Queijos brasileiros: conheça os principais do país

Prática • November 10, 2021
Queijos Canastra Brasileiros maturando em câmara controlada.

O Brasil produz uma grande diversidade de queijos, resultado das características de cada região, dos tipos de leite utilizados e dos diferentes métodos de fabricação e maturação.


Entre os nomes conhecidos estão Queijo Minas Artesanal, Canastra, Coalho, Marajó, Serrano, Colonial, Tulha e Queijo Manteiga.


Há opções frescas, curadas e maturadas, feitas com leite de vaca, cabra, ovelha ou búfala.


Essa variedade se traduz em diferentes aromas, texturas, intensidades e possibilidades de uso em restaurantes, hotéis, padarias, cafeterias e outros negócios de alimentação.


Conhecer os principais queijos brasileiros também ajuda a compreender a diversidade da cozinha regional brasileira.


Quais são os principais queijos brasileiros?


Entre os queijos brasileiros estão o Minas Artesanal, Canastra, Coalho, Manteiga, Marajó, Serrano e Colonial.


A produção nacional inclui ainda queijos desenvolvidos por produtores específicos, como Tulha, Mandala, Mimo da Serra e Azul do Bosque.


Cada um apresenta características relacionadas à origem, matéria-prima, método de fabricação e tempo de maturação.


Por isso, não existe um único perfil capaz de representar toda a produção do país.


Alguns são consumidos frescos ou após períodos curtos de maturação.


Outros permanecem semanas ou meses em ambientes com condições controladas até atingir textura, aroma e sabor característicos.


Queijos brasileiros por região


A produção de queijos está distribuída por diferentes partes do território brasileiro.


Ingredientes disponíveis, clima, criação dos animais e conhecimentos desenvolvidos pelos produtores contribuem para formar características regionais.


Norte: Queijo do Marajó


Produzido na Ilha de Marajó, no Pará, o Queijo do Marajó está associado principalmente ao leite de búfala, matéria-prima bastante presente na região.


Entre suas variedades estão os tipos creme e manteiga.


Suas características mudam de acordo com o processo de fabricação, resultando em diferentes níveis de umidade, textura e consistência.


A presença desse produto mostra que a produção queijeira brasileira não está concentrada apenas nas regiões Sudeste e Sul.


Nordeste: Queijo Coalho e Queijo Manteiga


O Queijo Coalho é um dos produtos mais conhecidos da região Nordeste.


Sua estrutura permite que seja aquecido sem derreter completamente, característica que favorece preparações grelhadas e assadas.


Pode aparecer no café da manhã, em entradas, acompanhamentos, sanduíches e diferentes receitas regionais.


Outro representante nordestino é o Queijo Manteiga, conhecido também como requeijão do Nordeste em algumas localidades.


O processo de fabricação e a composição resultam em textura e características sensoriais próprias.


Centro-Oeste: queijos artesanais regionais


O Centro-Oeste também possui produção artesanal ligada às características locais da pecuária leiteira.


Entre os produtos documentados está o Queijo Caipira, associado especialmente a Mato Grosso do Sul.


A inclusão dessa região é importante para compreender a distribuição da produção queijeira pelo território brasileiro e evitar uma visão limitada aos produtos mineiros e paulistas.


Sudeste: Minas Artesanal, Canastra e outros


Minas Gerais ocupa posição de destaque na produção nacional.


O modo artesanal de fazer o Queijo Minas utiliza leite cru e envolve conhecimentos relacionados à coagulação, uso do pingo, salga e maturação.


Dentro desse universo existem diferentes regiões produtoras, com características próprias.


A Serra da Canastra é uma das mais conhecidas.


São Paulo também ganhou espaço na produção de queijos artesanais e maturados, com produtos como Tulha, Mandala, Mimo da Serra e Azul do Bosque.


Sul: Queijo Serrano e Colonial


O Sul possui produtos associados à pecuária leiteira e às condições climáticas da região.


Entre os representantes estão o Queijo Serrano e o Queijo Colonial.


O Serrano é produzido em áreas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e apresenta características que variam conforme origem, matéria-prima e período de maturação.


Já o Colonial possui diferentes formas de produção e pode apresentar desde massa mais macia até consistências firmes, dependendo do processo e do tempo de cura.


Queijo Canastra


O Canastra é produzido na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, e integra o universo do Queijo Minas Artesanal.


Sua fabricação utiliza leite cru de vaca e o chamado pingo, fermento natural obtido a partir do soro da produção anterior.


Características do território e do processo interferem no desenvolvimento de aroma, textura e sabor.


O período de maturação também modifica o produto.


Peças mais jovens apresentam maior umidade e maciez, enquanto períodos prolongados tendem a produzir sabores mais intensos e consistência firme.


O modo artesanal de fazer o Queijo Minas foi registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil em 2008. Em 2024, esse saber passou a integrar a

Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.


Além do consumo direto, o Canastra pode ser empregado em diferentes receitas.


Um exemplo é o pão de queijo mineiro, no qual versões curadas ou meia cura contribuem para o perfil de sabor.


Queijo Tulha


Produzido pela Fazenda Atalaia, em Amparo, São Paulo, o Tulha é um queijo de longa maturação.


O período de cura favorece uma massa firme e quebradiça, com formação de cristais e perfil de sabor intenso.


Essas características permitem seu uso em lascas ou ralado sobre diferentes preparações.


Pode acompanhar massas, risotos, saladas e outros pratos nos quais um queijo de sabor pronunciado seja adequado.


Queijo Mimo da Serra


Produzido no Vale do Paraíba paulista, o Mimo da Serra utiliza leite de vaca e passa por maturação antes do consumo.


O desenvolvimento da casca e da massa durante esse período produz contraste entre a parte externa e o interior mais macio.


Essa combinação permite o serviço em tábuas, entradas e outras composições que valorizem diferentes consistências.


Queijo Mandala


O Mandala é produzido em Pardinho, no interior paulista, e passa por um longo período de maturação.


A cura prolongada modifica gradualmente umidade, textura e intensidade do produto.


O resultado pode ser utilizado tanto para consumo direto quanto em preparações que aproveitem suas características de derretimento.


Queijo Azul do Bosque


Produzido em Joanópolis, São Paulo, o Azul do Bosque é elaborado com leite de cabra e pertence à categoria dos queijos azuis.


O desenvolvimento de fungos característicos dessa categoria contribui para formar veios azulados e um perfil aromático intenso.


A combinação entre leite de cabra e maturação diferencia o produto de outros queijos brasileiros feitos predominantemente com leite bovino.


Queijos frescos, curados e maturados


O tempo entre a fabricação e o consumo interfere diretamente nas características dos queijos.


Queijos frescos apresentam maior umidade e são consumidos sem um período prolongado de maturação.


Em geral, possuem textura macia e sabor menos intenso.


Nos maturados, transformações físicas, químicas e microbiológicas continuam ocorrendo durante determinado período sob condições específicas.


A perda gradual de umidade e outras mudanças alteram aroma, consistência e sabor.


O resultado depende do tipo de produto. Alguns precisam apenas de algumas semanas, enquanto outros permanecem meses em maturação.


Por isso, dois queijos feitos com matérias-primas semelhantes podem apresentar perfis bastante diferentes.


Como são produzidos os queijos brasileiros?


Não existe um único processo para todos os tipos. As etapas variam conforme a matéria-prima, o produto desejado e o método adotado pelo produtor.


De forma geral, a fabricação envolve a coagulação do leite para formar a coalhada.


Em seguida, ocorre a separação de parte do soro e o tratamento da massa.


Dependendo do tipo, podem ocorrer corte, mexedura, aquecimento, enformagem, prensagem e salga.


Alguns produtos seguem diretamente para refrigeração e consumo, enquanto outros passam por cura ou maturação.


No Queijo Minas Artesanal, por exemplo, o processo inclui leite cru, coalho e pingo.


Depois da coagulação, a massa passa por etapas como corte, dessoragem, prensagem manual, enformagem, viragem, salga e maturação.


As condições sanitárias, o controle do processo e o armazenamento adequado são fundamentais para a segurança dos alimentos e para a regularidade do produto comercializado.


Leite cru e leite pasteurizado: qual é a diferença?


Queijos brasileiros podem ser fabricados com leite cru ou pasteurizado, dependendo do tipo, do processo adotado e dos requisitos aplicáveis à produção.


O leite cru não passa pelo tratamento térmico de pasteurização. É utilizado, por exemplo, na fabricação de diferentes Queijos Minas Artesanais.


Já a pasteurização utiliza calor em condições controladas para reduzir microrganismos presentes no leite antes das etapas seguintes de fabricação.


A utilização de leite cru não significa ausência de controles.


Produção, maturação, armazenamento, higiene e comercialização devem seguir os requisitos sanitários correspondentes ao produto e à sua origem.


Como utilizar queijos brasileiros no foodservice?


A variedade disponível permite trabalhar os queijos de acordo com as características de cada operação e preparação.


Queijos de sabor suave podem aparecer em cafés da manhã, sanduíches, saladas e lanches.


Os de maior intensidade funcionam em porções menores, tábuas, entradas e finalizações.


Produtos que apresentam bom comportamento quando aquecidos podem ser utilizados em preparações quentes, enquanto os de longa maturação podem ser ralados ou servidos em lascas.


O Queijo Coalho, por exemplo, é conhecido pela possibilidade de preparo sob calor sem perder rapidamente sua estrutura.


Já produtos curados, como Canastra e outros queijos firmes, podem participar de massas, recheios e receitas de panificação.


A escolha deve considerar sabor, custo por porção, rendimento, conservação e função do ingrediente na receita.


Para operações que pretendem ampliar ou revisar suas opções, a engenharia de cardápio ajuda a analisar custos, aceitação e rentabilidade dos itens oferecidos.


Queijos brasileiros e cozinha regional


Os queijos ajudam a revelar características de diferentes regiões brasileiras.


O Coalho está ligado a diversas preparações nordestinas.


O Marajó evidencia a importância da criação de búfalos na ilha paraense.


Minas Gerais reúne diferentes regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal. Serrano e Colonial estão associados ao Sul.


Essa diversidade permite que restaurantes, hotéis, padarias e cafeterias utilizem ingredientes de diferentes origens para desenvolver receitas ligadas à identidade de cada localidade.


Dúvidas sobre queijos brasileiros


Quais são os principais queijos brasileiros?


Entre os mais conhecidos estão Queijo Minas Artesanal, Canastra, Coalho, Manteiga, Marajó, Serrano e Colonial.


O país possui ainda diversos produtos artesanais desenvolvidos regionalmente ou por produtores específicos.


Qual é a diferença entre queijo Minas e Canastra?


Queijo Minas é uma denominação ampla que pode se referir a diferentes produtos.


O Canastra é um Queijo Minas Artesanal produzido na região da Serra da Canastra e possui características relacionadas ao território e ao seu modo de fabricação.


Quais queijos brasileiros são feitos com leite cru?


Diferentes queijos artesanais utilizam leite cru. Entre os exemplos estão produtos do universo do Queijo Minas Artesanal, como o Canastra.


O tipo de leite utilizado depende das características do queijo e das normas aplicáveis à produção.


Qual queijo brasileiro é feito com leite de búfala?


O Queijo do Marajó, produzido na Ilha de Marajó, no Pará, é um dos principais exemplos brasileiros associados ao leite de búfala.


Qual queijo brasileiro é típico do Nordeste?


O Queijo Coalho é um dos representantes mais conhecidos. A região também possui o Queijo Manteiga e diversas produções artesanais locais.


O que é um queijo maturado?


É um produto que permanece durante determinado período em condições adequadas para que ocorram transformações em sua textura, aroma e sabor.


O tempo e as condições variam conforme o tipo de queijo.


Qual é a diferença entre queijo fresco e maturado?


O fresco é consumido sem um período prolongado de maturação e geralmente apresenta maior umidade.


O maturado passa por um período de desenvolvimento que modifica gradualmente sua consistência, aroma e intensidade de sabor.


A diversidade dos queijos brasileiros


Do Marajó ao Serrano, a produção de queijos acompanha diferentes territórios, matérias-primas e métodos de fabricação encontrados no Brasil.


Conhecer essas características ajuda a escolher produtos de acordo com sabor, textura, comportamento durante o preparo e aplicação desejada.


Para negócios de alimentação, essa variedade também amplia as possibilidades de composição do cardápio e de utilização de ingredientes ligados às diferentes regiões brasileiras.


Veja também como fazer risoto de queijo e conheça os cuidados na escolha do queijo, no cozimento e na obtenção da cremosidade.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.