Custos da cozinha: como os fornos combinados ajudam reduzi-los

Prática • January 11, 2023
Três fornos estão alinhados em uma fileira com um fundo vermelho.

Os custos da cozinha profissional vão além da compra de ingredientes.


Energia, água, mão de obra, manutenção, equipamentos e desperdícios também influenciam o valor de cada refeição produzida e a rentabilidade do negócio.


Uma das maneiras de controlar essas despesas é avaliar como os alimentos são preparados.


Processos demorados, equipamentos subutilizados e perdas durante a cocção podem elevar os gastos sem necessariamente aumentar a produção.


Nesse cenário, os fornos combinados oferecem alternativas para reduzir despesas ao reunir diferentes métodos de cocção, permitir ajustes precisos de temperatura e umidade e automatizar determinadas etapas.


Entretanto, a economia depende do volume de refeições, do cardápio, da capacidade utilizada e dos processos substituídos.


Entenda onde estão as principais oportunidades e como avaliar os resultados.


Quais são os principais custos de uma cozinha profissional?


As despesas de uma cozinha podem ser classificadas como fixas ou variáveis, diretas ou indiretas.


Conhecer essas diferenças ajuda a identificar quais gastos acompanham o volume de produção e quais permanecem mesmo nos períodos de menor movimento.


Entre os principais custos estão:


  • Ingredientes: alimentos utilizados nas receitas, incluindo perdas no armazenamento, preparo e cocção.
  • Energia elétrica e gás: recursos consumidos pelos equipamentos durante o funcionamento.
  • Água: utilizada na preparação dos alimentos, higienização e demais atividades.
  • Mão de obra: salários, encargos e horas necessárias para executar as operações.
  • Equipamentos: aquisição, instalação, depreciação e manutenção.
  • Produtos de limpeza: detergentes, desengordurantes, descalcificantes e outros insumos.
  • Estrutura física: aluguel, ocupação da área e infraestrutura necessária.


O impacto de cada despesa varia conforme o tipo de estabelecimento.


Uma cozinha industrial que produz centenas de refeições por turno possui necessidades diferentes das de um restaurante com cardápio à la carte.


Por isso, reduzir custos não significa simplesmente comprar menos ou diminuir a equipe, mas identificar onde existem perdas, ociosidade e consumo desnecessário de recursos.


Como os fornos combinados ajudam a reduzir despesas?


Os fornos combinados utilizam circulação de ar quente, vapor ou a combinação dos dois sistemas para executar diferentes métodos de cocção.


Essa versatilidade permite assar, cozinhar, grelhar, gratinar, regenerar e preparar determinados alimentos com pouco óleo, utilizando um único equipamento.


A principal vantagem financeira está na possibilidade de reorganizar processos que antes dependiam de fogões, panelas, fritadeiras, chapas e outros aparelhos.


Isso não significa que todos possam ser eliminados.


A substituição depende das características do cardápio, da capacidade produtiva e das necessidades de cada operação.


Para compreender melhor os recursos disponíveis, consulte o artigo sobre o que é forno combinado e quais são suas funções.


Menor investimento em equipamentos auxiliares


Uma cozinha com vários aparelhos precisa considerar não apenas o preço de aquisição, mas também instalações, manutenção, peças de reposição e espaço ocupado.


Ao concentrar diferentes preparos no forno combinado, o estabelecimento pode diminuir a necessidade de alguns desses recursos.


Por outro lado, a compra exige avaliar a demanda nos horários de pico.


Um equipamento com capacidade insuficiente pode criar gargalos, enquanto um modelo superdimensionado tende a apresentar maior ociosidade.


O dimensionamento adequado é fundamental para que a versatilidade se converta em benefício financeiro.


Consumo de energia, gás e água na cocção


O gasto energético de uma cozinha depende da potência dos equipamentos, do tempo de funcionamento e da frequência de utilização.


Fogões, chapas e fritadeiras podem permanecer aquecidos durante períodos de baixa demanda, consumindo recursos mesmo quando não estão produzindo alimentos.


Nos fornos combinados, sistemas de controle ajustam o funcionamento conforme os parâmetros selecionados.


Dependendo do modelo, também existem recursos de gerenciamento de umidade, programação de receitas e aproveitamento do calor.


A linha C-MAX EVO da Prática, por exemplo, oferece controle de cocção e diferentes capacidades para atender às necessidades de produção.


Entretanto, menor tempo de preparo não significa necessariamente menor consumo de energia.


A comparação deve considerar a quantidade produzida e o gasto efetivo em cada processo.


Como comparar o consumo energético?


Uma maneira de avaliar o desempenho é calcular a energia utilizada por porção.


Em equipamentos elétricos, o consumo pode ser medido em quilowatt-hora (kWh).


Dividindo esse valor pela quantidade de refeições produzidas, obtém-se um indicador que permite comparar operações semelhantes.


Por exemplo, se uma preparação consumir 6 kWh para produzir 60 porções, o resultado será de 0,1 kWh por porção.


Esse é um exemplo ilustrativo, não um dado de consumo de um forno específico.


Nos modelos a gás, a análise deve considerar o combustível utilizado e seu consumo durante o ciclo.


Economia de água no preparo dos alimentos


A cocção em vapor também pode reduzir a necessidade de grandes volumes de água.


Legumes e ovos, por exemplo, podem ser preparados sem permanecer submersos em panelas.


Isso evita parte da água utilizada no enchimento dos recipientes e no descarte após o cozimento.


O benefício depende da receita, da quantidade produzida e do sistema de geração de vapor do equipamento.


A comparação deve incluir também a água consumida na higienização, para que a avaliação represente o funcionamento da cozinha como um todo.


Como diminuir perdas de ingredientes e óleo?


O desperdício de alimentos afeta diretamente o custo das refeições.


Produtos que perdem peso excessivamente, passam do ponto ou precisam ser descartados representam gastos que nem sempre aparecem de maneira evidente no controle financeiro.


Nos métodos convencionais, variações de temperatura e tempo podem comprometer o rendimento, especialmente em preparações sensíveis.


O forno combinado permite programar parâmetros de cocção e, nos modelos equipados com sonda de núcleo, acompanhar a temperatura interna dos alimentos.


Esse controle pode ajudar a obter resultados consistentes e evitar perdas associadas ao cozimento excessivo.


Rendimento de carnes e vegetais


Durante a cocção, as proteínas perdem parte de sua água e gordura.


A intensidade dessa redução varia conforme o corte, a temperatura, o método utilizado e o ponto desejado.


Para avaliar o rendimento, basta comparar o peso inicial com o peso após o preparo.


Considere uma peça de carne com 10 kg antes da cocção:


  • Com perda de 30%, o rendimento será de 7 kg.
  • Com perda de 20%, o rendimento será de 8 kg.


Nesse exemplo hipotético, a diferença representa 1 kg adicional de alimento pronto para servir.


Isso não significa que um forno combinado sempre produza esses percentuais.


O exemplo demonstra como pequenas diferenças de rendimento podem afetar o custo final.


No preparo de vegetais, o controle do vapor e do tempo também ajuda a preservar a estrutura dos alimentos, evitando que fiquem excessivamente macios e se desfaçam durante o manuseio.


Redução do consumo de óleo


Fritadeiras por imersão exigem uma quantidade de óleo suficiente para cobrir os alimentos.


Além da compra desse insumo, existem despesas com filtragem, substituição, limpeza e descarte.


Em um forno combinado, determinados produtos podem ser preparados com pequenas quantidades de gordura ou até sem adição de óleo, dependendo da receita e do resultado desejado.


Batatas pré-fritas, empanados adequados ao forno e alguns vegetais são exemplos de aplicações possíveis.


É importante considerar que o acabamento pode ser diferente daquele obtido na fritura por imersão.


A escolha do processo deve levar em conta as características esperadas pelo consumidor.


Para conhecer essas diferenças, leia sobre as vantagens do forno combinado na preparação de frituras.


Produtividade e aproveitamento da mão de obra


Em cozinhas profissionais, parte do tempo da equipe é dedicada a acompanhar panelas, verificar o ponto dos alimentos, ajustar temperaturas e movimentar preparações entre equipamentos.


Os fornos combinados programáveis permitem automatizar determinadas etapas, diminuindo a necessidade de intervenções constantes.


Com receitas previamente configuradas, o operador seleciona os parâmetros e acompanha o processo por meio dos recursos disponíveis no painel.


Isso permite distribuir melhor as atividades da equipe, especialmente em operações com grande volume de refeições.


A linha TSi da Prática oferece funções como cocção múltipla, programação de receitas e controle do ponto dos alimentos.


Preparações simultâneas devem respeitar a compatibilidade de função e temperatura, além dos requisitos de segurança dos alimentos.


Produção antecipada e atendimento à demanda


Outra possibilidade é organizar parte do cardápio antes dos horários de maior movimento.


Em sistemas de produção antecipada, os alimentos são preparados, resfriados rapidamente e armazenados sob condições controladas para posterior regeneração.


Esse processo permite distribuir a carga de trabalho ao longo do dia e preparar quantidades conforme a previsão de vendas.


Entretanto, sua implantação exige equipamentos apropriados, procedimentos de segurança dos alimentos e controle rigoroso de tempo e temperatura.


Entenda como funciona o sistema Cook and Chill e suas aplicações na produção profissional.


Aproveitamento do espaço e dos utensílios


O espaço ocupado pelos equipamentos representa um custo importante, especialmente em estabelecimentos com áreas de produção reduzidas.


Além da dimensão física dos aparelhos, é necessário considerar circulação, ventilação, instalações e condições de segurança.


A utilização de um forno combinado pode diminuir a quantidade de equipamentos auxiliares e facilitar a organização do ambiente.


Modelos compactos, como o C-MAX 6 Gourmet, são desenvolvidos para operações que precisam reunir diferentes métodos de cocção em uma área menor.


Padronização dos recipientes


Outro aspecto é a utilização de gastronorms, recipientes padronizados conhecidos como GNs.


Disponíveis em diferentes dimensões, profundidades e materiais, elas podem ser utilizadas em diversas etapas, conforme sua compatibilidade com cada equipamento.


Nas versões apropriadas, permitem cozinhar, transportar, armazenar e até servir alimentos sem transferências desnecessárias entre recipientes.


Isso facilita a organização e pode diminuir a quantidade de utensílios utilizados.


Saiba o que são gastronorms e como utilizá-las na cozinha profissional.


Quanto custa higienizar e manter um forno combinado?


 limpeza dos equipamentos também envolve despesas com água, produtos químicos, tempo de trabalho e manutenção.


Nos fornos combinados que possuem higienização automática, os programas de lavagem controlam etapas do processo conforme as funções disponíveis.


Alguns modelos indicam a quantidade de produtos necessária de acordo com o nível de sujidade, evitando dosagens arbitrárias.


A economia, porém, deve ser avaliada considerando a frequência de limpeza, o programa utilizado e o consumo de insumos.


A higienização automática não elimina os cuidados com componentes externos, inspeções e procedimentos previstos pelo fabricante.


Para entender as diferenças entre os sistemas, consulte o artigo sobre higienização de fornos combinados


Manutenção preventiva e vida útil


A avaliação financeira também deve incluir manutenção preventiva, substituição de componentes e eventuais períodos de indisponibilidade.


A limpeza adequada, o tratamento da água quando necessário e o cumprimento das orientações técnicas contribuem para preservar as condições de funcionamento.


Negligenciar esses cuidados pode gerar despesas com reparos e interrupções na produção.


Portanto, o custo de um equipamento não termina na aquisição.


Ele acompanha toda a sua vida útil.


Como calcular a economia por porção produzida?


Para identificar se uma mudança no processo de produção realmente reduz as despesas, é necessário comparar os custos de operações equivalentes.


Um dos indicadores utilizados é o custo operacional por porção, que considera gastos com ingredientes, energia, água, produtos de limpeza, perdas e mão de obra diretamente envolvida.


Imagine uma cozinha profissional que prepara 200 refeições por lote.


No processo atual, o custo total é de R$ 1.000, equivalente a R$ 5,00 por porção.


Após mudanças nos métodos de preparo, esse valor cai para R$ 900, mantendo a mesma quantidade de refeições.


Assim, o custo unitário passa para R$ 4,50.


A diferença representa uma economia de R$ 0,50 por refeição, ou 10% dos custos operacionais considerados.


Se o estabelecimento produzir 4.000 refeições mensais nas mesmas condições, a redução poderá chegar a R$ 2.000 por mês.


Os valores são hipotéticos e servem apenas para demonstrar o cálculo, não representando resultados medidos em equipamentos Prática.


É importante observar que a diminuição do tempo dedicado a determinadas atividades não significa necessariamente uma redução na folha de pagamento.


O benefício também pode estar na capacidade de produzir e atender maior demanda com a mesma equipe.


Para obter uma comparação confiável, os dois processos devem entregar alimentos equivalentes em quantidade, qualidade e condições de segurança.


Quando vale a pena investir em um forno combinado?


O investimento deve ser avaliado a partir das necessidades reais do estabelecimento.


Um forno combinado tende a oferecer oportunidades de economia quando existe demanda suficiente para utilizar sua capacidade, processos que podem ser substituídos e possibilidade de diminuir perdas ou atividades repetitivas.


Antes da compra, é importante verificar:


  • Quantidade de refeições produzidas por turno.
  • Tipos de preparações e métodos de cocção necessários.
  • Consumo atual de água, energia e gás.
  • Rendimento dos ingredientes após o preparo.
  • Espaço disponível e infraestrutura de instalação.
  • Investimento inicial, acessórios e manutenção.
  • Possibilidade de ampliar a produção sem aumentar proporcionalmente os recursos utilizados.


Como estimar o retorno do investimento?


Uma estimativa inicial do prazo de retorno pode ser obtida dividindo o investimento pelo benefício financeiro líquido mensal.


Por exemplo, um investimento de R$ 60 mil que gere economia líquida de R$ 3 mil por mês teria retorno simples estimado em 20 meses.


Esse cálculo pressupõe resultados constantes e não considera, isoladamente, o valor do dinheiro no tempo.


Também exige que os custos adicionais de operação e manutenção já tenham sido descontados da economia mensal.


A análise deve incluir o valor residual dos equipamentos substituídos, eventuais adaptações de infraestrutura e os custos financeiros da aquisição.


Dessa forma, o gestor consegue avaliar o investimento com base em números, e não apenas nas funcionalidades oferecidas.


Perguntas frequentes sobre custos da cozinha


O forno combinado realmente reduz os custos de um restaurante?


Pode reduzir despesas ao substituir determinados processos, melhorar o rendimento dos alimentos e diminuir o consumo de alguns insumos.


A economia depende da demanda, do cardápio, do dimensionamento e da forma de utilização do equipamento.


O forno combinado consome menos energia que um fogão?


Não necessariamente em todas as situações.


A comparação deve considerar o consumo total de energia ou combustível, o tempo de funcionamento e a quantidade de alimentos preparados.


O indicador mais útil é o custo energético por porção equivalente.


Em quanto tempo um forno combinado se paga?


O prazo varia conforme o investimento inicial e os benefícios financeiros efetivamente obtidos.


Para estimar o retorno, é necessário calcular a economia líquida mensal, incluindo as despesas adicionais associadas ao novo equipamento.


Como avaliar os custos da sua operação


Controlar os custos da cozinha profissional exige acompanhar o consumo de recursos, o rendimento dos ingredientes e a produtividade dos processos.


Os fornos combinados podem contribuir para esse controle ao reunir diferentes métodos de cocção, automatizar etapas e oferecer condições para uma produção padronizada.


O resultado financeiro, entretanto, depende da escolha do equipamento adequado e da utilização de seus recursos conforme as necessidades do estabelecimento.



Conheça os fornos combinados da Prática e avalie as opções de capacidade, funcionalidades e configuração disponíveis para sua cozinha.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.