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Pão francês: como é feita a sua fabricação?

Não é de hoje que o pãozinho é essencial na mesa do brasileiro. Saboroso, prático e muito versátil, o pão francês vai bem com tudo e a qualquer hora, seja no café da manhã, no lanche da tarde ou acompanhando aquela sopa quentinha servida à noite.

Toda popularidade, no entanto, não revela a complexidade da fabricação do pão francês e todas as suas especificações. E é isso que vamos mostrar no post de hoje.

Confira a seguir todos os itens necessários para a fabricação do pão francês!

Como é a fabricação do pão francês?

A simplicidade dos ingredientes – farinha de trigo, água e sal – esconde os inúmeros cuidados que se deve ter na fabricação do pão francês.

De forma sucinta, a fabricação envolve a mistura dos ingredientes, a fermentação, a divisão da massa e o assamento. Entretanto, para cada uma das etapas da fabricação, há processos específicos para conseguir um alto padrão de qualidade.

É exatamente sobre isso que vamos falar mais detalhadamente agora. Continue acompanhando!

Quais são as especificações no processo de produção do pão francês?

Desde as instalações, tudo precisa ser minuciosamente organizado, pesado e medido!

A escolha dos ingredientes e o modo de preparo interferem no resultado final do produto: quanto mais primoroso for, mais saboroso será o pão francês.

Os equipamentos devem ser selecionados de acordo com a eficiência e padrões de higiene e segurança no manuseio.

A disposição física das máquinas e a logística de movimentação da equipe no ambiente também precisa ser bem esquematizado.

E tem mais: até mesmo a forma de comercializar o produto pode favorecer ou comprometer a qualidade do pãozinho que o consumidor leva para a casa.

Para facilitar o entendimento sobre as especificações na produção do pão, separamos as categorias abaixo. Confira.

Ingredientes

Pesar e medir com exatidão todos os ingredientes é um requisito de padronização importante. Vale investir na contratação de um profissional destinado para fazer as pesagens conforme a produção diária.

A dica é deixar o estoque dos produtos em uma pequena área adjacente ao depósito e ligada à produção, para facilitar a logística.

Farinha 

A farinha de trigo deve ser estocada em local fresco, arejado, seco e bem iluminado. A luz do sol, porém, não deve incidir diretamente no produto. É recomendado utilizar pallets plásticos ou metálicos higienizáveis na organização dos sacos de farinha.

Evite usar os de madeira, pois eles soltam farpas e lascas que podem causar acidentes. Além disso, os pallets de madeira costumam servir de abrigo para alguns tipos de pragas.

No empilhamento dos sacos, os fabricantes e fornecedores orientam manter um espaço de no mínimo 30 centímetros com empilhamento máximo de 10 níveis para evitar compactação excessiva e acidentes.

Água 

A água não deve estar em temperatura ambiente, já que o clima tropical de nosso país faz com que ela fique muito quente, e isto antecipa a fermentação. Fique atento.

A adição da água na mistura sem uma dosagem precisa pode comprometer a massa, fazendo com que ela fermente antes do tempo, fique mole e pegajosa.

Quais são as especificações dos equipamentos? 

Para conquistar uma produção uniforme, padronizada e sem desperdícios, investir em maquinário de boa performance e alto padrão de segurança é essencial. Veja alguns exemplos de equipamentos que fazem diferença na produção do pão francês.

Amassadeiras

As amassadeiras ajudam a garantir a mistura perfeita e homogeneizada dos ingredientes. O modelo em espiral ajuda na absorção da água o no rendimento da massa. Além disso, facilita muito o “ponto de véu”.

Resfriadores 

Vivemos em um país tropical e essa condição nos obriga a adotar precauções na fabricação do pão francês. As altas temperaturas e a umidade em nosso território compromete o processo de fermentação da massa, antecipando-o. O uso de resfriadores é essencial nesse aspecto.

Um recurso usado por alguns fabricantes é o gelo em flocos e a água fria. Porém, o gelo em cubo ou triturado prejudica os equipamentos e atrapalha a fermentação posterior, porque as partículas não se desfazem totalmente no amassamento.

Cilindro

O cilindro também ajuda a deixar a massa do pão ainda mais homogeneizada para ter um miolo mais fechado e uniforme. Modelos automáticos oferecem a facilidade de um processo ergonômico sem tanto esforço do operador.

Divisoras

Muitos estabelecimentos optam por fazer a divisão da massa manualmente, o que não garante um controle preciso da produção por receita.

O uso de divisórias é indispensável em padarias que se propõem a oferecer um produto mais padronizado à sua clientela. Além disso, o equipamento facilita o cálculo do rendimento do pão francês, permitindo uma conversão confiável em unidades de produto final.

fabricantes que oferecem divisoras manuais e até grupos automáticos, que aumentam a produtividade.

Câmara de fermentação

Mistura pronta, é hora de fermentar a massa!

Deixar o processo de fermentação ocorrer ao bel-prazer das variações climáticas e de umidade do dia é uma atitude muito arriscada. Recomenda-se que as câmaras de fermentação sejam utilizadas nessa etapa da fabricação do pão francês, pois elas conseguem padronizar a temperatura e a umidade.

Quais são as especificações do assamento do pão francês?

Nessa etapa em que os pães são assados, novamente os equipamentos escolhidos podem fazer toda diferença. É por meio de um excelente processo de assamento que a qualidade dos ingredientes se revela.

Os fornos com precisão de temperatura, bom isolamento térmico, confeccionados em aço inoxidável e boa vaporização são muito importantes para produzir pães de qualidade no sabor e na textura.

Há fornos lastro e turbo em diferentes tamanhos e capacidades de produção. Em geral, opta-se pelo investimento nos dois tipos para atender diferentes requisitos e não perder clientes. 

Quais são as especificações da venda?

Uma equipe bem selecionada, treinada e consciente da importância de um bom atendimento ao consumidor faz toda diferença. É ela que apresenta o pão quentinho e saindo do forno aos clientes da padaria.

Vamos combinar que nessa etapa de conquista e sedução, o pão precisa ser muito bem apresentado. É isso que incrementa as vendas.

Além do pão francês, uma forte tendência na venda de pães artesanais é a utilização de equipamentos que agregam outros serviços, como a fatiadeira de pães. O cliente escolhe os pães e o operador faz o fatiamento na hora! Bem ao lado, pode-se investir nos frios e embutidos, perfeitos para acompanhar o pão quentinho.

Outra ótima dica para atrair a clientela e potencializar as vendas é assar pães diante do cliente, utilizando fornos de vitrine. Além de serem equipamentos bonitos em aço inoxidável que valorizam o ambiente, eles são facilmente instalados. O cheiro do pão francês assando será irresistível!

Qual a importância da padronização do pão francês?

Pães disformes, assados de forma irregular e expostos de forma inadequada é o típico cenário que compromete todo o negócio.

No ramo de panificação e até mesmo de confeitaria, quando falamos em produção de larga e média escala ou quando o assunto é padrão de qualidade, você já deve ter percebido que padronização é quase uma palavra de ordem, não é mesmo?

Isso acontece porque a padronização ajuda também no controle da produção e no rendimento das receitas. Com o pão francês não é diferente. Sendo assim, manter a padronização na fabricação desse produto é essencial. A satisfação dos consumidores passa por esse caminho!

Agora que você já entende bem as especificações da fabricação do pão francês, aproveite para assinar a newsletter e receber outros conteúdos bem informativos!

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