27 de Julho – Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho

Em 27 de julho, o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho coloca em pauta os cuidados necessários para proteger as pessoas durante suas atividades profissionais.
Em cozinhas, padarias, confeitarias, restaurantes, hotéis, supermercados e indústrias de alimentos, o tema envolve situações muito concretas.
Fornos e superfícies aquecidas, utensílios cortantes, pisos molhados, produtos químicos, movimentação de cargas e máquinas exigem procedimentos adequados.
Identificar esses perigos e agir antes que provoquem uma ocorrência é parte da construção de um ambiente de trabalho seguro.
Por que 27 de julho é uma data de prevenção?
O Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho remete a 27 de julho de 1972, quando foram publicadas as Portarias nº 3.236 e nº 3.237, relacionadas à segurança e à medicina do trabalho no Brasil.
A data contribui para a conscientização sobre acidentes e doenças ocupacionais, mas os cuidados precisam estar incorporados às atividades diárias das empresas.
O que é prevenção de acidentes de trabalho?
Prevenção de acidentes de trabalho reúne medidas destinadas a identificar perigos, avaliar riscos ocupacionais e evitar lesões ou doenças relacionadas às atividades profissionais.
Isso envolve analisar o ambiente e os processos, estabelecer procedimentos, capacitar as equipes e adotar medidas de proteção adequadas a cada situação.
Um piso molhado sem sinalização pode provocar uma queda.
Uma assadeira quente manipulada de forma inadequada pode causar uma queimadura. Uma máquina operada sem o conhecimento necessário pode expor o trabalhador a perigos evitáveis.
Por isso, reconhecer as condições de risco é o primeiro passo para controlá-las.
Quais são os principais riscos no trabalho?
Os riscos variam conforme o ambiente, a atividade executada e o nível de exposição.
Em operações de alimentação, diferentes categorias podem estar presentes simultaneamente.
Riscos físicos
Calor, frio, ruído e vibração podem afetar as condições de trabalho dependendo da intensidade e do tempo de exposição.
Em cozinhas e padarias, o calor gerado por fornos, fogões e outros equipamentos térmicos deve ser considerado no planejamento do espaço e na execução das tarefas.
Riscos químicos
Detergentes, desengordurantes e outros produtos utilizados na higienização podem exigir cuidados específicos de armazenamento, diluição e aplicação.
As orientações do fabricante precisam ser observadas, inclusive quanto aos itens de proteção indicados para o manuseio.
Riscos biológicos
Determinadas atividades podem envolver exposição a microrganismos e materiais contaminados.
Em operações de alimentação, higiene pessoal, limpeza e manipulação correta também estão relacionadas à segurança dos alimentos.
Os dois conceitos não devem ser confundidos. Segurança no trabalho está relacionada à proteção das pessoas durante suas atividades profissionais.
Segurança dos alimentos envolve o controle de perigos que possam comprometer a inocuidade dos alimentos.
Riscos ergonômicos
Bancadas inadequadas, movimentos repetitivos, esforço físico, levantamento de cargas e posturas desfavoráveis podem gerar desconforto e contribuir para problemas ocupacionais.
A disposição dos equipamentos, as distâncias percorridas e a forma como ingredientes, utensílios e recipientes são movimentados também interferem nas condições de execução das tarefas.
Riscos de acidentes
Quedas, cortes, queimaduras, choques elétricos e ocorrências envolvendo máquinas estão entre os riscos encontrados em diferentes atividades.
A identificação dos pontos críticos permite definir medidas de controle compatíveis com cada operação.
Como prevenir acidentes no ambiente de trabalho?
A primeira medida é conhecer os perigos relacionados a cada tarefa.
A partir dessa avaliação, a empresa pode estabelecer procedimentos e recursos compatíveis com os riscos identificados.
Entre os principais cuidados estão:
- manter corredores e áreas de circulação desobstruídos;
- sinalizar pisos molhados e situações temporárias de risco;
- orientar as equipes antes da utilização de máquinas;
- seguir as instruções de operação e higienização dos fabricantes;
- armazenar e identificar corretamente produtos químicos;
- utilizar os equipamentos de proteção indicados;
- verificar periodicamente as condições de máquinas e instalações;
- observar aspectos ergonômicos dos postos de trabalho;
- comunicar falhas e situações inseguras;
- analisar ocorrências para identificar suas causas.
Mudanças de layout, equipamentos, processos ou volume de produção também podem criar novas condições que precisam ser avaliadas.
EPI e EPC: qual é a diferença?
O Equipamento de Proteção Individual, EPI, é utilizado pelo trabalhador para proteção diante de determinados riscos relacionados à sua atividade.
Sua escolha depende da tarefa e das condições existentes. Também são necessárias orientação sobre uso, conservação e substituição dos itens.
O Equipamento de Proteção Coletiva, EPC, atua na proteção de várias pessoas expostas a determinado perigo.
Barreiras, sinalizações e dispositivos instalados em máquinas podem exercer essa função, conforme a aplicação.
EPI e EPC fazem parte de um conjunto de medidas de controle e devem ser definidos conforme a avaliação dos riscos e os requisitos aplicáveis à atividade.
Como prevenir acidentes em cozinhas profissionais?
Uma cozinha profissional reúne circulação de pessoas, alimentos, utensílios e recipientes em um ambiente no qual diferentes processos podem ocorrer simultaneamente.
Essa dinâmica exige atenção principalmente aos pontos abaixo.
Queimaduras e superfícies quentes
Fornos, fogões, chapas, assadeiras, recipientes e alimentos aquecidos devem ser manipulados conforme os procedimentos indicados.
No caso de equipamentos que trabalham com calor e vapor, o operador precisa conhecer os cuidados para abertura, abastecimento, retirada dos produtos e higienização.
Cortes e componentes móveis
Facas, lâminas, processadores e utensílios cortantes exigem uso e armazenamento corretos.
Proteções e dispositivos de segurança instalados em máquinas não devem ser removidos ou alterados.
Pisos e circulação
Água, gordura e resíduos podem aumentar o risco de escorregamento.
A limpeza do piso, a sinalização e a retirada de objetos das áreas de passagem ajudam a manter os caminhos livres.
Caixas, utensílios e outros materiais também não devem obstruir a movimentação das equipes.
Movimentação de cargas
Ingredientes, assadeiras, recipientes e caixas podem exigir esforço físico frequente.
O planejamento do espaço deve considerar altura, distância e quantidade de movimentações necessárias.
Carrinhos e recursos de transporte adequados podem reduzir o carregamento manual em determinadas situações.
Calor no ambiente
A concentração de equipamentos térmicos pode elevar a temperatura do espaço.
Ventilação, exaustão e requisitos de instalação precisam ser considerados desde o projeto da cozinha.
O layout da cozinha interfere na segurança?
Sim. A posição dos equipamentos influencia os deslocamentos realizados ao longo da operação.
Cruzamentos entre pessoas transportando assadeiras, recipientes quentes, utensílios ou matérias-primas podem criar situações de risco.
Espaço insuficiente diante de portas e áreas de abastecimento também dificulta movimentos seguros.
O projeto deve considerar etapas como recebimento, armazenamento, pré-preparo, cocção, finalização, distribuição e higienização.
Também é necessário respeitar os requisitos elétricos, hidráulicos, de ventilação e de afastamento definidos para cada equipamento.
Ergonomia deve começar no planejamento
ergonomia não se limita à postura do trabalhador.
Ela também envolve a relação entre pessoas, tarefas, mobiliário, equipamentos e fluxo operacional.
Em cozinhas profissionais, alguns pontos que merecem avaliação são altura das bancadas, alcance de utensílios, posição das máquinas, movimentação de cargas e frequência dos deslocamentos.
Um layout adequado pode reduzir movimentos desnecessários e facilitar a execução das atividades.
Treinamento para operar equipamentos com segurança
Antes de utilizar um equipamento profissional, o operador precisa conhecer suas funções, comandos e procedimentos de uso.
A capacitação deve incluir operação, abastecimento, retirada dos produtos, limpeza e identificação de condições anormais.
Quando houver mudança de processo ou instalação de uma nova máquina, as orientações precisam acompanhar essa alteração.
Manuais e instruções do fabricante são referências importantes e devem estar disponíveis para consulta.
Manutenção e condições dos equipamentos
Cabos danificados, peças comprometidas, vazamentos, ruídos incomuns e alterações de funcionamento não devem ser ignorados.
Inspeções periódicas ajudam a identificar problemas antes que uma falha interfira no trabalho.
Quando houver necessidade de intervenção técnica, o serviço deve ser executado por profissionais qualificados e conforme as recomendações do fabricante.
Dispositivos de proteção não devem ser removidos, desativados ou modificados.
Como a tecnologia pode reduzir intervenções manuais?
Alguns equipamentos profissionais oferecem recursos que automatizam etapas e diminuem determinadas intervenções do operador.
Programas de cocção permitem armazenar parâmetros e reproduzir processos sem a necessidade de realizar os mesmos ajustes a cada ciclo.
Em equipamentos que contam com sistemas automáticos de higienização, determinadas etapas de limpeza também podem ser executadas com menor intervenção manual.
Esses recursos devem ser avaliados junto a fatores como ergonomia, facilidade de limpeza, instalação, manutenção e forma de interação entre operador e equipamento.
Na escolha de uma solução para uma cozinha profissional, capacidade e produtividade são importantes, mas não são os únicos critérios. As condições de utilização no ambiente também precisam fazer parte da avaliação.
Gerenciamento de riscos e responsabilidades
A segurança e a saúde no trabalho também estão sujeitas às Normas Regulamentadoras e a outras exigências legais aplicáveis às empresas.
O Programa de Gerenciamento de Riscos, PGR, materializa o processo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
O programa deve conter, no mínimo, o Inventário de Riscos Ocupacionais e o Plano de Ação.
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio, CIPA, possui atribuições relacionadas ao tema conforme os critérios estabelecidos pela regulamentação.
Como as obrigações variam de acordo com as características da organização e de suas atividades, a avaliação deve considerar as normas vigentes e a orientação de profissionais qualificados.
Segurança começa antes do acidente
O 27 de julho cria uma oportunidade para revisar condições de trabalho que fazem parte da rotina.
Em cozinhas profissionais e outros negócios de alimentação, essa análise passa pelo projeto dos espaços, fluxo de pessoas e produtos, ergonomia, instalação das máquinas e conhecimento necessário para utilizá-las corretamente.
A Prática desenvolve equipamentos para operações profissionais de alimentação, panificação e gastronomia.
Ao utilizar qualquer equipamento, é essencial seguir as orientações específicas de instalação, operação, higienização e manutenção fornecidas pelo fabricante.
Identificar um perigo antes que ele resulte em uma ocorrência permite agir sobre suas causas e criar condições adequadas para as pessoas executarem suas atividades.
Perguntas frequentes sobre prevenção de acidentes
O que é prevenção de acidentes de trabalho?
É o conjunto de medidas adotadas para identificar perigos, avaliar riscos ocupacionais e reduzir a possibilidade de acidentes, lesões e doenças relacionadas às atividades profissionais.
Quais são os principais riscos em uma cozinha profissional?
Entre eles estão queimaduras, cortes, quedas, calor, esforço físico, movimentação de cargas, produtos químicos e ocorrências relacionadas ao uso inadequado de máquinas e utensílios.
Como prevenir acidentes em cozinhas profissionais?
É necessário avaliar os riscos de cada atividade e adotar medidas compatíveis, como organização do espaço, capacitação das equipes, sinalização, proteção individual ou coletiva e utilização correta dos equipamentos.
Qual é a diferença entre EPI e EPC?
O EPI protege individualmente o trabalhador diante de determinados riscos.
O EPC é destinado à proteção coletiva e pode atender várias pessoas expostas a uma mesma condição.
Quer saber quais critérios considerar na seleção dos equipamentos? Confira também nosso conteúdo sobre como escolher equipamentos para cozinha industrial.
