Supermercado: invista na produção própria e aumente seus lucros

Prática • 6 de dezembro de 2021
Uma família está fazendo compras em um supermercado e empurrando um carrinho de compras.

 O supermercado ocupa um papel central na rotina dos consumidores.


Além da variedade de produtos, fatores como conveniência, proximidade e praticidade contribuem para o crescimento contínuo do setor.


Ao mesmo tempo, o aumento do número de lojas amplia a concorrência e exige diferenciais capazes de gerar valor para o cliente e melhorar os resultados da operação.


Nesse cenário, a produção própria ganha destaque como uma alternativa para ampliar margens, diversificar o mix de produtos e criar oportunidades de venda em diferentes áreas da loja.


Padarias, rotisserias, confeitarias e setores de refeições prontas já fazem parte da realidade de muitas redes supermercadistas e ajudam a transformar o varejo alimentar em um importante canal de foodservice.


O que é a produção própria em supermercados?


A produção própria consiste na fabricação de alimentos dentro da própria operação supermercadista ou em uma central de produção que abastece diferentes unidades da rede.


Entre os produtos que podem ser produzidos estão:


  • Pães e produtos de panificação
  • Bolos e confeitaria
  • Assados
  • Refeições prontas
  • Salgados
  • Sanduíches
  • Produtos congelados
  • Itens de rotisserie


Esse modelo permite que o supermercado tenha maior controle sobre qualidade, custos, padronização e disponibilidade dos produtos.


Por que investir na produção própria?


Os supermercados já contam com características que favorecem a implementação da fabricação interna.


Entre elas estão a estrutura física adequada, o fluxo constante de consumidores, a facilidade de acesso a matérias-primas, a gestão de compras consolidada, o controle de estoque e o histórico detalhado de vendas.


Esses fatores criam um ambiente favorável para desenvolver linhas próprias e ampliar a participação dos produtos fabricados internamente.


Benefícios da produção própria para a rentabilidade


Maior margem de lucro


Ao produzir parte do mix comercializado, o supermercado reduz a dependência de fornecedores e agrega valor aos produtos.


Em muitos casos, a margem obtida na fabricação própria supera a margem da simples revenda.


Diferenciação da concorrência


Preços promocionais e campanhas comerciais podem ser facilmente replicados por outras redes.


Já produtos exclusivos ajudam a criar identidade para a loja e aumentam o interesse dos consumidores.


Aumento do ticket médio


Consumidores que entram para realizar compras básicas podem ser estimulados a adquirir itens preparados na própria loja, aumentando o valor total da compra.


Valorização da conveniência


Produtos prontos para consumo atendem consumidores que buscam praticidade no dia a dia, especialmente em refeições rápidas, lanches e soluções para levar para casa.


Fidelização dos clientes


Quando encontram produtos de qualidade e disponíveis regularmente, os clientes tendem a retornar ao estabelecimento para novas compras.


O crescimento do foodservice dentro dos supermercados


A busca por conveniência tem transformado os supermercados em importantes canais de alimentação pronta.


Além da compra tradicional de abastecimento, consumidores procuram soluções para refeições rápidas, lanches e produtos prontos para consumo.


Padarias, rotisserias, cafeterias e áreas de refeições prontas passaram a representar oportunidades relevantes de geração de receita.


Em muitas operações, esses setores contribuem para aumentar a frequência de visitas dos clientes e ampliar o ticket médio.


Nesse contexto, a produção própria permite atender essa demanda com maior controle sobre qualidade, custos e disponibilidade dos produtos.


Quais categorias costumam gerar maior rentabilidade?


Nem todos os produtos oferecem o mesmo potencial de retorno financeiro.


Algumas categorias costumam apresentar maior valor agregado e boa aceitação pelos consumidores.


Entre elas estão:


  • Pães especiais e artesanais
  • Bolos e produtos de confeitaria
  • Salgados assados e fritos
  • Frango assado
  • Pratos prontos refrigerados
  • Marmitas e refeições completas
  • Sanduíches e produtos para consumo imediato
  • Sobremesas individuais


A definição do mix ideal deve considerar perfil de público, localização da loja, fluxo de clientes e histórico de vendas.


Como a produção própria contribui para o aumento da margem


Na revenda tradicional, o supermercado depende das margens estabelecidas pela indústria fornecedora.


Já na fabricação interna, existe maior controle sobre custos de produção, ingredientes, processos e precificação.


Isso permite:


  • Maior valor agregado aos produtos
  • Diferenciação em relação à concorrência
  • Melhor aproveitamento de matérias-primas
  • Menor dependência de fornecedores externos
  • Desenvolvimento de marcas próprias


Como resultado, muitas operações conseguem elevar a rentabilidade de determinadas categorias quando comparadas à simples revenda.


Como implementar a produção própria


Investimento em equipamentos


A tecnologia tem papel importante na produtividade, na padronização e na redução de custos operacionais.


Entre os equipamentos utilizados estão:


Grupos automáticos


Centralizam etapas como divisão e modelagem de massas, permitindo elevada produtividade com padronização dos produtos.


Ultracongeladores


Permitem a produção antecipada de alimentos crus, semiprontos ou prontos, preservando características sensoriais e contribuindo para a redução de desperdícios.


Fornos turbo e rotativos


São indicados para operações de panificação e confeitaria com grande volume de produção, oferecendo capacidade produtiva e consistência nos resultados.


Fornos lastro


Possuem câmaras independentes e possibilitam o preparo de diferentes produtos simultaneamente.


Fornos combinados


odem ser utilizados em áreas de rotisserie, refeições prontas e produção de assados.


Reúnem diversas funções em um único equipamento e contribuem para a padronização dos preparos.


Estufas e vitrines aquecidas


Permitem exposição adequada dos produtos e ajudam a manter temperatura e qualidade durante a comercialização.


Escolha de ingredientes e processos


A evolução dos ingredientes industriais e dos sistemas de produção oferece alternativas para aumentar rendimento e produtividade.


Misturas, pré-misturas e bases padronizadas ajudam a manter consistência entre lotes e facilitam o trabalho das equipes.


Além disso, processos como produção antecipada e congelamento controlado contribuem para melhorar o planejamento operacional.


Capacitação das equipes


Pessoas continuam sendo fundamentais para o sucesso da fabricação própria.


Investir em treinamentos permite:


  • Melhor aproveitamento dos equipamentos
  • Padronização dos processos
  • Redução de falhas operacionais
  • Maior produtividade
  • Controle de qualidade mais eficiente


Consultorias especializadas e programas de capacitação também podem acelerar o desenvolvimento da operação.


Planejamento de demanda e controle de estoque


A produção própria exige acompanhamento constante do comportamento de consumo.


O uso de históricos de vendas, sazonalidades e indicadores operacionais ajuda a determinar volumes adequados de fabricação, reduzindo excessos e faltas de produtos.


Esse planejamento permite:


  • Melhor gestão de estoques
  • Redução de perdas
  • Menor ruptura nas gôndolas
  • Maior disponibilidade dos itens de maior giro


Além disso, favorece decisões mais assertivas sobre compras e programação da produção.


Automação e produtividade na operação


A automação vem ganhando espaço nas áreas de panificação, confeitaria e refeições prontas.


Equipamentos com receitas programáveis, controles automáticos e sistemas de monitoramento ajudam a reduzir variações entre lotes e facilitam a rotina das equipes.


Os benefícios incluem:


  • Maior produtividade
  • Padronização dos produtos
  • Redução de erros operacionais
  • Melhor aproveitamento da mão de obra
  • Maior previsibilidade dos resultados


Produção própria e redução de desperdícios


O desperdício representa um dos principais desafios do varejo alimentar.


A fabricação interna associada a tecnologias de congelamento, programação de produção e controle de demanda permite produzir conforme a necessidade real, reduzir sobras ao final do dia, melhorar o aproveitamento de matérias-primas e minimizar perdas operacionais.


Esse controle impacta diretamente a rentabilidade da loja.


Segurança dos alimentos na fabricação própria


A expansão da produção interna exige atenção aos processos de segurança dos alimentos.


Boas práticas de manipulação, controle de temperatura, rastreabilidade, higienização adequada e treinamento contínuo das equipes são essenciais para garantir qualidade e conformidade com as exigências sanitárias.


A adoção de equipamentos que auxiliam na padronização dos processos também contribui para reduzir riscos operacionais.


A importância da frente de loja


A exposição dos produtos influencia diretamente a decisão de compra.


Padarias e rotisserias que permitem visualizar parte da produção despertam interesse dos consumidores e valorizam a percepção de frescor.


Equipamentos com portas de vidro, iluminação interna e produção contínua ajudam a criar um ambiente atrativo e favorecem as vendas por impulso.


Além disso, a reposição frequente contribui para manter os produtos disponíveis durante todo o expediente.


Centralização da produção em redes supermercadistas


Outra tendência crescente é a centralização da produção.


Nesse modelo, uma unidade especializada produz alimentos para abastecer diversas lojas da rede.


Entre os benefícios estão:


  • Ganho de escala
  • Padronização dos produtos
  • Melhor controle de qualidade
  • Redução de custos operacionais
  • Planejamento produtivo mais eficiente


A centralização pode ser especialmente interessante para redes que buscam ampliar a produção sem replicar estruturas completas em cada unidade.


Indicadores para acompanhar a produção própria


O desempenho da produção própria deve ser monitorado por meio de indicadores operacionais e financeiros.


Alguns dos principais são:


  • Margem bruta por categoria
  • Custo de produção por item
  • Índice de desperdício
  • Giro de estoque
  • Ticket médio
  • Volume de vendas por setor
  • Rentabilidade por metro quadrado
  • Índice de ruptura


O acompanhamento desses indicadores ajuda a identificar oportunidades de melhoria e orientar decisões de investimento.


Produção própria como oportunidade de crescimento


A fabricação própria permite que supermercados ampliem margens, ofereçam produtos diferenciados e aproveitem o crescimento do foodservice no varejo alimentar.


Com equipamentos adequados, processos bem definidos, equipes capacitadas e atenção à segurança dos alimentos, a produção própria pode se tornar uma importante fonte de receita, contribuindo para a eficiência operacional, a redução de desperdícios e a competitividade da operação.


FAQ


O que é produção própria em supermercados?


É a fabricação de alimentos dentro da própria operação supermercadista ou em uma central de produção que abastece diferentes unidades.


A produção própria aumenta a lucratividade?


Sim. A fabricação interna pode gerar margens superiores às obtidas na simples revenda de produtos, além de criar diferenciais competitivos.


Quais setores podem produzir alimentos dentro do supermercado?


Padaria, confeitaria, rotisserie, cafeteria, refeições prontas e áreas de conveniência são alguns exemplos.


Quais produtos costumam gerar maior margem na produção própria?


Categorias como panificação, confeitaria, rotisserie e refeições prontas geralmente apresentam elevado potencial de rentabilidade quando bem gerenciadas.


Como calcular a rentabilidade da produção própria?


A análise deve considerar custos de ingredientes, mão de obra, energia, equipamentos, perdas operacionais e preço final de venda.


Como reduzir perdas na fabricação própria?


O uso de produção antecipada, ultracongelamento, planejamento de demanda e controle de estoque ajuda a minimizar desperdícios.


Vale a pena investir em produção própria em supermercados de bairro?


Sim. Mesmo operações menores podem obter ganhos relevantes ao trabalhar com categorias de alta demanda local e produção planejada.


Qual a diferença entre produção própria e centralização da produção?


Na produção própria, cada unidade fabrica seus produtos. Na centralização, uma estrutura dedicada abastece várias lojas da rede.


Como garantir a segurança dos alimentos na produção própria?


Com treinamento das equipes, boas práticas de manipulação, controle de temperatura, higienização adequada e processos padronizados.


Veja também sobre a centralização de produção nos supermercados.