Croissant: como encantar os seus clientes

Prática • December 1, 2021
Um prato branco coberto com croissants sobre uma mesa de madeira.

Feito de várias camadas de massa fina, crocante e macia, com um inconfundível sabor amanteigado. Aqui no Brasil é recheado com os mais diversos e criativos conteúdos. O croissant é um dos produtos mais requisitados em padarias e que dá água na boca só de vê-los nas vitrines. 

Nesse post falaremos um pouco mais sobre a história deste delicioso folhado, os segredos da sua massa leve e gostosa, as possibilidades de oferta na padaria e os melhores modos e equipamentos para produzi-lo. Confira!

De Viena à Paris   

O croissant ou, como geralmente é chamado no Brasil, croassã ou croassão, é um tipo de pão muito popular na Europa. Comumente relacionado à cultura francesa, entretanto ele tem sua origem em Viena, na Áustria. Estudiosos traçam que a origem da receita remonta ao final do século XVII. 

Conta-se que o império turco otomano, no auge da sua expansão, enfrentava grandes dificuldades para conquistar Viena. Foi preciso uma estratégia ardilosa para tentar invadi-la. O exército otomano passou então a cavar túneis durante a noite, os quais os levariam ao coração da cidade, facilitando a invasão.

Acontece que os primeiros a acordar na cidade austríaca eram os padeiros, que passavam as noites em claro amassando pães. Os soldados otomanos não sabiam da presença desses ávidos trabalhadores, e os padeiros, logo que ouviram os sons de escavação, alertaram os demais e assim impediram a invasão turca. 

Conta-se que os nobres e líderes austríacos, extremamente gratos pelo feito, ofereceram recompensas aos padeiros e que os mesmos preferiram criar uma receita que seria preparada em memória a vitória sobre seus inimigos.

Assim criou-se então um pão em formato de lua crescente (símbolo da bandeira turca) e foi nomeado inicialmente de Viennoisserie, ou Kifperl como era mais conhecido.

Mas como o croissant chegou à França?

A princesa austríaca Maria Antonieta era fascinada pela iguaria, entretanto quando casou-se com o rei francês Luís XIV, teve de cortar relações com o país de origem. Contudo, fez questão de que na França fossem produzidos para o seu casamento Kifpels, uma das poucas lembranças que carregou consigo da sua terra natal. 

Na França o Kifpel se popularizou e passou então a ser chamado Croissant, que significa crescente, em alusão ao formato do salgado. 

A receita original consistia em uma massa mais densa, muito similar à massa de um pão comum. Em meados de 1900, um padeiro francês resolveu alterar algumas características da receita. A tornou a massa mais leve e crocante. Sendo assim, está explicada a ideia de que o croissant tem origem francesa, na verdade os franceses apenas o aperfeiçoaram. 

As delícias de um bom croissant

O segredo vital do croissant está na sua massa folhada, leve e crocante, e nas dobras que separam uma camada da outra, garantindo assim a sua estética característica.

Considerado por alguns um tipo de pão e por outros um folhado ou semifolhado, a verdade é que ninguém resiste a um bom croissant recheado.

E aí está também outro diferencial: a variedade na possibilidade de recheios, que vão desde salgados. ´Por exemplo, como o tradicional de manteiga, o de presunto e queijo, o de frango, o de calabresa e o de quatro queijos, até os doces, como o de chocolate, uma unanimidade de preferência. 

A versatilidade deste produto permite que seu recheio seja feito a partir do que melhor satisfará a criatividade dos padeiros e a fome dos seus clientes. O tamanho também varia de acordo com o local de venda. Sendo possível fazer croissants grandes para lanches da tarde ou pequenos para buffet de salgados de festas, por exemplo.

Além disso, é possível até mesmo fazer um sanduíche delicioso de croissant, com a famosa massa folhada e recheios que variam de acordo com a criatividade do cozinheiro. Essa opção costuma fazer sucesso em padarias e existem até franquias de restaurantes com o modelo de sanduíches de croissant.

Um croissant de qualidade tem, principalmente, um sabor amanteigado, uma crosta dourada e crocante, com as pontas voltadas para o centro, recheado na medida certa e com um miolo aerado e macio. Para isso, seus ingredientes principais são açúcar, farinha, manteiga, sal, leite, fermento e ovos pincelados. 

Massa folhada, croissant e os equipamentos adequados

Como já foi dito anteriormente, o segredo vital do croissant está na sua massa folhada que dá água na boca pela sua forma, sabor e textura. Essas características só são atingidas quando o preparo é feito com exímio cuidado, o equipamento adequado e se as etapas de preparo forem seguidas à risca.

Tudo isso, se feito manualmente, resultaria em um processo longo e trabalhoso. Por isso que aliados à produção desta massa estão determinados equipamentos indispensáveis. Agora falaremos um pouco sobre eles:

Amassadeira

Conhecida das padarias, é um dos mais básicos equipamentos de panificação. Ela mistura de forma uniforme e precisa os diferentes ingredientes e dá o ponto de diversas massas. Muito utilizada na produção de massas folhadas, o equipamento possibilita um volume maior de produção, agilizando o processo e entrega. 

Laminadora

Na produção de massas folhadas, a laminadora é indispensável para produzir massas de folhados, como a do croissant, com diversas camadas. Para que o produto final tenha a aparência e texturas esperadas. É preciso que esta etapa do processo seja feita com cuidado. 

Esta parte do processo que, se feita manualmente, envolveria horas de manejo adequado de rolos. Com o auxílio da laminadora, há otimização do processo, pois a cada passada, a massa é comprimida e aberta na medida certa.

Câmara de Fermentação

Como o processo de fermentação é uma etapa que é facilmente afetada por condições externas, tais como, temperatura e umidade do ar, a utilização de uma câmara de fermentação que permita o manejo adequado dessas variáveis garante à linha um produto final de alta qualidade e padronização.

Fornos

Parte crucial da etapa final de preparo é ter um ou mais fornos adequados à produção de panificados. Cada tipo de massa exige uma forma de cocção, sendo assim é preciso avaliar a demanda do que será produzido para melhor escolher aquele que mais beneficiará o seu produto. 

Conclusões

O croissant, com todo seu sabor e apreço, é um produto agrada qualquer cliente, mas para isso é preciso também pesar o custo benefício da sua produção. Principalmente no que diz respeito a sua deliciosa massa folhada, cujo preparo torna-se trabalhoso demais se não forem utilizados os equipamentos adequados como a laminadora, por exemplo.

E aí, gostou das dicas? Então complemente seus conhecimentos sobre massas folhadas com mais 10 tipos de massas utilizadas no mercado de panificação!

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.