Picanha: aprenda mais sobre este corte

Prática • 23 de outubro de 2023
picanha

A picanha é um corte bovino muito valorizado no Brasil.


Fica localizada na parte traseira do boi, próxima à garupa, e se destaca pela maciez, sabor marcante e suculência.


Uma de suas principais características é a camada de gordura externa.


Durante o preparo, essa gordura derrete lentamente e contribui para a textura e o sabor da carne.


É comum vê-la em churrascos, preparada na grelha com a gordura voltada para cima e temperada apenas com sal grosso.


Também combina bem com arroz, feijão, farofa, batatas e saladas, sendo um dos cortes mais conhecidos da culinária brasileira.


Para aprofundar o tema, continue a leitura a seguir.


Como a picanha é retirada do boi


A picanha é extraída da região da garupa e segue um processo técnico realizado pelo açougueiro.


Primeiro, a peça correta é identificada.


Trata-se de um corte triangular com uma camada uniforme de gordura branca na parte superior.


Em seguida, a peça é retirada com um corte preciso, normalmente incluindo parte do contrafilé e da alcatra.


Depois, ocorre uma limpeza leve, com remoção de membranas e excesso de gordura.


Por fim, a picanha pode ser cortada em fatias, geralmente com espessura entre 2 e 3 centímetros, adequadas para grelha ou forno.


Como identificar uma boa picanha


Alguns critérios ajudam a escolher uma peça de qualidade no momento da compra.


Marmorização


Marmorização deve estar presente, com gordura distribuída entre as fibras, o que garante suculência.


Camada de gordura


A camada de gordura superior precisa ser visível e contínua, em formato semelhante a uma meia-lua.


Coloração


A cor da carne deve ser vermelha viva.


Tons muito claros, escuros ou opacos podem indicar perda de frescor.


Textura


Ao toque, a textura deve ser firme, mas ceder levemente à pressão.


Cheiro


O cheiro também é um indicador importante.


A carne fresca apresenta odor suave e natural.


Evite peças com aroma forte ou desagradável.


Espessura do corte


Outro ponto é a espessura uniforme, que contribui para um cozimento mais regular.


Fornecedores confiáveis


Sempre que possível, compre de fornecedores confiáveis e conte com a orientação de um açougueiro experiente.


O que é o processo de maturação da carne


A maturação é um processo controlado que melhora a maciez e o sabor da carne.


É comum em cortes nobres, como filé-mignon, ribeye e picanha.


Durante esse período, as enzimas naturais atuam sobre as fibras musculares, tornando a carne mais macia.


O processo pode começar de forma seca ou úmida e, depois, a peça é embalada a vácuo para evitar oxidação e preservar a umidade.


As carnes maturadas ficam armazenadas em câmaras frias, com temperatura entre 0°C e 4°C e umidade controlada.


O tempo varia de semanas a meses, conforme o resultado desejado, sempre com monitoramento constante.


Cuidados no corte e impacto no resultado final


Para empreendedores de restaurantes, o cuidado com o corte da carne começa antes do preparo e influencia diretamente o resultado servido ao cliente.


A picanha é um bom exemplo.


Ela é um músculo bem definido, com início e fim claros na anatomia do boi.


Quando o corte ultrapassa esse limite e inclui parte do coxão duro, a peça perde uniformidade.


No preparo, isso gera carnes com texturas diferentes na mesma porção, o que dificulta a padronização e afeta a percepção de qualidade do prato.


O tamanho da peça também merece atenção.


A picanha tem limites naturais de comprimento e peso, independentemente do tamanho do animal.


Mesmo em bovinos grandes, uma picanha verdadeira não alcança pesos elevados.


Peças muito longas ou próximas de 2 kg indicam que outros músculos foram incluídos no corte.


Para o restaurante, isso significa comprar um insumo com características técnicas diferentes das esperadas, exigindo ajustes no preparo e podendo comprometer o resultado final.


Tratar esses pontos como critérios técnicos faz parte de uma gestão consciente.


Conhecer os limites reais dos cortes facilita a escolha de fornecedores, ajuda na padronização da cozinha e garante que o prato entregue ao cliente esteja alinhado com o que é apresentado no cardápio.


Esse cuidado contribui para a consistência do serviço e para a credibilidade do negócio ao longo do tempo.


Como preparar picanha no forno combinado


Para esse preparo, utilize a chapa Smart Grill antiaderente ou a Turbo Grill.


Leve a chapa ao forno combinado e faça o pré-aquecimento a 260°C na função ar quente.


Com o forno na temperatura correta, disponha as picanhas sobre a chapa.


Insira a sonda de núcleo e programe a temperatura interna conforme o ponto desejado: 65°C para mal-passado, 75°C ao ponto ou 85°C bem passado.


Outra opção é o controle por tempo, entre 10 e 12 minutos, considerando o tamanho da peça.


Após o preparo, retire a carne do forno e deixe descansar por 5 a 10 minutos sobre uma tábua.


Esse intervalo ajuda a redistribuir os sucos internos.


Em seguida, corte em fatias finas, sempre no sentido contrário às fibras, e sirva imediatamente com os acompanhamentos escolhidos.


O tempo pode variar conforme a espessura da peça e o acessório utilizado no forno.


Confira também nosso conteúdo sobre o rosbife, como prepará-lo e servi-lo.