Curva ABC na panificação: saiba a importância de conhecer os seus produtos

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Vamos falar a verdade? Em algum momento da vida, você, com certeza, já foi até uma padaria e não encontrou o produto que estava procurando — seja porque ele estava em falta ou, simplesmente, tinha acabado. Esse cenário pode acontecer por diferentes fatores e, uma forma de medi-lo, é por meio da chamada curva ABC.

Hoje em dia, esse tipo de método é utilizado por empresas, indústrias e mercados que precisam gerenciar os seus estoques, identificando o que é prioridade e o que deixou de ser. É claro que, em seu negócio, ele também deve ser amplamente utilizado, como uma maneira de evitar desperdícios e conseguir trabalhar com itens relevantes para o setor.

Para explicar melhor, criamos um post exclusivo sobre esse tema. Acompanhe o artigo para saber mais e, inclusive, aprender como levar essa ferramenta para a sua rotina!

O que é a curva ABC?

O primeiro passo é entender, de fato, o que é a curva ABC. Em linhas gerais, o termo é classificado como um método capaz de facilitar a classificação dos dados, conforme os seus níveis de importância. Em um estoque, por exemplo, essa opção é ótima para quem deseja realizar análises mais profundas, processar determinadas informações e, a partir disso, tomar as decisões corretas.

Originária do século XIX, a ideia pode ser aplicada em diferentes setores de uma organização, como na parte de vendas e na gestão de matéria-prima. Logo, é uma valiosa ferramenta para quem deseja lucrar e promover um negócio eficiente.

No universo da panificação, a curva ABC pode ser aplicada na produção, assim como na loja em si — com o objetivo de avaliar a popularidade dos produtos que estão dispostos para venda. 

É possível, inclusive, realizar uma pesquisa com o público e, em seguida, utilizar os dados desse levantamento e aplicá-los em uma curva ABC, identificando quais itens são mais populares e que carecem de um cuidado maior.

E ainda tem mais…

Aqui, existe um fato curioso que merece destaque. No ramo da panificação, é comum encontrar empresas que assimilam “inovação” com “produtos novos”. São organizações que, de tempos em tempos, investem em lançamentos, mas sem aplicar muitos critérios de qualidade ou pesquisas de mercado.

No fim das contas, essas padarias acabam “fazendo de tudo”, mas o empreendedor não consegue identificar qual ação deu certo e qual é o produto que converte bons resultados.

É claro que esse é um grande problema, já que os funcionários perderão tempo — e energia — em tarefas que, muitas vezes, sequer oferecem retorno.

É nesse momento que a curva ABC deve ser considerada, uma vez que tal ferramenta ajudará o negócio a manter o foco, economizar e, consequentemente, faturar bem mais.

Qual é a estrutura da curva ABC?

Podemos dizer que a curva ABC tem como objetivo categorizar todos os elementos presentes no portfólio de uma marca — sempre analisando o grau de relevância de cada um deles. Aqueles que apresentam um retorno significativo são classificados na categoria A. Os de médio, na curva B e os de baixo lucro na opção C.

Produtos da curva A

Esses são os mais importantes produtos para uma empresa. Nessa categoria, é utilizada a fórmula 80-20 para fazer a seleção, que consiste em eleger os 20% do total de produtos que, juntos, conseguem corresponder a 80% do total das vendas.

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Eles também necessitam do máximo de atenção durante uma gestão, uma vez que abrangem uma porcentagem elevadíssima do faturamento de um negócio.

Produtos da curva B

São aqueles que apresentam uma relevância média no caixa da organização. Tal curva deve ser preenchida com 30% dos produtos que, juntos, resultam em 15% do total do seu lucro mensal.

Produtos da curva C

Por fim, estão os produtos de menor importância — os da curva C. Para selecioná-los, é preciso identificar 50% do total dos itens que, juntos, resultam em apenas 5% do lucro de uma empresa.

Quais vantagens competitivas a curva ABC pode trazer ao seu negócio?

Especialmente no segmento da panificação, é bastante comum encontrar empresários que não realizam a avaliação correta do desempenho de seus produtos, tanto em termos de produtividade, quanto de rentabilidade.

Na maioria das vezes, eles têm uma visão de popularidade, mas não conseguem analisar minuciosamente — e numericamente — o que está acontecendo com cada item.

Ao longo dessa trajetória, vários erros podem acontecer. Um exemplo disso é quando há um grande investimento em produtos que não dão bom retorno financeiro.

Hoje em dia, e para que se alcance uma rentabilidade atrativa, é necessário focar em itens capazes de reduzir o custo médio do produto vendido e que, ao mesmo tempo, tenham uma certa facilidade operacional.

Podemos dizer que o uso da curva ABC se transforma em uma vantagem competitiva no mercado, especialmente porque essa ferramenta ajuda a evidenciar matematicamente todas essas questões abordadas.

Assim que decidir investir na curva ABC, ainda será possível desfrutar de outros pontos positivos. A seguir, listamos os principais deles:

  • possibilidade de fazer a reposição de estoque de acordo com a sua realidade de vendas;
  • capacidade de reduzir desperdícios;
  • oportunidade de realizar investimentos com inteligência;
  • aumento da lucratividade;
  • facilidade em avaliar os impactos financeiros;
  • possibilidade de criar estratégias eficientes para o capital de giro e fluxo de caixa.

Como fazer a curva ABC?

A curva ABC pode ser aplicada em qualquer segmento do mercado — sem nenhuma distinção. Uma vez ativa, ela ajudará a manter a atenção e o foco do negócio, auxiliando em diferentes processos. Na panificação, existem casos em que essa alternativa pode apresentar 3 frentes, sendo:

  1. produtos em que o custo de matéria-prima é baixo e a sua aquisição é fácil. Apesar de apresentar certa complexidade, a produção não é muito difícil, contando com uma boa margem de lucro e excelente saída. Exemplo disso é o pão francês;
  2. por outro lado, existem os itens de matéria-prima com custo elevado, apresentando uma produção complexa e que, muitas vezes, não oferecem o retorno desejado. Nessas situações, a melhor saída é retirar o produto de linha ou terceirizar a produção;
  3. existe também mais uma opção, que é quando os produtos apresentam um custo elevado, mas o empresário consegue manter uma boa margem de lucro — o chamado “preço prêmio”. Em resumo, são itens com um valor maior, mas que o consumidor paga sem fazer questionamentos. Esse cenário é muito comum nas chamadas confeitarias finas.

Com essas informações em mente, você já terá uma boa base para criar a sua curva ABC. Esse processo pode ser realizado, primeiramente, escolhendo os itens que podem ser eliminados do seu portfólio e aqueles que merecem ser mantidos; ou seja, apostando em uma análise estratégica muito bem detalhada.

Ainda é interessante descartar os produtos que não geram lucratividade interessante para o empreendimento. Industrializados em excesso, comodatos e produções de terceiros devem entrar nessa relação.

Em uma padaria, tal metodologia pode ser aplicada para evitar o excessivo número de produtos de alto custo, com baixa lucratividade, difícil administração e com prejuízo evidente. Os resultados dessa ação, certamente, serão surpreendentes.

E então, gostou de conhecer mais sobre a curva ABC e como essa estratégia pode ser vantajosa para o seu negócio? Aproveite a leitura e assine também a nossa newsletter. De tempos em tempos, enviaremos notícias, dicas e informações relevantes para o seu sucesso. Até mais!

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