Cesta de Natal: dicas de sucesso para montar uma

Prática • November 7, 2023
Cesta de Natal com vinhos, frios, castanhas, geleias e panetone decorada para as festas.

A cesta de Natal pode ampliar as vendas de fim de ano de padarias, confeitarias, boulangeries, empórios e lojas especializadas.


Além de reunir produtos associados ao período natalino, ela permite combinar itens de fabricação própria com alimentos, bebidas e presentes selecionados de acordo com diferentes faixas de preço.


Para o estabelecimento, a oportunidade não está apenas na venda unitária.


Encomendas corporativas podem envolver dezenas ou centenas de unidades, exigindo planejamento de compras, capacidade produtiva, montagem, armazenamento e entrega.


Por isso, definir o público, a composição e os custos antes de abrir as encomendas ajuda a manter a qualidade dos produtos e a rentabilidade dos pedidos.


Por que vender cestas de Natal


A cesta reúne diversos produtos em uma única compra e pode atender tanto consumidores finais quanto empresas que presenteiam colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.


Para padarias e confeitarias, há ainda a possibilidade de utilizar itens de fabricação própria, como panetones, pães, biscoitos, cookies, brownies e outras especialidades.


Isso cria diferentes possibilidades comerciais:


  • aumentar o ticket médio dos pedidos;
  • aproveitar a produção própria;
  • atender encomendas corporativas em volume;
  • criar diferentes faixas de preço;
  • oferecer personalização de produtos e embalagens.


Antes de definir o catálogo, porém, é importante calcular quanto a empresa consegue produzir, montar e entregar dentro do período disponível.


Aceitar um volume superior à capacidade pode gerar atrasos, perdas e queda na qualidade.


O que colocar em uma cesta de Natal


A seleção deve considerar público, orçamento, conservação, validade e condições de transporte.


Em vez de aumentar indiscriminadamente o número de itens, vale buscar uma composição coerente com a proposta e com o preço de venda.


Panetones, chocolates e biscoitos


Panetone e chocotone podem ocupar posição central na composição, acompanhados por chocolates, trufas, cookies, biscoitos amanteigados ou de gengibre.


Estabelecimentos que fabricam o próprio panetone podem trabalhar com diferentes pesos, recheios e acabamentos.


Como se trata de um produto de grande volume, a produção profissional exige atenção à capacidade e às dimensões do equipamento. Veja como escolher o forno para assar panetone.


Para produções sazonais, também é importante avaliar o fluxo desde a preparação da massa até o resfriamento e a embalagem.


A amassadeira espiral AE25, por exemplo, trabalha com até 25 kg de massa por preparo e pode atender operações que produzem diferentes massas de panificação.


Castanhas e frutas secas


Amêndoas, castanhas-do-pará, castanhas de caju, nozes, pistaches, avelãs e macadâmias podem ser combinadas com damascos, figos secos, tâmaras, ameixas, cranberries e uvas-passas.


Esses alimentos podem ser fracionados em embalagens menores para facilitar a composição.


Ao fazer o fracionamento no próprio estabelecimento, é necessário observar identificação, validade, condições de armazenamento e demais exigências aplicáveis ao produto.


Queijos, embutidos e acompanhamentos


Queijos e embutidos podem compor modelos voltados ao consumo de aperitivos, especialmente quando acompanhados por conservas, geleias e pães.


Entre as possibilidades estão parmesão, provolone, queijo meia cura, salame, presunto cru e pastrami.


Azeitonas, cogumelos, alcachofras, picles, chutneys e geleias ajudam a complementar a seleção.


Produtos perecíveis exigem atenção adicional.


A temperatura adequada deve ser mantida durante armazenamento, montagem, espera para expedição e transporte.


Antes de incluir esses alimentos, a empresa precisa verificar se consegue manter as condições necessárias até a entrega ao destinatário.


Veja também orientações sobre vigilância sanitária para padarias e cuidados com alimentos.


Bebidas


Vinhos, espumantes, sucos e bebidas sem álcool podem ser selecionados de acordo com o perfil do presente.


Ao trabalhar com bebidas alcoólicas, é necessário considerar as normas aplicáveis à comercialização e ao público destinatário.


Quando houver produtos que harmonizem com os itens escolhidos, a bebida pode fazer parte da composição em vez de funcionar apenas como um complemento.


Pães artesanais podem ampliar o mix


Ciabatta, pão italiano, multigrãos, pães integrais, brioche, grissinis e torradas são alternativas para estabelecimentos que desejam aproveitar sua própria produção.


A escolha precisa considerar a vida útil de cada receita.


Pães frescos não devem ser tratados da mesma maneira que biscoitos, castanhas ou produtos industrializados com validade longa.


Por isso, produção, resfriamento, embalagem, montagem e entrega precisam ser coordenados para que o alimento chegue ao destinatário dentro do padrão definido pelo estabelecimento.


Pães de fermentação natural também podem compor determinadas propostas.


Nesse caso, tempo e temperatura interferem no desenvolvimento da massa.


Entenda como funciona a fermentação do pão e quais fatores precisam ser controlados.


O forno de lastro Lastro FIT é uma das opções da Prática para produções de panificação e pode integrar configurações voltadas à frente de loja.


Produtos de confeitaria para a cesta


A confeitaria amplia as possibilidades de produtos próprios.


Brownies, cookies, pães de mel, macarons, bolos natalinos e biscoitos podem ser embalados individualmente e combinados com outros itens.


O ponto importante é selecionar receitas compatíveis com o tempo entre fabricação e consumo.


Produtos com recheios, cremes, frutas frescas ou ingredientes que dependem de refrigeração precisam receber tratamento diferente de itens secos e estáveis em temperatura ambiente.


Para quem pretende trabalhar com produção própria, confira nosso conteúdo com orientações específicas sobre produção e venda de brownies.


Na preparação de massas, recheios, cremes e outras receitas de confeitaria, a linha de equipamentos de panificação da Prática inclui batedeiras planetárias, amassadeiras, laminadoras, fermentadoras e outros equipamentos para diferentes etapas produtivas.


Como montar cestas de Natal por faixa de preço


Criar poucas categorias bem definidas facilita a escolha do cliente e também simplifica compras, produção, estoque e montagem.


Uma versão de entrada pode reunir panetone ou chocotone, biscoitos, chocolates e uma bebida sem álcool.


Na faixa intermediária, é possível acrescentar castanhas, frutas secas, geleias, pães ou produtos de confeitaria fabricados pelo próprio estabelecimento.


Já uma composição de maior valor pode receber produtos selecionados, bebidas, itens artesanais, embalagens diferenciadas e personalização.


Não é necessário alterar todos os componentes entre uma categoria e outra.


Manter uma base comum e adicionar itens conforme a faixa de preço simplifica o controle de estoque e reduz a quantidade de insumos diferentes durante um período de alta demanda.


Como precificar uma cesta de Natal


O preço de venda não deve corresponder apenas à soma dos produtos colocados na embalagem.


O cálculo precisa reunir todos os custos associados ao pedido, incluindo:


  • alimentos e bebidas;
  • embalagem e materiais de proteção;
  • cartões, etiquetas e personalização;
  • mão de obra de produção e montagem;
  • armazenamento;
  • transporte e entrega;
  • impostos e taxas aplicáveis;
  • eventuais perdas;
  • margem definida pela empresa.


Imagine, por exemplo, que os produtos custem R$ 80.


Se embalagem, montagem, personalização, tributos e entrega acrescentarem outros R$ 30, utilizar somente os R$ 80 como base para formar o preço distorce o custo real do pedido.


Em encomendas corporativas, o cálculo também deve considerar atividades que surgem com o aumento do volume, como separação por destinatário, identificação individual, múltiplos endereços e períodos maiores de montagem.

Como vender cestas de Natal para empresas


Pedidos corporativos precisam ser tratados de maneira diferente das vendas individuais.


A proposta comercial deve informar claramente composição, quantidade mínima quando houver, possibilidades de personalização, preços, condições de pagamento, prazo para confirmação e modalidades de entrega.


Também é recomendável estabelecer uma data limite para alterações.


Em grandes encomendas, mudanças próximas da expedição podem interferir nas compras, na fabricação dos produtos e na montagem.


Antes de iniciar a produção, confirme:


  • quantidade total;
  • composição escolhida;
  • personalizações aprovadas;
  • dados de faturamento;
  • lista de destinatários;
  • endereços e contatos;
  • datas ou janelas de entrega.


Quando houver uma amostra ou modelo aprovado pelo comprador, ele pode servir como referência para a montagem das demais unidades.


Como organizar montagem e expedição


A montagem precisa ser tratada como uma etapa do processo produtivo.


Separar previamente embalagens, cartões, produtos e etiquetas reduz deslocamentos e facilita a conferência.


Uma sequência possível é organizar as unidades por pedido, montar, conferir os componentes, fechar a embalagem, identificar o destinatário e encaminhar para a área de expedição.


Essa conferência é especialmente importante quando há modelos semelhantes com pequenas diferenças de composição.


Produtos frágeis devem ser protegidos contra impactos.


Alimentos refrigerados precisam permanecer nas condições adequadas durante a espera e o transporte.


Como reduzir erros nas entregas


A distribuição pode se tornar um dos principais gargalos quando muitos pedidos precisam sair em poucos dias.


Antes da expedição, confira nome do destinatário, endereço, telefone, data prevista, período de recebimento e eventuais instruções fornecidas pelo comprador.


As rotas podem ser agrupadas por região para reduzir deslocamentos.


Também é importante considerar a capacidade dos veículos e as condições exigidas pelos alimentos transportados.


Após a entrega, o registro de recebimento facilita o acompanhamento dos pedidos corporativos e a solução de eventuais ocorrências.


Quando começar a planejar as vendas de Natal


Não existe uma única data adequada para todos os negócios.


O prazo depende do número de unidades previsto, da quantidade de itens de fabricação própria, dos fornecedores e da complexidade das entregas.


O planejamento pode começar com a definição do catálogo e dos custos.


Em seguida vêm negociação com fornecedores, testes de embalagem, fotografia, divulgação e abertura das encomendas.


Quanto maior o pedido corporativo, maior tende a ser a necessidade de antecedência para reservar insumos e capacidade produtiva.


Como conservar os produtos da cesta


Cada alimento deve seguir as condições de conservação indicadas para sua categoria e formulação.


Itens secos e embalados possuem necessidades diferentes de queijos, embutidos, sobremesas e produtos com recheios perecíveis.


Na produção própria, também devem ser definidos validade, condições de armazenamento e informações de rotulagem aplicáveis.


A composição precisa ser pensada considerando todo o período entre fabricação e consumo, e não somente o momento da montagem.


Perguntas frequentes sobre cesta de Natal


O que colocar em uma cesta de Natal?


Panetones, chocolates, biscoitos, castanhas, frutas secas, geleias, pães, produtos de confeitaria e bebidas estão entre as possibilidades.


A seleção deve considerar público, preço, validade e conservação.


Como montar uma cesta de Natal para empresas?


Comece definindo faixas de preço e composições com poucos níveis de personalização.


Para pedidos em volume, registre quantidade, modelo, identidade visual, destinatários, prazo de produção e condições de entrega antes de iniciar a montagem.


Como calcular o preço de uma cesta de Natal?


Some alimentos, bebidas, embalagem, personalização, mão de obra, armazenamento, logística, impostos, taxas e perdas previstas.


A margem comercial deve ser aplicada considerando o custo total do pedido.


Quais produtos são melhores para cestas com entrega?


Produtos estáveis e com vida útil compatível com o prazo de distribuição simplificam a operação.


Alimentos perecíveis também podem ser utilizados, desde que armazenamento e transporte mantenham as condições exigidas até o recebimento.


Como trabalhar com cestas que levam produtos frescos?


Organize a produção próxima da data de montagem e coordene embalagem e expedição para reduzir o intervalo até a entrega.


A validade e as condições de conservação devem acompanhar o produto.


Como organizar grandes pedidos corporativos?


Defina previamente capacidade diária de produção, montagem e entrega.


Trabalhe com um cadastro único de destinatários, cronograma de expedição e conferência antes da saída de cada unidade.


Planeje a produção para o período de Natal


A venda de cestas pode aproveitar diversas áreas de uma padaria ou confeitaria, desde panificação e confeitaria até atendimento, compras, embalagem e distribuição.


Para quem produz panetones, o planejamento precisa considerar especialmente massa, fermentação, forneamento, resfriamento e embalagem.


Veja também como reduzir perdas na produção profissional de panetones.


Outra possibilidade é ampliar o catálogo com produtos que possam ser produzidos antecipadamente ou oferecidos em diferentes formatos.


Confira também os cuidados para produzir cookies em escala comercial e conheça os pontos de produção do pão de brioche.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Prática, formada por chefs de cozinha, técnicos em panificação, engenheiros e consultores comerciais, com a expertise de mais de 35 anos da empresa no mercado de alimentação.