prazo de validade;
  • índice de sobras e descartes.


A ficha técnica também permite acompanhar gramatura, ingredientes, rendimento e custo de cada receita.


Como organizar a produção de salgados?


O fluxo depende do produto e do modelo adotado pela padaria.


Nem todos os salgados passam pelas mesmas etapas.


Massas fermentadas, por exemplo, podem exigir amassamento, divisão, modelagem, fermentação e cocção.


Folhados seguem outro processo, enquanto itens fritos demandam procedimentos específicos.


Independentemente da receita, organizar as etapas ajuda a evitar que toda a produção fique concentrada nos horários que antecedem a abertura ou os picos de venda.


Uma possibilidade é produzir antecipadamente, resfriar ou ultracongelar itens compatíveis e abastecer a loja conforme a demanda.


Essa organização também permite separar dois momentos: a produção em maior escala e a finalização próxima ao consumo.


Como conservar salgados na padaria?


A conservação depende da composição, do estágio de produção e da temperatura necessária para cada alimento.


Segundo a RDC 216 da Anvisa, o resfriamento de alimentos preparados deve reduzir a temperatura de 60°C para 10°C em até duas horas.


Depois, o alimento deve ser mantido sob refrigeração abaixo de 5°C ou congelado a temperatura igual ou inferior a -18°C.


A norma também determina que alimentos preparados armazenados sob refrigeração ou congelamento sejam identificados com, no mínimo, designação, data de preparo e prazo de validade.


Consulte a RDC 216 da Anvisa para verificar os requisitos aplicáveis aos serviços de alimentação.


Os procedimentos adotados pela padaria devem considerar também as características de cada receita, recomendações dos ingredientes utilizados e demais normas sanitárias aplicáveis à operação.


Produção antecipada e ultracongelamento


O ultracongelamento pode integrar o fluxo de salgados compatíveis com congelamento ao permitir que parte da produção seja preparada antecipadamente.


Diferentemente de equipamentos destinados somente à manutenção de alimentos já congelados, o ultracongelador realiza uma retirada rápida de calor.


Esse processo favorece a formação de cristais de gelo menores e reduz alterações na estrutura dos alimentos.


Na operação, isso permite distribuir a produção ao longo de períodos planejados, formar estoque e retirar quantidades conforme a previsão de vendas.


O processo precisa ser definido para cada receita. Peso, formato, composição, estágio de preparo e disposição dos produtos nas bandejas interferem no congelamento.


O artigo ultracongelamento na panificação explica as diferenças entre congelamento convencional e ultracongelamento e suas aplicações em padarias.


Para operações de panificação de maior capacidade, o ultracongelador UK28 PAN realiza ciclos de resfriamento e congelamento rápido e pode receber produtos crus ou pré-assados.


Finalização sob demanda com Speed Ovens


Deixar determinados salgados aquecidos por períodos prolongados pode provocar ressecamento, perda de crocância e alterações de textura.


Uma alternativa é manter produtos compatíveis armazenados nas condições adequadas e realizar a finalização próxima ao pedido.


Os Speed Ovens combinam fontes de calor para aquecer o interior do alimento e trabalhar sua superfície em ciclos curtos.


As tecnologias utilizadas e os recursos disponíveis variam conforme o equipamento.


Esse sistema permite criar programas específicos considerando fatores como:


  • temperatura inicial;
  • peso;
  • dimensões;
  • tipo de massa;
  • recheio;
  • quantidade de unidades;
  • fluxo de ar;
  • potência de micro-ondas;
  • tempo de finalização.


Cada item deve ser testado para estabelecer os parâmetros adequados. Alterações de fornecedor, formulação, tamanho ou temperatura inicial podem exigir novos ajustes.


Veja como funciona a venda de salgados com Speed Ovens e conheça a Linha FIT de Speed Ovens, desenvolvida para diferentes volumes e perfis de operação.


Quais equipamentos são usados para produzir salgados?


Não existe uma única configuração para todas as padarias.


Os equipamentos necessários dependem do cardápio, volume, receitas e estágio em que os produtos serão armazenados ou comercializados.


A melhor forma de avaliar essa estrutura é relacionar cada equipamento à etapa que ele executa.


Amassadeiras


Para salgados produzidos com massas que exigem desenvolvimento da rede de glúten, as amassadeiras espirais automatizam uma etapa que demandaria trabalho manual e permitem controlar melhor o processo.


A capacidade deve acompanhar o volume de cada batelada.


Trabalhar com um equipamento superdimensionado ou abaixo da necessidade pode prejudicar o fluxo produtivo.


A amassadeira espiral AE25, por exemplo, recebe de 2,5 a 25 kg de massa e conta com programação do processo de batimento.


Câmaras de fermentação


Câmaras de fermentação são aplicáveis aos salgados produzidos com massas fermentadas biologicamente.


O equipamento controla temperatura e umidade e pode acelerar ou retardar o processo conforme a programação adotada.


Dessa forma, a massa pode chegar ao estágio necessário para forneamento no horário planejado.


Esse controle reduz a dependência das variações de temperatura do ambiente e facilita a organização dos lotes ao longo do dia.


A CFCK20 Vision trabalha com controle de temperatura, umidade e programação do processo fermentativo.


Fornos profissionais


Salgados assados exigem equipamentos compatíveis com a receita, volume e tipo de massa.


Fornos turbo utilizam circulação forçada de ar e permitem trabalhar várias assadeiras simultaneamente.


Essa configuração atende operações que precisam produzir lotes maiores com distribuição uniforme de calor.


Modelos compactos também podem ser utilizados em operações com volumes menores ou para forneamento próximo à área de vendas.


Para conhecer aplicações, dimensionamento e diferenças entre tecnologias, leia sobre equipamentos para panificação profissional.


Entre os modelos destinados a volumes maiores, o forno turbo E250 Programável comporta sete assadeiras de 60 × 80 cm e possui programação de receitas, controle de temperatura, tempo e vaporização.


Como reduzir perdas na venda de salgados?


O controle das perdas começa antes da exposição dos produtos.


Registrar vendas por horário ajuda a definir quanto produzir, enquanto fichas técnicas permitem acompanhar rendimento e porcionamento.


A produção antecipada pode deslocar parte do trabalho para períodos com melhor disponibilidade da equipe.


Outra possibilidade é abastecer a frente de loja em lotes menores em vez de preparar grandes quantidades com base apenas em estimativas.


Quando o produto permite, ultracongelamento e finalização sob demanda podem fazer parte desse sistema.


A produção ocorre antecipadamente e a quantidade necessária é disponibilizada conforme o movimento da loja.


O objetivo é aproximar o volume preparado da demanda real sem comprometer segurança dos alimentos e características sensoriais.


Perguntas frequentes sobre salgados na padaria


Quais salgados vender em uma padaria?


A escolha deve considerar o perfil dos clientes, demanda, capacidade produtiva e equipamentos disponíveis.


Coxinhas, quibes, empadas, esfirras, enroladinhos e folhados estão entre as possibilidades.


Um mix menor e acompanhado por dados de vendas pode ser mais fácil de controlar do que um cardápio muito extenso.


É possível produzir salgados antecipadamente?


Sim, desde que a receita seja compatível com o processo adotado e sejam respeitados os parâmetros de segurança dos alimentos.


Resfriamento e ultracongelamento podem permitir a produção antecipada, seguida de armazenamento e finalização posterior.


Como armazenar salgados para vender?


As condições variam conforme composição, estágio de preparo e processo utilizado.


Produtos refrigerados ou congelados precisam permanecer nas temperaturas adequadas, identificados e dentro do prazo de validade definido para a operação.


Qual equipamento usar para aquecer salgados?


A escolha depende do alimento, volume e resultado esperado.


Para operações que trabalham com finalização rápida sob demanda, Speed Ovens podem aquecer produtos compatíveis combinando diferentes formas de transferência de calor em ciclos programados.


Todo salgado precisa passar por câmara de fermentação?


Não. A câmara é indicada para produtos cuja massa passa por fermentação biológica.


Empadas, algumas massas folhadas e diversos salgados fritos, por exemplo, podem seguir processos que não exigem essa etapa.


Como planejar a quantidade de salgados?


Registre as vendas por produto, dia e faixa de horário.


Esses dados permitem identificar picos, produtos de maior saída e períodos de menor movimento. O acompanhamento das sobras também ajuda a ajustar os próximos lotes.


Produção e atendimento precisam trabalhar juntos


Oferecer salgados exige coordenar cardápio, capacidade produtiva, conservação, estoque e atendimento.


Amassadeiras e câmaras atuam nas etapas de preparação de determinadas massas.


Fornos realizam a cocção, enquanto ultracongeladores podem viabilizar a produção antecipada.


Na frente de loja, a finalização sob demanda com Speed Ovens é uma alternativa para produtos compatíveis quando rapidez de atendimento e características sensoriais precisam caminhar juntas.


Em vez de tratar cada equipamento isoladamente, vale analisar todo o percurso do alimento, desde os ingredientes até o momento em que o pedido é entregue ao cliente.


Essa visão permite dimensionar os recursos de acordo com o volume, o cardápio e a rotina de cada padaria.


Quer agilizar o atendimento, servir salgados quentes e crocantes e manter a qualidade mesmo nos horários de maior movimento?


Descubra como otimizar a venda de salgados com speed ovense oferecer produtos preparados rapidamente, com padronização e menos desperdício.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.