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Engenharia de cardápio: o que é e como aplicá-la no seu negócio

Prática • 30 de julho de 2021
Um chef segura uma bandeja de comida enquanto uma mulher olha para uma prancheta na cozinha.

Inicialmente, para um restaurante ter sucesso, antes ele precisa começar pelo básico, saber o que deve servir e como será servido. É para isso que existe a engenharia de cardápio.

Por sua vez, o dicionário define tal termo como uma “lista dos pratos servidos por um restaurante”, mas se assim fosse, ele não seria mais do que uma lista de alimentos e bebidas.

Esse processo é uma ferramenta ampla e abrangente que visa oferecer alimentos, de maneira mais saudável, às pessoas que estão sob a sua responsabilidade, sejam elas clientes ou colaboradores.

Considerando tudo isso, vamos buscar entender um pouco mais sobre como fazer uma boa engenharia de cardápio.

Continue lendo e acompanhe esta postagem que preparamos especialmente para você!

Breve histórico da engenharia de cardápio

Na década de 70, o Boston Consulting Group realizou um trabalho para ajudar negócios a segmentar seus produtos. Esse visava facilitar a análise e a tomada de decisão, e serviu de base para a engenharia de cardápio.

Em 1980, o professor Donald Smith , da Michigan State University , trouxe para restaurantes a ideia reunir estrategicamente informações dos pratos, com o objetivo de utilizar esses dados para escolher o que os clientes precisam.

Por que fazer a engenharia de cardápio?

Estudos feitos mostram que aplicar essa técnica aumenta a lucratividade do restaurante de 15% a 30%.

Só para se ter uma ideia, vamos citar alguns pontos que um cardápio mal planejado acarreta:

  1. Custos: aumentam quando a compra e gestão de matéria-prima são inadequadas;
  2. Dificuldade de execução: receitas complexas demais atrapalham a produção;
  3. Dificuldade para operação: quando receitas exigem vários equipamentos e processos para produção;
  4. Comprometimento do tempo: quando se perdem muitas horas no preparo;
  5. Comprometimento da saúde e segurança: se são utilizados itens e processos de alto risco, não ergonômicos ou desgastantes ao colaborador;
  6. Baixa produtividade: produz-se pouco por conta da desorganização do processo de produção;
  7. Problemas de serviço: não atende a certas demandas por falta de variedade;
  8. Baixa qualidade: não se atinge o padrão desejado, também por falta de organização na compra e uso de insumos;
  9. Desperdícios: gerados de ponta a ponta, da matéria prima ao consumidor;
  10. Baixa lucratividade: mesmo com margem, fica comprometida;

Esses e outros prejuízos, ocasionados por uma escolha não adequada de itens podem impactar no seu empreendimento.

Como fazer a engenharia de cardápio?

Esse trabalho requer planejamento, pesquisa e orçamento, envolvendo uma decisão de equipe. Isso por que os clientes não buscam apenas se alimentar, eles buscam uma experiência.

Cada passo é gerido por uma série de questionamentos essenciais:

  1. Colete Informações: quem são seus clientes? Qual a idade deles? Onde moram? Onde trabalham? O que fazem? Qual a renda média deles? Do quê que gostam?
  2. Avalie os ingredientes dos pratos: quais os custos? Armazenamento? Qual é a sazonalidade? Trabalho? Perdas? Têm custo-benefício? Impactam no prato? Serão bem aceitos?
  3. Precifique corretamente: custos diretos e indiretos estão cobertos? Há margem de lucro? Os clientes estão dispostos a pagar por esse preço? Para responder essas questões, aposte na ficha técnica.
  4. Desenhe ou redesenhe seu cardápio: o número de itens é administrável? Todos são vendáveis? Atendem a proposta do restaurante? Estão de acordo com o público que frequenta o local?
  5. Facilite a escolha dos clientes: poucas opções pode não satisfazer a todos, já um cardápio extenso pode deixá-los confusos, além de prejuízo, caso algumas opções tenham pouca saída.
  6. Ofereça opções inclusivas: verifique a possibilidade de disponibilizar opções vegetarianas, veganas, lacto vegetarianas, com baixo teor de gordura, sem lactose ou glúten e ricos em fibras.

Vamos utilizar um item comum para ilustrar: as frituras.

Para produzi-las, haverá um uso intenso da fritadeira e de gordura hidrogenada também.

O principal problema é a produção, com risco de acidentes, sujidade, fumaça, odor e calor excessivo, que comprometem o bem-estar dos colaboradores e também a qualidade dos alimentos.

Do ponto de vista econômico, vemos que colaborador precisa fritar uma grande quantidade de itens, gastando tempo e muita gordura, com alto custo, visto que 15 kg de gordura giram em torno de R$ 200,00 a R$ 350,00.

Além do custo, há empecilhos quanto à saudabilidade, pois esse método tradicional de fritar deixa os produtos mais gordurosos, o que pode afetar a decisão de clientes que optam por estilos de vida mais saudáveis.

Talvez seja interessante reduzir o número de frituras oferecidas ou buscar alternativas, como veremos a seguir.

Como melhorar a produção?

Já que falamos em produzir mais, com mais velocidade, qualidade e, principalmente, mais variedade, o ideal aqui é utilizarmos os fornos combinados , para centralizar toda essa produção.

Com o uso das suas funções, é possível produzir diversos alimentos nesse equipamento, como cozidos, assados, grelhados e muito mais. Inclusive, podemos produzir frituras com menos óleo, qualidade e saúde, com alimentos crocantes, dourados e saborosos.

Além disso, é possível programar receitas, o que facilita a padronização e o trabalho, podendo produzir com menos monitoramento e maior atenção a outros pontos da produção.

Conclusão

Em suma, a soma de todos esses elementos influenciam no julgamento obre seus produtos. Viu como uma avaliação correta dos itens de cardápio e do processo que utilizaremos tem impacto no negócio e na operacionalidade?

Por fim, caso queira se aprofundar ainda mais sobre fornos combinados, confira nossa matéria sobre forno combinado: o que é e quais suas funções. Esse e outros artigos você só encontra no blog da Prática!

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