Panetones: veja um guia rápido para a produção e venda

Prática • November 16, 2020
Um close de um panetone sobre uma mesa.

A produção de panetones exige planejamento para atender ao aumento da demanda no fim do ano sem comprometer a regularidade entre os lotes.


Ingredientes, desenvolvimento da massa, fermentação, forneamento, resfriamento, embalagem e equipamentos interferem diretamente no resultado.


Para padarias, confeitarias e outros negócios que produzem para venda, também é necessário definir volumes, sabores, formatos e preços com antecedência.


Essa organização ajuda a distribuir o trabalho ao longo do período e reduzir perdas.


Como planejar a produção de panetones?


Antes de definir receitas e quantidades, avalie o perfil dos consumidores, o histórico de vendas e os limites da operação.


Panetones com frutas cristalizadas e uvas-passas continuam entre as opções conhecidas, enquanto chocotones e versões recheadas ampliam o mix.


A variedade deve ser compatível com os recursos disponíveis para manter a regularidade de cada receita.


Um cardápio muito amplo pode aumentar o número de ingredientes, preparos e controles necessários.


Também é importante planejar a compra de insumos, embalagens e demais materiais considerando o crescimento das vendas nas semanas anteriores ao Natal.


Quais ingredientes considerar na produção?


Produzir todos os componentes a partir de matérias-primas básicas nem sempre é a opção adequada para uma operação comercial.


Dependendo da proposta do estabelecimento, pré-misturas, melhoradores, enzimas e aromatizantes podem simplificar etapas e contribuir para a regularidade dos lotes.


A escolha deve considerar formulação, custo, disponibilidade, método adotado e resultado desejado.


Antes de aumentar o volume, teste receitas e fornecedores em condições próximas às utilizadas no dia a dia.


Alterações de ingredientes ou formulações devem ser avaliadas antes do período de maior demanda.


Para aprofundar aspectos de formulação e preparo, consulte também a receita de panetone tradicional.


Como obter um panetone macio e bem estruturado?


A massa de panetone é enriquecida com ingredientes como farinha de trigo, açúcar, gorduras e ovos e precisa suportar a incorporação de frutas cristalizadas, uvas-passas, gotas de chocolate ou outros componentes sem perder sua estrutura.


A hidratação também merece atenção.


Uma massa com pouca umidade pode ser mais simples de manipular, mas aumenta a possibilidade de um miolo seco e quebradiço após o forneamento e durante a conservação.


Farinha, líquidos, gorduras, ovos, fermentação e desenvolvimento da massa precisam funcionar em conjunto.


Alterar um desses elementos pode modificar volume, textura, aroma, estrutura e conservação.


O fermento natural também pode fazer parte da formulação, conforme a receita e o método adotados.


Antes da comercialização, avalie características como volume, estrutura do miolo, maciez, aroma, sabor, distribuição dos ingredientes e comportamento do panetone durante o período de conservação.


Fermentação de panetones: o que observar?


A fermentação influencia volume, estrutura, aroma e textura.


Como a massa contém açúcar, gordura e outros ingredientes que interferem na atividade fermentativa, o controle dessa etapa merece atenção.


Temperatura, umidade, quantidade de fermento, formulação, tamanho das peças e condições do ambiente podem alterar o tempo necessário para atingir o ponto adequado.


Em períodos de alta demanda, deixar peças aguardando enquanto outras são assadas pode provocar diferenças entre os lotes.


O planejamento deve considerar quanto o forno comporta, quantas peças estarão em fermentação e quando cada lote poderá ser forneado.


As câmaras de fermentação controlada auxiliam no controle de temperatura e umidade e permitem organizar os ciclos ao longo do dia.


Entre as soluções da Prática estão a CFCK20, a CFCK20 Vision e a CFCK Compact.


Quais tipos de panetone produzir para vender?


A escolha depende do público, do posicionamento do estabelecimento e dos recursos disponíveis.


O panetone com frutas cristalizadas e uvas-passas pode dividir espaço com chocotones, versões recheadas e outras formulações desenvolvidas pelo estabelecimento.


Ao definir o mix, considere o impacto dos recheios sobre custo, manipulação, conservação e regularidade.


Quantidade e distribuição precisam ser estabelecidas pela receita, e não apenas pela aparência.


É preferível trabalhar com um número de opções que a operação consiga executar de maneira consistente a ampliar excessivamente o cardápio durante o período de maior demanda.


Para quem pretende incluir versões com chocolate, o Blog Prática também reúne orientações para a produção de chocotone e panetone.


Quais equipamentos usar para produzir panetones?


A escolha dos equipamentos deve considerar o volume previsto, as dimensões dos produtos, o fluxo de trabalho e a quantidade de peças processadas em cada ciclo.


Uma incompatibilidade entre fermentação e forneamento pode gerar filas entre etapas.


Por isso, o dimensionamento deve considerar toda a sequência, da preparação da massa à saída do forno.


Para conhecer outras soluções utilizadas nesse fluxo, veja também os equipamentos de panificação da Prática.


Câmaras de fermentação


As fermentadoras permitem controlar condições importantes para a fermentação e organizar os lotes que serão enviados ao forno.


Esse controle ganha relevância quando vários ciclos precisam ser preparados ao longo do dia, especialmente durante o aumento sazonal da demanda.


Fornos turbo


Os fornos turbo utilizam circulação de ar quente e podem atender diferentes volumes de panificação conforme modelo e configuração.


Na produção de panetones, é importante avaliar quantidade de assadeiras, dimensões das peças e distribuição dentro da câmara.


O E650 PRG, por exemplo, conta com opção de carro com suporte para assadeiras 60 × 80 cm indicada para produtos altos, incluindo panetones.


Para entender melhor essa tecnologia, leia também como funcionam os fornos turbo.


Fornos rotativos


Os fornos rotativos atendem operações que trabalham com maiores quantidades por ciclo.


O sistema com carro facilita a movimentação de várias assadeiras e o fluxo em operações de maior escala.


A linha de fornos de panificação da Prática reúne modelos de diferentes capacidades, incluindo opções rotativas.


Fornos de lastro


Os fornos de lastro trabalham com uma dinâmica de transferência de calor diferente dos modelos com circulação forçada de ar.


A escolha entre as tecnologias deve considerar receita, resultado desejado, quantidade necessária por ciclo, espaço disponível e organização do trabalho.

O Forno de Lastro Toro, por exemplo, possui aplicações que incluem panetones e chocotones.


Para conhecer as características dessa categoria, acesse também o artigo Forno de lastro: aprenda tudo sobre ele.


Para uma análise específica da escolha do equipamento, veja qual forno usar para assar panetone.


Como organizar as fornadas de panetones?


O aumento da demanda pode criar gargalos quando mistura, divisão, fermentação, forneamento e resfriamento operam em ritmos diferentes.


A programação deve partir da quantidade que cada etapa consegue processar em determinado período.


Se a fermentação libera um número de peças superior ao que o forno comporta, parte delas pode permanecer aguardando.


Se ocorre o contrário, parte do potencial do equipamento fica ociosa.


Uma programação de produção baseada em lotes ajuda a definir horários de preparo, fermentação e forneamento e facilita o acompanhamento da demanda.


Resfriamento, conservação e embalagem


O trabalho não termina quando o panetone sai do forno. O resfriamento adequado é necessário antes da embalagem e interfere na conservação.


Embalar enquanto ainda há calor residual pode favorecer a formação de condensação no interior da embalagem.


Por outro lado, deixar o produto exposto por tempo excessivo pode contribuir para a perda de umidade.


Tempo de resfriamento, tipo de embalagem, formulação, higiene durante a manipulação e condições de armazenamento devem ser definidos de acordo com a receita e a vida útil pretendida.


A embalagem protege o produto durante armazenamento, exposição, transporte e venda.


Além das características visuais, deve ser compatível com as dimensões do panetone e com as condições previstas para sua conservação.


Como calcular custos e definir o preço de venda?


O preço não deve considerar apenas os ingredientes.


A formação do custo inclui embalagem, mão de obra, energia, perdas, uso dos equipamentos e demais despesas relacionadas.


Calcular o rendimento de cada receita e o custo por unidade permite comparar versões, tamanhos e recheios antes de definir o mix.


Itens com maior quantidade ou maior custo de recheios precisam ser avaliados separadamente.


Essa análise evita aplicar a mesma lógica de preço a opções com estruturas de custo diferentes.


O histórico de vendas também ajuda a dimensionar compras e reduzir sobras ao final da temporada.


Como vender panetones na padaria?


Depois de organizar a produção, a apresentação no ponto de venda pode facilitar a identificação das opções disponíveis.


Reserve uma área visível para os panetones e apresente claramente sabores, pesos e preços.


Quando houver diferentes versões, a organização por categoria facilita a escolha.


Degustações podem apresentar novas receitas ao público, desde que sejam planejadas considerando quantidade disponibilizada, higiene e atendimento.


A comunicação em redes sociais e outros canais digitais também pode informar datas de início das vendas, sabores disponíveis, encomendas e prazos para retirada.


Para produtos destinados a presentes, embalagens específicas podem ser oferecidas como opção adicional, desde que seu custo seja considerado na precificação.


Perguntas frequentes sobre produção de panetones


Por que o panetone pode ficar seco?


Baixa hidratação, formulação inadequada, forneamento excessivo e condições de conservação podem contribuir para a perda de maciez.


É necessário avaliar todas as etapas para identificar a causa.


Quanto tempo o panetone precisa fermentar?


Não existe um único tempo válido para todas as receitas.


Formulação, quantidade de fermento, temperatura, umidade, tamanho das peças e método adotado interferem na duração.


O ponto da massa deve ser acompanhado em conjunto com os parâmetros definidos para a receita.


Qual forno é indicado para produzir panetones?


A escolha depende principalmente do volume, das dimensões das peças, da quantidade necessária por ciclo e do método utilizado.


Fornos turbo, rotativos e de lastro apresentam características distintas e devem ser dimensionados de acordo com a operação.


Qual a temperatura para assar panetone?


A temperatura depende da receita, do peso das peças, do tipo de forno e da carga utilizada.


Por isso, tempo e temperatura de forneamento devem ser definidos em conjunto e validados para cada produto.


Como aumentar a produção de panetones no fim do ano?


Planeje a demanda, organize o trabalho em lotes e verifique o ritmo de cada etapa antes do período de maior movimento.


Mistura, divisão, fermentação, forneamento, resfriamento e embalagem precisam seguir um fluxo compatível para evitar gargalos.


Quando o panetone deve ser embalado?


A embalagem deve ocorrer após o resfriamento adequado, seguindo os parâmetros definidos para a receita.


Embalar o produto ainda quente pode provocar condensação, enquanto a exposição prolongada pode favorecer a perda de umidade.


Aprofunde o planejamento da produção


A produção de panetones envolve decisões que vão da formulação ao dimensionamento do forneamento.


Para aprofundar uma das etapas que mais interfere na capacidade produtiva, leia também Forno para assar panetone: como escolher o ideal e conheça os fornos de panificação da Prática.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.