27 de Julho – Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho

Prática • July 26, 2024
Uma imagem borrada de uma cozinha com chefs preparando comida.

Em 27 de julho, o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho coloca em pauta os cuidados necessários para proteger as pessoas durante suas atividades profissionais.


Em cozinhas, padarias, confeitarias, restaurantes, hotéis, supermercados e indústrias de alimentos, o tema envolve situações muito concretas.


Fornos e superfícies aquecidas, utensílios cortantes, pisos molhados, produtos químicos, movimentação de cargas e máquinas exigem procedimentos adequados.


Identificar esses perigos e agir antes que provoquem uma ocorrência é parte da construção de um ambiente de trabalho seguro.


Por que 27 de julho é uma data de prevenção?


O Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho remete a 27 de julho de 1972, quando foram publicadas as Portarias nº 3.236 e nº 3.237, relacionadas à segurança e à medicina do trabalho no Brasil.


A data contribui para a conscientização sobre acidentes e doenças ocupacionais, mas os cuidados precisam estar incorporados às atividades diárias das empresas.


O que é prevenção de acidentes de trabalho?


Prevenção de acidentes de trabalho reúne medidas destinadas a identificar perigos, avaliar riscos ocupacionais e evitar lesões ou doenças relacionadas às atividades profissionais.


Isso envolve analisar o ambiente e os processos, estabelecer procedimentos, capacitar as equipes e adotar medidas de proteção adequadas a cada situação.


Um piso molhado sem sinalização pode provocar uma queda.


Uma assadeira quente manipulada de forma inadequada pode causar uma queimadura. Uma máquina operada sem o conhecimento necessário pode expor o trabalhador a perigos evitáveis.


Por isso, reconhecer as condições de risco é o primeiro passo para controlá-las.


Quais são os principais riscos no trabalho?


Os riscos variam conforme o ambiente, a atividade executada e o nível de exposição.


Em operações de alimentação, diferentes categorias podem estar presentes simultaneamente.


Riscos físicos


Calor, frio, ruído e vibração podem afetar as condições de trabalho dependendo da intensidade e do tempo de exposição.


Em cozinhas e padarias, o calor gerado por fornos, fogões e outros equipamentos térmicos deve ser considerado no planejamento do espaço e na execução das tarefas.


Riscos químicos


Detergentes, desengordurantes e outros produtos utilizados na higienização podem exigir cuidados específicos de armazenamento, diluição e aplicação.

As orientações do fabricante precisam ser observadas, inclusive quanto aos itens de proteção indicados para o manuseio.


Riscos biológicos


Determinadas atividades podem envolver exposição a microrganismos e materiais contaminados.


Em operações de alimentação, higiene pessoal, limpeza e manipulação correta também estão relacionadas à segurança dos alimentos.


Os dois conceitos não devem ser confundidos. Segurança no trabalho está relacionada à proteção das pessoas durante suas atividades profissionais.


Segurança dos alimentos envolve o controle de perigos que possam comprometer a inocuidade dos alimentos.


Riscos ergonômicos


Bancadas inadequadas, movimentos repetitivos, esforço físico, levantamento de cargas e posturas desfavoráveis podem gerar desconforto e contribuir para problemas ocupacionais.


A disposição dos equipamentos, as distâncias percorridas e a forma como ingredientes, utensílios e recipientes são movimentados também interferem nas condições de execução das tarefas.


Riscos de acidentes


Quedas, cortes, queimaduras, choques elétricos e ocorrências envolvendo máquinas estão entre os riscos encontrados em diferentes atividades.


A identificação dos pontos críticos permite definir medidas de controle compatíveis com cada operação.


Como prevenir acidentes no ambiente de trabalho?


A primeira medida é conhecer os perigos relacionados a cada tarefa.


A partir dessa avaliação, a empresa pode estabelecer procedimentos e recursos compatíveis com os riscos identificados.


Entre os principais cuidados estão:


  • manter corredores e áreas de circulação desobstruídos;
  • sinalizar pisos molhados e situações temporárias de risco;
  • orientar as equipes antes da utilização de máquinas;
  • seguir as instruções de operação e higienização dos fabricantes;
  • armazenar e identificar corretamente produtos químicos;
  • utilizar os equipamentos de proteção indicados;
  • verificar periodicamente as condições de máquinas e instalações;
  • observar aspectos ergonômicos dos postos de trabalho;
  • comunicar falhas e situações inseguras;
  • analisar ocorrências para identificar suas causas.


Mudanças de layout, equipamentos, processos ou volume de produção também podem criar novas condições que precisam ser avaliadas.


EPI e EPC: qual é a diferença?


O Equipamento de Proteção Individual, EPI, é utilizado pelo trabalhador para proteção diante de determinados riscos relacionados à sua atividade.


Sua escolha depende da tarefa e das condições existentes. Também são necessárias orientação sobre uso, conservação e substituição dos itens.


O Equipamento de Proteção Coletiva, EPC, atua na proteção de várias pessoas expostas a determinado perigo.


Barreiras, sinalizações e dispositivos instalados em máquinas podem exercer essa função, conforme a aplicação.


EPI e EPC fazem parte de um conjunto de medidas de controle e devem ser definidos conforme a avaliação dos riscos e os requisitos aplicáveis à atividade.


Como prevenir acidentes em cozinhas profissionais?


Uma cozinha profissional reúne circulação de pessoas, alimentos, utensílios e recipientes em um ambiente no qual diferentes processos podem ocorrer simultaneamente.


Essa dinâmica exige atenção principalmente aos pontos abaixo.


Queimaduras e superfícies quentes


Fornos, fogões, chapas, assadeiras, recipientes e alimentos aquecidos devem ser manipulados conforme os procedimentos indicados.


No caso de equipamentos que trabalham com calor e vapor, o operador precisa conhecer os cuidados para abertura, abastecimento, retirada dos produtos e higienização.


Cortes e componentes móveis


Facas, lâminas, processadores e utensílios cortantes exigem uso e armazenamento corretos.


Proteções e dispositivos de segurança instalados em máquinas não devem ser removidos ou alterados.


Pisos e circulação


Água, gordura e resíduos podem aumentar o risco de escorregamento.


A limpeza do piso, a sinalização e a retirada de objetos das áreas de passagem ajudam a manter os caminhos livres.


Caixas, utensílios e outros materiais também não devem obstruir a movimentação das equipes.


Movimentação de cargas


Ingredientes, assadeiras, recipientes e caixas podem exigir esforço físico frequente.


O planejamento do espaço deve considerar altura, distância e quantidade de movimentações necessárias.


Carrinhos e recursos de transporte adequados podem reduzir o carregamento manual em determinadas situações.


Calor no ambiente


A concentração de equipamentos térmicos pode elevar a temperatura do espaço.


Ventilação, exaustão e requisitos de instalação precisam ser considerados desde o projeto da cozinha.


O layout da cozinha interfere na segurança?


Sim. A posição dos equipamentos influencia os deslocamentos realizados ao longo da operação.


Cruzamentos entre pessoas transportando assadeiras, recipientes quentes, utensílios ou matérias-primas podem criar situações de risco.


Espaço insuficiente diante de portas e áreas de abastecimento também dificulta movimentos seguros.


O projeto deve considerar etapas como recebimento, armazenamento, pré-preparo, cocção, finalização, distribuição e higienização.


Também é necessário respeitar os requisitos elétricos, hidráulicos, de ventilação e de afastamento definidos para cada equipamento.


Ergonomia deve começar no planejamento


 ergonomia não se limita à postura do trabalhador.


Ela também envolve a relação entre pessoas, tarefas, mobiliário, equipamentos e fluxo operacional.


Em cozinhas profissionais, alguns pontos que merecem avaliação são altura das bancadas, alcance de utensílios, posição das máquinas, movimentação de cargas e frequência dos deslocamentos.


Um layout adequado pode reduzir movimentos desnecessários e facilitar a execução das atividades.


Treinamento para operar equipamentos com segurança


Antes de utilizar um equipamento profissional, o operador precisa conhecer suas funções, comandos e procedimentos de uso.


A capacitação deve incluir operação, abastecimento, retirada dos produtos, limpeza e identificação de condições anormais.


Quando houver mudança de processo ou instalação de uma nova máquina, as orientações precisam acompanhar essa alteração.


Manuais e instruções do fabricante são referências importantes e devem estar disponíveis para consulta.


Manutenção e condições dos equipamentos


Cabos danificados, peças comprometidas, vazamentos, ruídos incomuns e alterações de funcionamento não devem ser ignorados.


Inspeções periódicas ajudam a identificar problemas antes que uma falha interfira no trabalho.


Quando houver necessidade de intervenção técnica, o serviço deve ser executado por profissionais qualificados e conforme as recomendações do fabricante.


Dispositivos de proteção não devem ser removidos, desativados ou modificados.


Como a tecnologia pode reduzir intervenções manuais?


Alguns equipamentos profissionais oferecem recursos que automatizam etapas e diminuem determinadas intervenções do operador.


Programas de cocção permitem armazenar parâmetros e reproduzir processos sem a necessidade de realizar os mesmos ajustes a cada ciclo.


Em equipamentos que contam com sistemas automáticos de higienização, determinadas etapas de limpeza também podem ser executadas com menor intervenção manual.


Esses recursos devem ser avaliados junto a fatores como ergonomia, facilidade de limpeza, instalação, manutenção e forma de interação entre operador e equipamento.


Na escolha de uma solução para uma cozinha profissional, capacidade e produtividade são importantes, mas não são os únicos critérios. As condições de utilização no ambiente também precisam fazer parte da avaliação.


Gerenciamento de riscos e responsabilidades


A segurança e a saúde no trabalho também estão sujeitas às Normas Regulamentadoras e a outras exigências legais aplicáveis às empresas.


O Programa de Gerenciamento de Riscos, PGR, materializa o processo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.


O programa deve conter, no mínimo, o Inventário de Riscos Ocupacionais e o Plano de Ação.


A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio, CIPA, possui atribuições relacionadas ao tema conforme os critérios estabelecidos pela regulamentação.


Como as obrigações variam de acordo com as características da organização e de suas atividades, a avaliação deve considerar as normas vigentes e a orientação de profissionais qualificados.


Segurança começa antes do acidente


O 27 de julho cria uma oportunidade para revisar condições de trabalho que fazem parte da rotina.


Em cozinhas profissionais e outros negócios de alimentação, essa análise passa pelo projeto dos espaços, fluxo de pessoas e produtos, ergonomia, instalação das máquinas e conhecimento necessário para utilizá-las corretamente.


A Prática desenvolve equipamentos para operações profissionais de alimentação, panificação e gastronomia.


Ao utilizar qualquer equipamento, é essencial seguir as orientações específicas de instalação, operação, higienização e manutenção fornecidas pelo fabricante.


Identificar um perigo antes que ele resulte em uma ocorrência permite agir sobre suas causas e criar condições adequadas para as pessoas executarem suas atividades.


Perguntas frequentes sobre prevenção de acidentes


O que é prevenção de acidentes de trabalho?


É o conjunto de medidas adotadas para identificar perigos, avaliar riscos ocupacionais e reduzir a possibilidade de acidentes, lesões e doenças relacionadas às atividades profissionais.


Quais são os principais riscos em uma cozinha profissional?


Entre eles estão queimaduras, cortes, quedas, calor, esforço físico, movimentação de cargas, produtos químicos e ocorrências relacionadas ao uso inadequado de máquinas e utensílios.


Como prevenir acidentes em cozinhas profissionais?


É necessário avaliar os riscos de cada atividade e adotar medidas compatíveis, como organização do espaço, capacitação das equipes, sinalização, proteção individual ou coletiva e utilização correta dos equipamentos.


Qual é a diferença entre EPI e EPC?


O EPI protege individualmente o trabalhador diante de determinados riscos.


O EPC é destinado à proteção coletiva e pode atender várias pessoas expostas a uma mesma condição.


Quer saber quais critérios considerar na seleção dos equipamentos? Confira também nosso conteúdo sobre como escolher equipamentos para cozinha industrial.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.