Como o Cook and Chill beneficia a alimentação na hotelaria

Prática • July 5, 2021
Um prato de comida com salmão, brócolis e arroz sobre uma mesa.

Hotéis precisam atender diferentes demandas de alimentação ao longo do dia.


Café da manhã, restaurante, room service, eventos e pedidos fora dos horários de maior movimento podem exigir preparações variadas, mesmo quando o volume de solicitações é irregular.


O Cook and Chill permite separar o momento do preparo do serviço.


Os alimentos são produzidos antecipadamente, passam por redução rápida de temperatura e são armazenados sob condições controladas para posterior regeneração e finalização.


Na hotelaria, esse método pode contribuir para organizar os horários de trabalho, atender pedidos sob demanda, reduzir perdas e manter maior regularidade entre as preparações.


O que é Cook and Chill?


ook and Chill significa “cozinhar e resfriar”. É uma técnica de produção antecipada na qual os alimentos passam pela cocção e, em seguida, têm sua temperatura reduzida rapidamente para posterior armazenamento e regeneração.


Quando o produto é resfriado e mantido entre 0 °C e 5 °C, utiliza-se a denominação Cook and Chill.


Quando a redução continua abaixo de 0 °C, preferencialmente até atingir -18 °C no núcleo para armazenamento congelado, o processo é conhecido como Cook and Freeze.


Os dois seguem a mesma lógica de produção antecipada. A diferença está na temperatura final e na forma de conservação antes da regeneração.


Como funciona o Cook and Chill?


O fluxo varia conforme o alimento, o cardápio e os procedimentos definidos pela operação, mas pode ser organizado nas seguintes etapas:


  1. Preparação: seleção, higienização e pré-preparo dos ingredientes.
  2. Cocção: preparo conforme os parâmetros definidos para a receita.
  3. Redução rápida de temperatura: resfriamento ou congelamento após a cocção.
  4. Armazenamento: conservação sob temperatura controlada de acordo com o método adotado.
  5. Regeneração: aquecimento da preparação antes do serviço.
  6. Finalização: montagem, acabamento e envio ao hóspede.


Em todas as etapas, tempo, temperatura, higiene, identificação e condições de conservação precisam ser controlados.


Cook and Chill ou Cook and Freeze?


A escolha depende do período previsto de armazenamento, das características da preparação, da logística e da rotina do hotel.


No Cook and Chill, o alimento permanece refrigerado entre 0 °C e 5 °C até a regeneração.


No Cook and Freeze, a redução de temperatura segue abaixo de 0 °C, preferencialmente até -18 °C no núcleo para armazenamento congelado.


Após o congelamento rápido, os produtos devem ser transferidos para freezers ou câmaras adequadas à conservação.


O prazo de utilização não deve ser definido somente pela temperatura.


Tipo de alimento, embalagem, manipulação, condições de armazenamento, estabilidade térmica e procedimentos adotados pela operação também precisam ser considerados.


Para aprofundar o tema, veja as principais dúvidas sobre ultracongeladores.


Quais equipamentos são utilizados?


A configuração depende do volume, do cardápio e da forma de serviço.


Equipamentos de cocção, redução rápida de temperatura, conservação e regeneração cumprem funções distintas ao longo do fluxo.


Forno combinado


O forno combinado reúne convecção, vapor e cocção combinada, permitindo controlar parâmetros como temperatura, umidade e tempo.


Além da cocção, pode ser utilizado na regeneração de preparações previamente resfriadas ou congeladas, conforme as características do produto e os procedimentos estabelecidos pela cozinha.


A programação de receitas também ajuda a manter parâmetros definidos entre diferentes ciclos.


Saiba o que é um forno combinado e quais são suas funções.


Ultracongelador


O ultracongelador, também denominado abatedor de temperatura em determinadas aplicações, utiliza circulação forçada de ar em baixa temperatura para retirar calor dos alimentos rapidamente.


Ele permite realizar tanto o Cook and Chill quanto o Cook and Freeze, conforme a temperatura final definida para o produto.


No resfriamento, a redução rápida da temperatura diminui o período em que o alimento permanece em condições favoráveis à multiplicação de microrganismos.


No congelamento rápido, também favorece a formação de cristais menores de gelo quando comparado a processos lentos, contribuindo para preservar características do produto.


Após essa etapa, o alimento deve seguir para equipamentos adequados à conservação refrigerada ou congelada.


Micro-ondas comercial na finalização


O micro-ondas comercial, também chamado de micro-ondas profissional, pode complementar o fluxo quando a necessidade é aquecer, descongelar ou realizar a finalização térmica de determinados produtos.


Na hotelaria, pode funcionar como equipamento de apoio para preparações resfriadas ou congeladas, especialmente quando o objetivo é aquecer rapidamente e o alimento não exige douramento, gratinado, tostagem ou crocância.


A escolha deve considerar a condição inicial do alimento, tamanho das porções, recipientes utilizados, potência necessária e quantidade de ciclos nos períodos de maior movimento.


Veja como escolher um micro-ondas profissional e conheça os micro-ondas comerciais da Prática.


Speed Ovens na finalização sob demanda


Os Speed Ovens podem complementar operações com Cook and Chill ou Cook and Freeze quando o alimento precisa combinar aquecimento rápido com acabamento de superfície.


Esses equipamentos utilizam energia de micro-ondas associada ao ar quente em alta velocidade.


Essa combinação permite aquecer o interior e atuar simultaneamente na superfície do produto, proporcionando características como douramento, tostagem e crocância.


Na hotelaria, podem atender room service, cafeterias, áreas de refeições rápidas e outros pontos nos quais alimentos previamente preparados precisam ser finalizados conforme os pedidos.


A Linha FIT da Prática conta com modelos para diferentes volumes e aplicações, inclusive produtos refrigerados e congelados.


A escolha depende do cardápio e das características da operação.


Conheça a Linha FIT de Speed Ovens da Prática e veja o que são Speed Ovens e como funcionam.


Micro-ondas, Speed Oven ou forno combinado?


A escolha depende do alimento, do resultado esperado, do volume e do fluxo de atendimento.


O micro-ondas comercial atende aplicações nas quais o objetivo principal é aquecer, descongelar ou realizar uma finalização térmica rápida.


O Speed Oven é indicado quando, além do aquecimento, o produto precisa de características de superfície, como douramento, tostagem ou crocância.


O forno combinado permite controlar temperatura, umidade e circulação de ar, recursos importantes na regeneração de refeições e preparações que dependem desses parâmetros.


Uma mesma cozinha pode utilizar tecnologias diferentes de acordo com os itens do cardápio e a função necessária em cada etapa.


Cook and Chill e segurança dos alimentos


O controle de tempo e temperatura é um dos pontos centrais do método.


Depois da cocção, reduzir rapidamente a temperatura limita o período em que o produto permanece em condições favoráveis à multiplicação de microrganismos.


O alimento deve permanecer na faixa adequada ao tipo de conservação escolhido até sua utilização.


A segurança dos alimentos também depende de:


  • higiene dos equipamentos, utensílios e superfícies;
  • manipulação adequada;
  • monitoramento de tempo e temperatura;
  • identificação dos produtos e lotes;
  • condições corretas de conservação;
  • manutenção da cadeia fria;
  • procedimentos definidos para regeneração e serviço;
  • atendimento à legislação sanitária aplicável.


Resfriamento e congelamento rápidos não eliminam microrganismos nem substituem os demais controles sanitários.

 

São etapas de um sistema que precisa ser acompanhado desde o preparo até o consumo.


Quais os benefícios do Cook and Chill em hotéis?


A possibilidade de separar o preparo do momento do serviço ajuda a administrar demandas distribuídas ao longo do dia e períodos de maior movimento.


Distribuição dos horários de trabalho


Nem todas as preparações precisam ser feitas imediatamente antes do pedido.


Parte das atividades pode ser realizada em períodos planejados, conforme o volume previsto e a capacidade da cozinha.


Isso reduz a concentração de tarefas nos horários de pico e permite aproveitar os equipamentos em outros períodos.


Atendimento sob demanda


Uma das particularidades da hotelaria é conciliar disponibilidade de refeições com volumes irregulares de pedidos.


Com preparações previamente produzidas e conservadas nas condições adequadas, a cozinha pode utilizar somente as quantidades necessárias conforme as solicitações.


Essa característica é especialmente útil no room service e nos horários de menor movimento.


Redução de desperdícios


Produzir grandes quantidades sem previsão adequada pode gerar sobras.


Por outro lado, iniciar cada preparação somente após o pedido aumenta o tempo de atendimento.


O método permite trabalhar com porções e lotes definidos e utilizar as quantidades conforme a demanda.


Os resultados dependem do planejamento do cardápio, controle de estoque, dimensionamento dos lotes e respeito aos prazos estabelecidos para cada alimento.


Padronização das preparações


Receitas programadas e parâmetros definidos de cocção, redução de temperatura e regeneração ajudam a diminuir variações entre lotes.


Essa organização também facilita o treinamento das equipes e o acompanhamento dos processos.


Organização das equipes


Separar o preparo do momento do serviço permite distribuir atividades entre diferentes períodos.


Em vez de concentrar pré-preparo, cocção, montagem e finalização nos horários de pico, algumas etapas podem ser realizadas anteriormente.


A mudança não significa necessariamente reduzir o número de colaboradores, mas organizar as tarefas de acordo com o fluxo e as necessidades do estabelecimento.


Onde utilizar Cook and Chill na hotelaria?


A técnica pode atender diferentes áreas de alimentação do hotel.


A aplicação depende das características do cardápio e da estrutura disponível.


Café da manhã


O café da manhã costuma concentrar grande volume de serviço em um intervalo relativamente curto.


Preparações compatíveis podem ter parte das etapas realizada anteriormente, diminuindo a quantidade de tarefas concentradas antes e durante o atendimento.


Room service


Os pedidos do room service podem ocorrer durante várias horas e em volumes difíceis de prever.


Manter determinadas preparações resfriadas ou congeladas para atendimento conforme a solicitação permite disponibilizar opções sem iniciar cada receita integralmente após o pedido.


Restaurantes


No restaurante do hotel, o sistema pode ser aplicado aos alimentos que apresentem bons resultados após resfriamento ou congelamento e posterior regeneração.


A cozinha pode organizar lotes conforme ocupação, reservas e histórico de consumo, utilizando as quantidades necessárias em cada serviço.


Eventos e banquetes


Eventos concentram grandes volumes em horários definidos.


Separar etapas permite antecipar parte do trabalho e reduzir a quantidade de processos simultâneos imediatamente antes do serviço.


Também facilita o planejamento dos lotes e o aproveitamento da capacidade instalada.


Cook and Chill em cozinhas centrais


Redes hoteleiras ou empreendimentos com diferentes pontos de alimentação podem utilizar uma cozinha central para concentrar determinadas etapas.


As preparações podem ser produzidas em uma unidade responsável pela cocção, resfriamento ou congelamento rápido e organização dos lotes.


Depois, seguem para os pontos de serviço respeitando as condições de transporte e conservação estabelecidas para produtos refrigerados ou congelados.


Esse modelo pode facilitar o controle de receitas, o planejamento de compras e a uniformidade entre unidades.


Entretanto, exige dimensionamento adequado, capacidade de armazenamento, transporte compatível e controle contínuo das temperaturas.


Como planejar a implantação?


Antes de alterar o fluxo da cozinha, o hotel precisa avaliar quais preparações são adequadas ao sistema e como cada uma se comporta após resfriamento ou congelamento e posterior regeneração.


Entre os pontos que precisam ser avaliados estão:


  • perfil e volume das refeições;
  • horários de maior demanda;
  • receitas adequadas ao método;
  • escolha entre Cook and Chill e Cook and Freeze;
  • tamanho dos lotes;
  • capacidade dos equipamentos;
  • espaço refrigerado e congelado;
  • fluxo entre cocção e redução de temperatura;
  • identificação e rastreabilidade;
  • transporte, quando houver cozinha central;
  • parâmetros de regeneração e finalização;
  • treinamento das equipes;
  • controles relacionados à segurança dos alimentos.


Nem todos os itens precisam seguir o mesmo fluxo.


Um hotel pode combinar Cook and Chill, Cook and Freeze e preparações realizadas próximas ao momento do consumo conforme as características de cada receita.


O dimensionamento deve considerar a demanda real, os alimentos processados e o resultado necessário em cada etapa, evitando tanto capacidade insuficiente quanto equipamentos acima das necessidades da operação.


Perguntas frequentes sobre Cook and Chill


O que significa Cook and Chill?


Cook and Chill significa “cozinhar e resfriar”.


A técnica consiste em cozinhar os alimentos, reduzir rapidamente sua temperatura, conservá-los sob condições controladas e regenerá-los posteriormente para o serviço.


Qual a diferença entre Cook and Chill e Cook and Freeze?


Os dois seguem a mesma técnica de produção antecipada.


No Cook and Chill, o produto é rapidamente resfriado e conservado entre 0 °C e 5 °C.


No Cook and Freeze, a temperatura é reduzida abaixo de 0 °C, preferencialmente até -18 °C no núcleo para armazenamento congelado.


Quais equipamentos podem fazer parte da operação?


A configuração depende do cardápio e do fluxo adotado.


Forno combinado e ultracongelador podem atuar na cocção, redução rápida de temperatura e regeneração.


Micro-ondas comerciais e Speed Ovens podem complementar o serviço no aquecimento ou na finalização de determinados produtos.


Como os alimentos são regenerados?


A regeneração consiste em aquecer novamente uma preparação previamente produzida e resfriada ou congelada até as condições definidas para o serviço.


O equipamento e os parâmetros utilizados dependem das características do alimento e do resultado esperado.


Cook and Chill pode ser utilizado em hotéis pequenos?


Sim. O método pode ser dimensionado conforme a demanda, o cardápio e a estrutura do empreendimento.


Capacidade dos equipamentos e volume dos lotes precisam ser compatíveis com a quantidade efetivamente produzida.


Quais alimentos podem passar pelo processo?


A adequação depende das características de cada preparação e de seu comportamento após resfriamento ou congelamento, armazenamento e regeneração.


Carnes, molhos, massas, legumes e refeições compostas estão entre as possibilidades, mas cada receita precisa ter seus parâmetros definidos.


Produção antecipada para diferentes demandas do hotel


A escolha entre Cook and Chill e Cook and Freeze depende das características dos alimentos, do período de conservação, da demanda e da estrutura do hotel.


Com lotes, temperaturas e procedimentos definidos, a produção antecipada permite distribuir atividades ao longo do dia e atender diferentes serviços mantendo controle sobre a qualidade e a segurança dos alimentos.


Para conhecer outras possibilidades de organização desse modelo, veja também como a produção antecipada pode ser aplicada no foodservice.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.