Equipamentos para pães artesanais: veja os mais adequados

Prática • March 15, 2021
Um monte de pãezinhos estão cozinhando no forno

Produzir pães artesanais comercialmente exige controle das diferentes etapas, desde o preparo da massa até o forneamento.


Amassadeiras espirais, divisoras, câmaras de fermentação e fornos profissionais estão entre os principais equipamentos utilizados nesse tipo de operação.


A configuração depende do volume diário, das características das receitas, da hidratação das massas, dos processos de fermentação e da variedade oferecida.


Por isso, a escolha deve considerar toda a produção, evitando gargalos entre uma etapa e outra.


Além da capacidade, recursos de programação e controle ajudam a manter parâmetros definidos para cada receita, reduzir variações entre lotes e organizar melhor o trabalho da equipe.


Quais equipamentos são usados em pães artesanais?


Uma padaria artesanal pode utilizar diferentes equipamentos conforme seu perfil de produção.


Entre os principais estão:


  • amassadeira espiral;
  • divisora de massa;
  • câmara de fermentação;
  • forno profissional.


Modeladoras, cilindros e outros recursos podem ser acrescentados conforme os tipos de produtos e o nível de automação necessário.


Para conhecer outras possibilidades, veja também o artigo sobre equipamentos para padaria.


Amassadeira espiral para preparo das massas


O amassamento interfere na incorporação dos ingredientes, na formação da rede de glúten e na temperatura final da massa.


Em uma produção comercial, também é necessário processar quantidades compatíveis com a demanda sem depender de sucessivos preparos pequenos.


As amassadeiras espirais são desenvolvidas para massas de panificação.


O movimento da espiral e da bacia favorece a mistura dos ingredientes e a absorção de água pela farinha, ao mesmo tempo que ajuda a evitar o superaquecimento durante o processo.


Esse aspecto ganha importância em receitas com maior hidratação, comuns em determinados pães artesanais.


A amassadeira espiral AE25, por exemplo, possui capacidade máxima de 25 kg e mínima de 2,5 kg de massa. Seu painel permite programar o processo com duas velocidades.


O dimensionamento deve considerar a quantidade de massa preparada em cada lote, a frequência dos ciclos e a produção prevista para os horários de maior demanda. Comprar apenas pela capacidade máxima pode resultar em um equipamento incompatível com os lotes normalmente processados.


Divisoras ajudam no controle das porções


Depois do preparo, a massa precisa ser dividida de acordo com a gramatura definida para cada produto.


Quando essa etapa depende exclusivamente do trabalho manual, podem ocorrer diferenças de peso entre as unidades.


Além de afetar o tamanho dos pães, essas variações interferem no rendimento da receita, nos custos e na regularidade do forneamento.


As divisoras de massa permitem trabalhar com diferentes capacidades e níveis de automação.


Há modelos manuais, divisoras boleadoras e soluções volumétricas para produções contínuas.


A escolha depende das características da massa, gramaturas utilizadas, quantidade produzida e formato desejado.


Nem toda padaria artesanal precisa do mesmo nível de automação.


Em operações que processam volumes maiores, a divisão mecanizada também reduz o tempo dedicado à pesagem individual e facilita a organização dos lotes seguintes.


Câmara controla temperatura, umidade e tempo


A fermentação é sensível às condições ambientais.


Alterações de temperatura e umidade podem modificar a velocidade de desenvolvimento da massa e dificultar a previsão dos horários de forneamento.


A câmara de fermentação cria um ambiente controlado para essa etapa.


Dependendo do equipamento e da receita, é possível acelerar ou retardar o processo, trabalhar com fermentação a frio e programar ciclos antecipadamente.


A câmara de fermentação CFCK20 trabalha entre 2 °C e 40 °C e possui controle de umidade em quatro níveis.


Sua capacidade é de 40 assadeiras de 40 × 60 cm ou 20 níveis de 80 × 60 cm.


O recurso Padeiro Noturno permite programar o início automático do processo.


Dessa forma, a produção pode ser organizada para que determinados produtos estejam preparados para as etapas seguintes no horário planejado.


Esse controle é especialmente relevante quando a operação trabalha com fermentações prolongadas ou precisa distribuir a produção ao longo de diferentes períodos.


O tamanho da fermentadora também precisa acompanhar os demais equipamentos.


Peso dos produtos, crescimento da massa, unidades por assadeira, duração dos ciclos e demanda diária estão entre os fatores que devem entrar no cálculo. Veja como dimensionar câmaras de fermentação.


Qual forno usar para pães artesanais?


O forno influencia expansão, formação da crosta, coloração, textura e regularidade entre as fornadas.


Por isso, a escolha não deve ser feita somente pela quantidade de assadeiras que cabem na câmara.


É importante considerar:


  • tipos e tamanhos dos pães;
  • temperaturas utilizadas;
  • necessidade de vapor;
  • capacidade por fornada;
  • quantidade de ciclos diários;
  • recuperação térmica;
  • programação disponível;
  • espaço e infraestrutura para instalação.


A Prática possui diferentes fornos de panificação, incluindo modelos de convecção, turbo, lastro, vitrine e rotativos.


Os fornos de lastro são uma possibilidade para produções que trabalham com pães de características específicas.


Já os modelos de convecção atendem diferentes aplicações de panificação e confeitaria, inclusive operações compactas e pontos quentes.


A definição deve partir do produto e do processo.


Um equipamento adequado para determinado mix pode não apresentar a mesma relação entre capacidade e resultado em outra operação.


Antes da aquisição, também é necessário verificar instalação elétrica ou de gás, ventilação, espaço técnico e condições indicadas pelo fabricante. Confira outros cuidados na escolha, instalação e uso de fornos de panificação.


Como dimensionar os equipamentos da produção?


Dimensionar uma padaria artesanal significa analisar a capacidade do conjunto, e não apenas de cada máquina isoladamente.


Se a amassadeira preparar um volume muito superior ao que a fermentadora comporta, haverá espera entre as etapas.


Da mesma forma, uma grande capacidade de fermentação não resolve a produção quando o forno não consegue absorver os lotes no ritmo necessário.


Antes de escolher os equipamentos, levante:


  • quantidade de produtos por dia;
  • peso médio de cada unidade;
  • variedade de receitas;
  • tamanho dos lotes;
  • duração de cada processo;
  • número de fornadas;
  • horários de maior demanda;
  • capacidade das assadeiras;
  • espaço disponível para produção;
  • infraestrutura elétrica ou de gás.


Também é recomendável considerar alguma margem de capacidade para variações de demanda.


Um equipamento que já trabalha próximo ao limite desde o início pode criar gargalos quando a produção aumenta.


Organize o fluxo completo da produção


Os equipamentos precisam funcionar como partes de um mesmo processo.


De forma simplificada, o fluxo pode seguir:


pesagem dos ingredientes → amassamento → divisão → modelagem → fermentação → forneamento → resfriamento


O processo muda conforme o produto.


Algumas receitas passam por fermentações intermediárias, dobras, descansos, modelagem manual ou outras etapas específicas.


O importante é identificar quanto tempo e capacidade cada fase exige.


Esse mapeamento ajuda a avaliar onde o trabalho manual é desejável pelas características do produto e onde a automação pode reduzir tarefas repetitivas, variações de processo e gargalos.


Quem está estruturando uma nova operação pode aprofundar esse planejamento no artigo sobre como montar uma padaria.


Equipamentos domésticos servem para produção comercial?


Equipamentos domésticos são projetados para condições diferentes das encontradas em uma produção comercial contínua.


Uma pequena produção pode começar com volumes reduzidos, mas o crescimento da demanda altera a quantidade de massa processada, a frequência dos ciclos e o tempo disponível entre as etapas.


Nessa situação, sucessivos lotes pequenos podem ocupar muitas horas de trabalho e criar limitações de capacidade.


A decisão de migrar para equipamentos profissionais deve considerar demanda, frequência de utilização, capacidade necessária e perspectiva de crescimento.


Veja também os impactos do subdimensionamento de equipamentos.


Perguntas frequentes sobre equipamentos para pães artesanais


Quais são os principais equipamentos para produzir pães artesanais?


Amassadeira espiral, divisora, câmara de fermentação e forno profissional estão entre os principais.


A necessidade de modeladoras, cilindros e outros equipamentos depende dos produtos, do volume e do processo adotado.


Qual a diferença entre batedeira e amassadeira espiral?


A batedeira planetária atende diversas preparações e aplicações de confeitaria.


A amassadeira espiral é desenvolvida especificamente para massas de panificação e utiliza o movimento da espiral e da bacia para trabalhar a massa.


Para que serve uma câmara de fermentação?


Ela controla as condições ambientais durante a fermentação.


Dependendo do modelo, permite regular temperatura e umidade, acelerar ou retardar o processo e programar ciclos.


Qual forno é indicado para pão artesanal?


A escolha depende do tipo de pão, temperatura de trabalho, necessidade de vapor, volume por fornada e características desejadas no produto.


Fornos de lastro, convecção, turbo e outras tecnologias atendem aplicações distintas.


Como escolher a capacidade dos equipamentos?


Calcule a produção diária e os lotes processados em cada etapa.


Amassadeira, divisão, fermentação e forno devem apresentar capacidades compatíveis para evitar períodos de espera e ociosidade.


Uma pequena padaria precisa de equipamentos profissionais?


O tamanho da operação não é o único critério.


Frequência de utilização, volume dos lotes, características das massas e demanda também precisam ser avaliados.


Equipamentos compactos profissionais podem atender operações menores sem exigir máquinas dimensionadas para grandes produções.


Planeje os equipamentos conforme a produção


A escolha dos equipamentos começa pelo produto que será oferecido e pela quantidade prevista.


Amassamento, divisão, fermentação e forneamento precisam funcionar em sequência, com capacidades compatíveis e parâmetros adequados às receitas.


Ao planejar a operação dessa forma, fica mais fácil identificar onde investir primeiro, quais equipamentos podem ser incorporados posteriormente e quais capacidades atendem o volume esperado sem criar gargalos.


Para aprofundar o tema, leia também sobre padaria artesanal e os pontos que devem ser avaliados na montagem da operação.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.