Cinnamon Roll: aprenda mais sobre esse doce

Prática • 25 de maio de 2022
Um rolo de canela está sobre uma tábua de corte de madeira.

Um doce ganhou grande visibilidade nas redes sociais em 2020 e rapidamente passou a chamar a atenção do público: o cinnamon roll.


Com formato espiralado e aparência marcante, esse pão doce começou a aparecer com frequência nos feeds e se tornou um favorito.


De origem sueca, o cinnamon roll também conquistou espaço nos Estados Unidos e, nos últimos anos, passou a integrar o interesse dos consumidores brasileiros.


Hoje, ele já aparece com destaque em padarias, cafeterias e negócios especializados em panificação artesanal.


Além de atrativo para o consumidor final, o cinnamon roll pode representar uma oportunidade interessante para padarias que buscam diversificar o cardápio e acompanhar movimentos de consumo.


O que é cinnamon roll?


O cinnamon roll, conhecido em português como rolinho de canela, é um pão doce preparado com massa macia, geralmente inspirada no brioche, recheado com canela e açúcar.


A finalização costuma incluir cobertura de glacê ou creme, o que acrescenta cremosidade e contraste de sabores.


A base da receita permite variações, como recheios com chocolate, frutas, castanhas, geleias e outras combinações.


Esse tipo de produto é bastante versátil.


Pode ser servido no café da manhã, no café da tarde, como sobremesa ou lanche rápido, sempre associado ao aroma característico da canela.


Origem do cinnamon roll


O cinnamon roll surgiu na Suécia no início do século XX, onde é chamado de kanelbulle, termo que pode ser traduzido como rosca de canela.


O doce ganhou relevância cultural e passou a fazer parte do hábito do café sueco conhecido como fika.


A importância desse pão doce é tão significativa que existe uma data comemorativa dedicada a ele.


O Dia do Kanelbulle é celebrado anualmente em 4 de outubro desde 1999, reforçando sua presença na identidade culinária do país.


Com o passar do tempo, o cinnamon roll se popularizou também no sul dos Estados Unidos e, posteriormente, em outras regiões.


No Brasil, o interesse cresceu de forma consistente, especialmente após sua difusão nas redes sociais.


Interesse crescente pelo produto


A curiosidade dos brasileiros pelo cinnamon roll pode ser observada no aumento das buscas online nos últimos anos.


Durante o período da pandemia, o termo passou a ser pesquisado com frequência, refletindo o interesse por panificação e preparos feitos em casa.


Mesmo após a estabilização desse volume de buscas, o produto manteve espaço no mercado.


O consumo passou a ocorrer não apenas como preparo doméstico, mas também como item comercial em padarias, cafeterias e negócios independentes.


Esse cenário demonstra que existe demanda real e contínua pelos rolinhos de canela.


Um produto com boa aceitação comercial


Durante períodos de restrição e mudanças no comportamento do consumidor, muitos empreendedores identificaram no cinnamon roll uma alternativa viável de negócio.


O doce passou a integrar cardápios físicos e digitais, além de impulsionar operações focadas em venda sob encomenda.


Padarias e confeitarias também incorporaram o produto devido à procura crescente.


A aceitação pelo público e a facilidade de adaptação da receita contribuíram para esse movimento.


Baixo custo e boa margem


Outro ponto relevante é o custo de produção.


A receita original utiliza poucos ingredientes e não exige processos complexos, o que favorece a padronização e o controle operacional.


Os equipamentos necessários são comuns em padarias, como forno e batedeira, além de utensílios básicos.


Em muitos estabelecimentos, o cinnamon roll é comercializado por valores entre R$ 6 e R$ 10 a unidade, o que permite margem interessante.


O produto também se adapta bem ao cardápio de inverno, período em que alimentos quentes e aromáticos costumam ter boa aceitação.


Como diferenciar o cinnamon roll no cardápio


Produtos com variações costumam ganhar destaque junto ao consumidor.


No caso do cinnamon roll, é possível inovar tanto no recheio quanto na cobertura.


Além da combinação clássica de canela e açúcar, o recheio pode incluir chocolate, doce de leite, geleias, castanhas, nozes, pasta de amendoim, creme de avelã ou frutas.


Essas variações ampliam o apelo e permitem trabalhar diferentes faixas de público.


Receita de cinnamon roll


A seguir, uma receita simples baseada na versão norte-americana, indicada para testes e adaptação em padarias.


Massa


  • 1 xícara de leite
  • 2 ovos
  • 4 xícaras de farinha de trigo
  • ⅓ xícara de manteiga
  • ½ xícara de açúcar refinado
  • ½ colher de chá de sal
  • 10 g de fermento biológico


Recheio


  • 1 xícara de açúcar mascavo
  • 3 colheres de sopa de canela
  • ⅓ xícara de manteiga em temperatura ambiente


Cobertura


  • 114 g de cream cheese
  • ¼ xícara de manteiga em temperatura ambiente
  • ½ xícara de açúcar de confeiteiro
  • ½ colher de chá de extrato de baunilha
  • 1 pitada de sal
  • 25 ml de leite


Modo de preparo


  1. Misture o leite, a manteiga, o açúcar e o sal.
  2. Aqueça até atingir aproximadamente 48 °C.
  3. Na batedeira, coloque a farinha, os ovos e o líquido aquecido.
  4. Sove em velocidade baixa até obter massa lisa.
  5. Deixe descansar por 15 a 30 minutos, coberta.
  6. Misture o açúcar mascavo com a canela e reserve.
  7. Abra a massa em formato retangular sobre superfície enfarinhada.
  8. Espalhe a manteiga e o recheio.
  9. Enrole e corte em 12 porções.
  10. Asse em forno pré-aquecido a 200 °C por 12 a 15 minutos, até dourar levemente.
  11. Prepare a cobertura batendo todos os ingredientes até obter creme homogêneo.
  12. Após retirar do forno, aguarde esfriar e finalize com a cobertura.


Cinnamon roll como alternativa


O cinnamon roll é uma opção atrativa para padarias que desejam ampliar o portfólio com um produto de boa aceitação, preparo acessível e potencial de diferenciação.


Além do consumo imediato, os rolinhos podem ser congelados e finalizados na frente da loja, facilitando a produção antecipada e o controle de fluxo.


.Para isso, você pode investir na produção antecipada. Entenda como isso funciona.