Mercado de panificação: conheça os 7 principais desafios

Prática • July 3, 2019
Um homem e uma mulher estão trabalhando em uma padaria.

O mercado de panificação exige controle cada vez maior sobre custos, produção, mão de obra, desperdícios e qualidade.


Ao mesmo tempo, padarias precisam acompanhar mudanças no consumo e manter variedade suficiente para atender diferentes momentos do dia.


Entre os principais desafios do setor estão controlar despesas sem comprometer os produtos, lidar com a falta de profissionais qualificados, reduzir perdas, aumentar a produtividade, manter a padronização, administrar o mix e dimensionar corretamente a estrutura produtiva.


Esses fatores estão relacionados.


Um processo com muitas intervenções manuais, por exemplo, pode demandar mais tempo da equipe, apresentar variações entre lotes e dificultar o aumento da produção.


Por isso, compreender os gargalos de cada etapa ajuda a definir onde mudanças de processo, capacitação, planejamento ou tecnologia podem trazer melhores resultados.


1. Controlar os custos da padaria


Ingredientes representam apenas uma parte dos gastos de uma operação de panificação.


Energia, água, gás, mão de obra, embalagens, manutenção, estoque, perdas e capacidade ociosa também influenciam o custo de cada produto.


Antes de investir ou ampliar a produção, é necessário conhecer a demanda e identificar os principais gargalos.


Uma máquina com capacidade muito acima da necessidade pode ficar ociosa, enquanto um equipamento subdimensionado pode limitar o crescimento e aumentar o tempo necessário para produzir.


O mesmo raciocínio vale para o fluxo produtivo.


Movimentações desnecessárias, esperas entre etapas, retrabalho e processos excessivamente manuais consomem recursos sem necessariamente aumentar o volume vendido.


Por isso, produtividade não significa apenas produzir uma quantidade maior.


Ela envolve aproveitar melhor tempo, pessoas, ingredientes, equipamentos e infraestrutura.


Veja também como melhorar a produtividade na panificação.


2. Lidar com a falta de mão de obra qualificada


A produção de pães envolve conhecimentos sobre formulação, hidratação, mistura, divisão, modelagem, fermentação e forneamento.


Profissionais capacitados continuam sendo importantes para acompanhar essas variáveis e avaliar a qualidade dos produtos.


O desafio surge quando uma operação depende excessivamente da execução manual ou do conhecimento individual de poucos funcionários.


Treinamento, fichas técnicas, parâmetros definidos e automação ajudam a tornar os processos menos dependentes de decisões individuais e facilitam a reprodução dos resultados entre diferentes turnos.


Equipamentos também podem assumir atividades repetitivas e fisicamente exigentes.


Os Grupos Automáticos GAP400 e GAP800, por exemplo, integram etapas de divisão, modelagem e alongamento de massas para pães alongados.


A equipe continua responsável por formulações, acompanhamento dos processos, regulagens e controle de qualidade, mas pode dedicar menos tempo às tarefas repetitivas.


3. Reduzir desperdícios e perdas


As perdas na panificação podem surgir desde o recebimento dos ingredientes até a exposição do produto pronto.


Erros de pesagem, variações na divisão das massas, fermentação inadequada, falhas no forneamento, produtos fora do padrão e excesso de produção representam custos que nem sempre são percebidos isoladamente.


Por isso, reduzir desperdícios exige observar todo o fluxo.


Padronizar gramaturas ajuda a controlar o rendimento das receitas.


Estabelecer parâmetros de fermentação reduz variações entre lotes.


Ajustar as fornadas ao histórico de vendas diminui o risco de terminar o dia com grande quantidade de produtos sem saída.


Também é importante acompanhar indicadores como quantidade produzida, volume vendido, perdas, rendimento das receitas e consumo de recursos.


Veja em detalhes onde ocorrem as perdas na panificação e como evitá-las.


4. Aumentar produtividade e padronização


Uma padaria pode produzir bastante e ainda apresentar baixa eficiência.


Isso ocorre quando o fluxo possui gargalos, excesso de movimentações, longos períodos de espera ou tarefas que precisam ser repetidas porque o resultado anterior ficou fora do padrão.


A padronização começa pela definição de receitas e parâmetros.


Peso das peças, temperatura da massa, tempo de mistura, fermentação e forneamento precisam ser acompanhados para reduzir diferenças entre lotes.

A automação pode assumir parte desse fluxo.


A linha de equipamentos de panificação da Prática inclui amassadeiras, cilindros, divisoras, modeladoras, grupos automáticos, fatiadoras, laminadoras, batedeiras e câmaras de fermentação para diferentes etapas produtivas.


A escolha depende do tipo de produto, volume, processo utilizado, espaço disponível e capacidade necessária.


Outro ponto importante é a fermentação.


Temperatura e umidade interferem no desenvolvimento das massas, e as condições ambientais podem variar durante o dia e ao longo do ano.


As câmaras de fermentação permitem administrar essas variáveis de acordo com os parâmetros definidos para cada receita.


A CFCK20, por exemplo, trabalha com controle de temperatura e umidade e permite acelerar ou retardar a fermentação.


Para entender a influência dessas variáveis, veja também o artigo sobre fermentação controlada, temperatura e umidade.


5. Administrar o mix sem produzir em excesso


A variedade pode aumentar as possibilidades de venda, mas também eleva a complexidade da operação.


Cada novo item ocupa espaço no estoque, exige ingredientes, tempo produtivo e controle.


Quando o volume preparado supera a demanda, parte dessa variedade pode se transformar em perda.


Por outro lado, um portfólio muito reduzido pode deixar de atender diferentes perfis e horários de consumo.


O ideal é acompanhar o desempenho de cada produto e organizar o mix de acordo com dados de venda. Itens com grande giro podem exigir produção contínua, enquanto produtos de menor demanda podem ser preparados em quantidades reduzidas ou em horários específicos.


Produção antecipada e congelamento também podem ser considerados de acordo com as características do produto e do processo.


Os ultracongeladores da Prática são utilizados em processos que exigem retirada rápida de calor, permitindo organizar a produção antecipadamente e administrar a finalização de determinados produtos de acordo com a demanda.


Esse modelo pode ser utilizado em centrais de produção, redes com diferentes unidades e estabelecimentos que trabalham com produtos congelados ou pré-assados.


6. Atender às mudanças no consumo


O cliente de uma padaria não avalia apenas a variedade disponível.


Horário, disponibilidade, aparência, frescor, qualidade e agilidade no atendimento também interferem na decisão de compra.


Isso cria um desafio operacional: disponibilizar produtos em diferentes períodos sem produzir todo o volume de uma única vez.


Grandes fornadas podem atender momentos de alta demanda, mas também aumentam o risco de sobra quando o movimento é menor que o previsto.

Uma alternativa é distribuir a produção ao longo do dia, ajustando o volume ao fluxo de vendas.


O conceito de ponto quente utiliza produtos congelados, resfriados ou pré-assados que passam pelas etapas finais no estabelecimento conforme a necessidade de reposição.


Esse formato permite trabalhar com fornadas menores e ajustar a quantidade preparada aos diferentes horários de movimento.


7. Escolher equipamentos de acordo com a demanda


Comprar um equipamento apenas pelo preço, tamanho ou capacidade nominal pode criar novos gargalos.


Antes da escolha, é necessário analisar o que será produzido, quantidade por dia, tamanho dos lotes, horários de pico, espaço disponível, infraestrutura elétrica ou de gás, fluxo entre máquinas e possibilidade de crescimento da operação.


Também é importante observar como o novo equipamento se relacionará com as etapas anteriores e posteriores.


Uma divisora com alta capacidade, por exemplo, não resolve sozinha um problema de produtividade se a modelagem ou a fermentação não conseguir acompanhar o mesmo volume.


O dimensionamento precisa considerar o fluxo como um conjunto.


No caso das câmaras de fermentação, por exemplo, capacidade, quantidade de assadeiras, duração dos ciclos, variedade de produtos e volume diário interferem diretamente na escolha.


Veja como dimensionar câmaras de fermentação.


Suporte técnico, disponibilidade de peças e orientação especializada também devem ser considerados na decisão, especialmente porque equipamentos profissionais fazem parte de processos que precisam funcionar continuamente.


Como enfrentar os desafios da panificação?


Não existe uma única solução para todos os problemas de uma padaria. O primeiro passo é identificar onde estão os gargalos e quais indicadores revelam seus impactos.


Custos elevados podem estar associados a desperdícios, capacidade ociosa ou baixa produtividade.


Diferenças entre lotes podem ter origem na formulação, divisão, fermentação ou forneamento.


Falta de produtos em determinados horários pode indicar problemas na previsão da demanda ou no planejamento das fornadas.


A partir desse diagnóstico, é possível definir parâmetros, treinar a equipe, reorganizar o fluxo e avaliar quais etapas podem receber maior nível de automação.


Quem está estruturando uma nova operação também pode conferir os 7 erros ao abrir uma padaria que todo empreendedor deve evitar, com pontos relacionados a custos, planejamento, produção, equipamentos e gestão.


Perguntas frequentes sobre o mercado de panificação


Quais são os principais desafios do mercado de panificação?


Entre os principais estão controle de custos, disponibilidade de mão de obra qualificada, desperdícios, produtividade, padronização, gestão do mix de produtos, mudanças no consumo e dimensionamento da estrutura produtiva.


Como reduzir custos em uma padaria?


O controle começa pelo acompanhamento dos custos de ingredientes, mão de obra, energia, água, gás, embalagens, manutenção e perdas.


Também é importante identificar gargalos, capacidade ociosa, retrabalho e etapas que consomem recursos sem gerar aumento proporcional da produção.


Como reduzir desperdícios na panificação?


Padronização das receitas, controle de gramaturas, planejamento da produção, acompanhamento das vendas, gestão de estoque e forneamento de acordo com a demanda ajudam a diminuir perdas.


Produção antecipada e ultracongelamento também podem ser utilizados quando forem adequados ao produto e ao modelo operacional.


Como lidar com a falta de mão de obra na panificação?


Treinamento, fichas técnicas, definição de parâmetros e automação de tarefas repetitivas reduzem a dependência de atividades manuais.


O conhecimento técnico da equipe permanece necessário para controlar receitas, processos, equipamentos e qualidade.


Como aumentar a produtividade de uma padaria?


É necessário avaliar todo o fluxo produtivo, identificar gargalos e medir tempos, capacidade e perdas.


Equipamentos adequadamente dimensionados podem automatizar etapas como mistura, divisão, modelagem e fermentação, enquanto processos padronizados reduzem retrabalho e variações.


Como escolher equipamentos para panificação?


A escolha deve considerar produtos, volume diário, tamanho dos lotes, espaço, infraestrutura, horários de maior demanda e integração com as demais etapas. Capacidade elevada isoladamente não garante produtividade se outros pontos do processo não acompanharem o mesmo ritmo.


Produção sob controle para acompanhar o mercado


Os desafios da panificação estão conectados ao modo como cada estabelecimento organiza pessoas, processos, equipamentos e demanda.


Conhecer os números da operação permite identificar onde estão as perdas, quais etapas limitam a capacidade e onde existem oportunidades de automatização ou reorganização.


Tecnologia pode contribuir quando responde a uma necessidade concreta da produção. Por isso, o dimensionamento deve partir do produto, do volume necessário e do fluxo operacional.


Conheça os equipamentos profissionais para panificação da Prática e veja as soluções disponíveis para diferentes etapas da produção.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.