Refeições rápidas em hotelaria: veja como implementar o sistema

Prática • January 25, 2023
Uma bandeja de madeira com uma cúpula de metal em cima.

Oferecer refeições rápidas em hotéis não exige, necessariamente, manter uma cozinha completa em funcionamento durante todo o período de atendimento.


Com um cardápio adequado, armazenamento refrigerado ou congelado e equipamentos de finalização, é possível atender pedidos em horários de menor movimento ou quando o restaurante está fechado.


Esse modelo pode ser adotado em hotéis, pousadas e hostels que desejam disponibilizar lanches, pequenas refeições e opções de room service sem ampliar significativamente a área destinada à produção.


O formato da operação depende do cardápio, do volume de pedidos, dos horários de atendimento e do nível de produção realizado no próprio estabelecimento.


Como oferecer refeições rápidas em hotéis?


Uma possibilidade é trabalhar com alimentos pré-preparados, resfriados ou congelados e realizar a finalização conforme os pedidos.


Nesse cenário, os Speed Ovens podem atender operações que precisam preparar alimentos rapidamente e em espaços compactos.


Os equipamentos combinam fontes de calor para aquecer e finalizar os produtos.


Dependendo do alimento e da receita programada, é possível trabalhar características como temperatura interna, douramento, tostagem e crocância.


Além do atendimento sob demanda, esse modelo reduz a necessidade de manter diversos produtos prontos aguardando consumo.


O que são Speed Ovens?


Speed Ovens são fornos de finalização ultrarrápida desenvolvidos para preparar produtos em ciclos curtos.


Modelos da linha FIT utilizam micro-ondas e ar impingido, com controle dos parâmetros de preparo.


A programação de receitas ajuda a manter resultados consistentes entre diferentes operadores e períodos de atendimento.


Essa característica pode ser especialmente útil em hotéis que atendem pedidos fora do horário de funcionamento do restaurante ou mantêm um cardápio específico para o serviço de quarto.


A instalação deve considerar as características do modelo escolhido e as exigências aplicáveis ao estabelecimento.


Equipamentos com sistema Ventless podem dispensar exaustão conforme suas especificações, certificações e condições de instalação.


Quais refeições rápidas podem ser servidas?


A escolha depende do cardápio e da estrutura disponível.


Produtos pré-assados, pré-cozidos, pré-fritos, refrigerados ou congelados podem compor diferentes formatos de atendimento.


Entre as possibilidades estão:


  1. Sanduíches quentes: preparados com proteínas previamente cozidas, queijos, molhos e diferentes tipos de pães.
  2. Massas: porções previamente preparadas acompanhadas de molhos e queijos.
  3. Sopas e caldos: produzidos no estabelecimento ou adquiridos de fornecedores e armazenados adequadamente.
  4. Pequenas refeições: combinações de proteínas, arroz, legumes, molhos e outros acompanhamentos.
  5. Salgados: produtos pré-assados ou pré-fritos finalizados conforme a demanda.
  6. Sobremesas: itens cuja receita e características sejam compatíveis com o equipamento utilizado.


A definição dos itens precisa considerar dimensões, porcionamento, armazenamento, tempo de atendimento e resultado esperado após a finalização.


Para operações que desejam compreender melhor a relação entre produção antecipada e atendimento aos quartos, veja também o artigo sobre room service em hotéis.


3 layouts para refeições rápidas em hotéis


Não existe uma única configuração de cozinha adequada a todos os empreendimentos.


Uma pousada com poucos pedidos noturnos tem necessidades diferentes das de um hotel que produz refeições completas.


Três configurações ajudam a visualizar essas diferenças.


1. Ponto de finalização rápida


Equipamentos


  • Freezer ou módulo para congelados
  • Geladeira ou módulo refrigerado
  • Speed Oven


Produção


Os produtos podem ser adquiridos de fornecedores já pré-preparados e armazenados de acordo com suas especificações.


Operação


Os itens necessários para o atendimento são organizados conforme o planejamento da operação.


Quando chega um pedido, o colaborador realiza a montagem e a finalização antes do envio ao quarto ou à área de consumo.


Todo o fluxo entre armazenamento, descongelamento, refrigeração, manipulação e finalização deve seguir os procedimentos definidos para segurança dos alimentos.


Indicação


Pode atender hostels, pousadas, hotéis de menor porte e empreendimentos que não desejam manter uma cozinha completa funcionando durante determinados períodos.


Principal benefício


Permite trabalhar com um cardápio enxuto e uma estrutura compacta.


2. Microcozinha de finalização


Equipamentos


  • Freezer ou módulo para congelados
  • Geladeira ou módulo refrigerado
  • Speed Oven
  • Fogão de duas bocas ou cooktop


Produção


Além de utilizar produtos pré-preparados, o estabelecimento pode produzir alguns componentes no local, como molhos e acompanhamentos.


Operação


A estrutura permite combinar itens armazenados com preparações feitas no próprio hotel. Assim, o cardápio pode incluir opções que exigem etapas adicionais antes da finalização.


Indicação


Pode ser utilizada em pousadas e hotéis que mantêm produção parcial de alimentos.


Principal benefício


Amplia as possibilidades de cardápio sem exigir a estrutura de uma cozinha de maior capacidade.


3. Microcozinha funcional


Equipamentos


  • Freezer ou módulo para congelados
  • Geladeira ou módulo refrigerado
  • Speed Oven
  • Forno combinado
  • Ultracongelador
  • Fogão ou cooktop, quando necessário ao cardápio


Produção


Essa configuração permite preparar alimentos no próprio estabelecimento, realizar produção antecipada, resfriar ou congelar produtos e finalizar as porções conforme a demanda.


Operação


O hotel pode combinar produção própria com itens adquiridos de fornecedores.


O planejamento antecipado também permite concentrar determinadas etapas em horários definidos e organizar a finalização durante o serviço.


O Cook and Chill aplicado à hotelaria é uma das possibilidades para operações que trabalham com produção antecipada.


Indicação


Hotéis que oferecem cardápios maiores e precisam produzir parte relevante dos alimentos no próprio estabelecimento.


Principal benefício


Permite trabalhar com produção antecipada e maior variedade de preparações.


Como escolher a estrutura adequada?


O dimensionamento deve começar pelo serviço que o hotel pretende oferecer, e não pela quantidade de equipamentos.


Avalie:


  • número médio de pedidos por período;
  • horários de maior demanda;
  • funcionamento ou não do restaurante durante a noite;
  • tamanho do cardápio;
  • proporção entre produtos próprios e adquiridos de fornecedores;
  • espaço disponível;
  • capacidade de armazenamento refrigerado e congelado;
  • quantidade de colaboradores por turno;
  • tempo desejado entre pedido e entrega;
  • processos necessários para manter a segurança dos alimentos.


Um estabelecimento com poucos pedidos após o fechamento do restaurante pode trabalhar com uma estrutura bastante diferente daquela necessária para um hotel com room service durante todo o dia.


Como implementar refeições rápidas em um hotel?


Depois de definir o modelo operacional, algumas etapas ajudam a organizar a implantação.


Defina o cardápio


Comece pelos produtos que realmente atendem ao perfil dos hóspedes e aos horários em que o serviço será oferecido.


Um menu reduzido pode facilitar estoque, treinamento, montagem e controle dos processos.


Avalie os fornecedores


Para produtos adquiridos de terceiros, considere regularidade de fornecimento, padrão dos itens, armazenamento exigido, custo e adequação ao processo de finalização.


Desenvolva as receitas


Cada produto precisa ter parâmetros definidos de preparo.


Nos equipamentos programáveis, as receitas podem ser armazenadas para facilitar a repetibilidade durante o atendimento.


Estabeleça os procedimentos operacionais


Documente recebimento, armazenamento, manipulação, descongelamento quando aplicável, montagem, finalização, higienização e entrega.


Os procedimentos devem atender às exigências sanitárias aplicáveis ao estabelecimento e contemplar a segurança dos alimentos durante todo o fluxo.


Treine a equipe


Os colaboradores precisam conhecer o cardápio, os procedimentos definidos e a operação correta dos equipamentos.


Recepção e room service também devem conhecer opções disponíveis, horários, preços e previsão de entrega para transmitir informações corretas aos hóspedes.


Planeje a entrega


A velocidade de finalização perde relevância se o pedido permanecer aguardando retirada.


Por isso, o fluxo entre produção e entrega precisa fazer parte do planejamento, principalmente quando quartos e cozinha estão distantes.


Como os Speed Ovens podem entrar na operação?


A escolha deve considerar volume de pedidos, dimensões dos alimentos, cardápio, espaço disponível e infraestrutura elétrica.


A linha FIT possui modelos destinados a diferentes perfis de produção. Entre eles estão FIT Lite, FIT Express, FIT XL e FIT ST.


Em vez de dimensionar o equipamento apenas pela velocidade de preparo, é importante avaliar a demanda nos horários de pico e os produtos que ocuparão a câmara.


Para hotéis com menu variado e demanda elevada, por exemplo, o FIT Express pode ser avaliado conforme as características da operação.


Estabelecimentos que trabalham com produtos maiores ou precisam de maior capacidade interna podem analisar outros modelos da linha.


Apresentação e montagem dos pedidos


Rapidez não é o único aspecto relevante no serviço de refeições.


Porcionamento, montagem, acompanhamentos, embalagem e transporte até o quarto interferem no resultado recebido pelo hóspede.


Produtos que dependem de crocância, tostagem ou temperatura precisam ser enviados logo após a finalização.


Saladas, molhos e componentes frios podem exigir acondicionamento separado para preservar suas características.


O padrão de montagem também deve fazer parte dos procedimentos definidos para cada item.


Perguntas frequentes sobre refeições rápidas em hotéis


É possível oferecer refeições sem manter uma cozinha completa aberta?


Sim. Dependendo do cardápio e do volume de pedidos, o hotel pode trabalhar com produtos pré-preparados e uma estrutura destinada ao armazenamento, montagem e finalização.


O dimensionamento precisa considerar os processos necessários e as exigências sanitárias aplicáveis.


O que servir no room service de um hotel?


Sanduíches, pequenas refeições, massas, sopas, caldos, salgados e sobremesas são algumas possibilidades.


A escolha deve considerar o perfil dos hóspedes, os horários de atendimento, o armazenamento e a estrutura disponível.


Qual equipamento pode ser usado para refeições rápidas?


A escolha depende do alimento e do resultado desejado.


Speed Ovens podem ser utilizados para produtos que precisam de aquecimento associado a características como tostagem, douramento ou crocância.


Operações com produção própria e cardápios maiores podem exigir também forno combinado, ultracongelador e outros equipamentos.


Speed Oven precisa de coifa?


Depende do modelo, da certificação, da aplicação e das condições de instalação.


Alguns Speed Ovens possuem sistema Ventless e podem dispensar exaustão conforme as especificações do fabricante e os requisitos aplicáveis ao local.


Como organizar refeições durante a madrugada?


Uma alternativa é definir um cardápio específico para esse período, manter os produtos armazenados nas condições adequadas e finalizar os pedidos conforme a demanda.


O fluxo precisa contemplar montagem, preparo, entrega e segurança dos alimentos.


Como reduzir o tempo entre o pedido e a entrega?


Além de escolher processos de finalização compatíveis com a demanda, é necessário organizar estoque, mise en place, receitas programadas, responsabilidades da equipe e transporte até o quarto.


O tempo total deve considerar todo o percurso do pedido, não apenas o ciclo de preparo.


Qual modelo funciona para o seu hotel?


Refeições rápidas podem ser estruturadas desde um ponto compacto de finalização até uma microcozinha capaz de produzir antecipadamente e atender um cardápio maior.


A decisão depende principalmente do número de pedidos, horários de atendimento, variedade desejada, produção própria, espaço e equipe disponível.


Antes de definir a estrutura, mapeie o fluxo desde o armazenamento até a entrega ao hóspede.


A partir desse diagnóstico, fica mais fácil dimensionar os equipamentos e organizar uma operação compatível com a demanda.


Para ampliar o planejamento da operação, veja também como a alimentação hoteleira pode atender diferentes níveis de demanda.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.